Arquivo - Notícias 2009
Gripe suína: jovens serão vacinados
Ministério da Saúde estuda priorizar faixa etária dos 20 aos 29 anos
Jovens adultos poderão formar um dos primeiros grupos que serão vacinados contra a gripe suína no Brasil. O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de incluir pessoas com idades de 20 a 29 anos entre os que começarão a ser vacinados nos meses de março e abril. Mas antes de bater o martelo, o governo precisa confirmar o recebimento das 83 milhões de doses da vacina que foram reservadas para o Brasil.
A faixa etária foi a que teve o maior número de casos de gripe suína, segundo o ministério. Além dos jovens adultos, o ministério confirmou que serão imunizados profissionais de saúde, grávidas e pessoas de todas as faixas etárias que apresentem doenças crônicas, conforme já anunciado.
Cobertura pode aumentar
Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, dos 83 milhões de doses para a vacinação, 50 milhões podem ser reservadas para os adultos jovens. "Muitos países não ofertaram vacina para essa população", disse o diretor, acrescentando que a cobertura vacinal poderá ser ampliada até os 34 anos em algumas regiões.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os produtores poderiam optar por fabricar uma das duas vacinas contra gripe para idosos: trivalente (que protege contra a gripe suína e outros dois vírus em circulação) ou bivalente (sem o vírus da suína). O ministério optou pela bivalente para que o Instituto Butantã, principal produtor público do País, pudesse usar as cepas do vírus da gripe suína na fabricação de vacina para quem corre maior risco. "A população acima de 60 anos teria imunidade, seja porque os mais idosos tiveram contato anterior com o vírus da gripe suína ou pela vacinação sazonal", diz Hage.
No dia 15 de dezembro, o cientista Washington Cárdenas anunciou que conseguiu clonar o genoma do vírus H1N1, causador da gripe suína. A descoberta pode facilitar a produção de vacinas contra a doença, de acordo com cientistas.
Fonte: O Dia, 16/12/2009
Antissépticos podem tornar bactérias resistentes a antibióticos
Resíduos de desinfetantes que permanecem na superfície em um hospital fortalecem
resistência das bactérias
Um estudo realizado por pesquisadores irlandeses, especializados no combate as infecções hospitalares, identificou que os antissépticos podem tornar as bactérias mais resistentes não só a estes produtos, mas também aos antibióticos.
Os cientistas da Universidade Nacional da Irlanda em Galway chegaram à conclusão após acrescentar quantidades crescentes de desinfetante a cultivos em laboratório de pseudomonas aeruginosa, uma bactéria responsável por infecções nos hospitais.
Segundo o estudo, publicado na edição de janeiro da revista "Microbiology", a bactéria sobreviveu ao desinfetante e seu DNA mudou para fazê-la resistente aos antibióticos do tipo da ciprofloxacina, apesar não ter sido exposta a estes remédios. Os desinfetantes são utilizados para limpar diferentes superfícies nos hospitais, com objetivo de evitar a proliferação das bactérias.
Conforme o autor principal do estudo, Gérard Fleming, a elevadas concentrações não parece haver problema, mas "os resíduos de desinfetantes diluídos de forma incorreta e que permanecem na superfície em um hospital podem gerar o crescimento de bactérias resistentes aos antibióticos".
A ameaça para a saúde é grande, já que se as bactérias sobrevivem aos desinfetantes e contaminam um paciente, este será tratado com antibióticos resistentes as bactérias.
A pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista que ataca normalmente pessoas cujo sistema imunológico está debilitado, como doentes de fibrose cística e diabetes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 8,7% dos pacientes contraem infecções durante a hospitalização.
Fonte: O Estado de SP, 28/12/2009
Pele linda e saudável sob o sol
Efeito estufa está fazendo o planeta esquentar cada vez mais. Para evitar câncer cutâneo e envelhecimento precoce, é preciso redobrar cuidados
Por Gislandia Governo
O planeta está prestes a virar um caldeirão. Dados recentes sobre emissões de gases do efeito estufa indicam que a Terra esquentará mais seis graus neste século. Com isso, alertam médicos, os cuidados com a pele devem ser Ainda mais intensos, pois o risco de câncer aumenta com a maior exposição ao sol. A doença registra 24,7% de todos os tumores malignos do Brasil.
O biólogo Celso Sanchez, professor da Uni-Rio, explica que as substâncias despejadas se acumulam na atmosfera, formando uma espécie de "panela de pressão". "Nos últimos 150 anos o homem passou a jogar uma série de gases tóxicos na atmosfera, que vêm das queimadas, queima de combustíveis fósseis, entre outros fatores", diz. Mas o cuidado com a pele não acompanhou este processo. Cerca de 70% dos cariocas não sabem usar o protetor solar corretamente, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB).
| OS DIFERENTES TIPOS DE PROTETORES SOLARES |
|
| PRODUTO | O QUE É | AÇÃO | VANTAGENS | DESVANTAGENS |
|
| Creme | Contém uma parte oleosa e outra aquosa. | Absorbe ou reflete os raios ultravioleta. | Mais consistente e hidratante. Indicado para peles mais secas. | Para peles oleosas não é recomendado. |
|
| Gel | Protetor aquoso. | Absorbe ou reflete os raios ultravioleta. | Não contém óleo. Ideal para peles com acne. | Por não ser tão absorvido na pele, não proporciona toque agradável. |
|
| Spray | Produto hidroalcoólico (contém água e álcool). | Absorbe ou reflete os raios ultravioleta. | Praticidade. Não deixa a pele "besuntada". | É mais caro por ter uma embalagem especial. |
|
| Shake de cacau orgânico | Protetor solar oral. | Açao interna. Deixa a pele mais resistente às agressões do sol. | Antioxidante (previne o envelhecimento) e fotoprotetor. | Sabor não muito palatável. Pouca praticidade, pois o pó deve ser dissolvido na bebida. |
|
| Cápsulas pré e pós-sol | Substâncias antioxidantes e silício. Estimulam produção de colágeno e elastina na pele. | Reduzem processo inflamatório (vermelhidão). | Ação antioxidante. Combate radicais livres. Praticidade. | Custo mais elevado. |
|
| Roupas com fator de proteção |
Roupa que bloqueia no mínimo 98% dos raios UVA e UVB. |
Impede que a pele receba os raios solares. | Proteção contra câncer de pele e fotoenvelhecimento. | Custo mais elevado devido as tecnologias de ponta na fabricação dos produtos. |
|
| Fonte: Farmacêutica Fernanda Chalabi, da Officilab |
"Infelizmente, as pessoas ainda não levam a sério os efeitos nocivos da radiação do sol. O filtro tem que ser visto como medida para evitar que a radiação ultravioleta cause câncer cutâneo, além do envelhecimento precoce", destaca o dermatologista David Azulay, coordenador da campanha de prevenção ao câncer de pele da SBD-RJ. "Lesão que sangra com facilidade; uma pinta que cresce rapidamente, muda de cor ou tem varias cores são indícios de possível transformação maligna. Deve-se procurar o dermatologista", avisa.
Quanto à proteção das crianças, a dermatologista Elisa Fontenelle, da SBD-RJ, destaca que o filtro não deve ser aplicado nos pequenos com até 6 meses de idade, pois pode ser tóxico. Após esta fase, ela recomenda o uso de protetores em creme. "Irritam menos", explica.
Aplicação correta do filtro solar
Há várias opções de protetores solar à venda, mas muitas pessoas ainda não sabem a maneira correta de utilizar o produto, afirmam os especialistas. A dermatologista Elisa Fontenelle, da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, explica que tanto para adultos quanto para crianças, somente o protetor com fator acima de 15 garante proteção de 90% dos raios nocivos.
"O filtro solar eficiente é o que tem proteção contra raios UVA e UVB. O produto deve ser passado de 15 a 30 minutos antes da exposição ao sol. A aplicação deve ser em camada dupla: passa uma vez e repete, para garantir melhor proteção. E nunca deve-se esquecer de áreas como orelha, colo, pescoço e dorso das mãos e dos pés. E o filtro deve ser reaplicado pelo menos a cada duas horas", recomenda.
Fonte: O Dia, 2/1/2010
Mais perto da vacina contra a aids
Pela primeira vez, uma vacina se mostra eficaz para proteger contra a infecção pelo HIV
Por Cilene Pereira e Mônica Tarantino
Na quarta-feira 23, o mundo recebeu uma notícia que esperava desde 1981, quando surgiram os primeiros casos de Aids: finalmente, uma vacina impediu em humanos a infecção pelo HIV, o vírus causador da doença. Na verdade, uma vacina não. Duas. A combinação dos imunizantes Aidsvax e Alvac - que já haviam fracassado quando testados isoladamente em estudos anteriores - reduziu em 31,2 % o risco de contaminação.
A conclusão foi obtida a partir de um estudo com mais de 16 mil participantes, conduzido na Tailândia sob a coordenação dos governos americano e tailandês, da empresa Sanofi-Pasteur e da ong Global Solutions for Infectious Diseases. Os voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu placebo e o segundo, a combinação das duas vacinas. No final, verificou-se que 74 integrantes do grupo que tomou placebo foram contaminados. Entre os efetivamente vacinados, 51 se infectaram (mais detalhes no quadro).
Embora baixa, a taxa de eficácia foi considerada uma vitória sem precedentes. "Por mais de 20 anos os testes com vacinas fracassaram", afirmou Anthony Fauci, um dos líderes do estudo. "Agora, é como se estivéssemos saindo de uma trilha escura e abrindo uma porta." No Brasil, a notícia foi recebida com igual entusiasmo. "É um primeiro passo para uma vacina que poderá vir daqui a cinco ou dez anos", disse o médico Ricardo Diaz, da Universidade Federal de São Paulo.
De fato, até hoje nenhuma vacina tinha tido efeito em humanos. Esse tornou-se um campo tão desacreditado que poucos insistiam nessa área de estudo. E entre esses poucos estava o grupo responsável pelo trabalho que acaba de jogar luz na busca por um meio efetivo de proteção contra o HIV.
Os cientistas querem saber agora como agiu cada vacina para então reforçar os pontos fortes. "Temos de explorar esses mecanismos para melhorar a proteção oferecida, ainda baixa", disse Esper Kallás, responsável por pesquisas sobre vacinas contra o HIV feitas na Universidade de São Paulo. Para ser aprovada, é desejável que uma vacina seja pelo menos 70% ou 80% efetiva.
Outra questão é se elas funcionarão em outros países. As duas escolhidas para o estudo foram criadas para atingir os subtipos dos vírus B e E. O primeiro é prevalente na Europa e nas Américas e o segundo, na Ásia. Na África, onde é mais incidente o subtipo C, provavelmente teriam efeito mais limitado.
Pesquisas:
Broncodilatador oferece vantagens em crises respiratórias
O inverno é um período crítico para quem sofre de doenças respiratórias e é refém da inalação para aliviar os sintomas. A grande procura pelos setores de nebulização resulta em salas de emergência dos hospitais lotadas e perigo iminente de contaminação, por conta da presença excessiva de bactérias circulando pelo ambiente. Uma condição muito freqüente é o bronco espasmo popularmente conhecido com chio de peito. Para esses casos, os broncodilatadores são habitualmente prescritos nos consultórios e salas de emergência.
Pesquisas recentes confirmam a eficácia e o perfil de tolerabilidade deste tipo de medicamento, encontrado na forma de spray e conhecido popularmente como "bombinha". De acordo com publicação recente da British Guideline on the Management on Asthma mostra que, além da questão da conveniência e do preço, os nebulizadores teriam como desvantagem o fato de utilizarem doses pouco precisas. Estudo da Global Initiative for Asthma (GINA), uma das instituições vistas como referência mundial no estudo da asma, destaca que o broncodilatador possui contador de doses e, por crianças - ou lactentes e idosos com dificuldade respiratória -, é usado com um espaçador que permite, assim como no uso adulto, precisão na dosagem de droga inalada. Além disso, permite maior deposição pulmonar, rápido efeito e menor risco de eventos adversos, como a taquicardia.
- Além disso, a utilização do broncodilatador em crianças com crises de asma, por exemplo, resulta em um enorme benefício para os pais, pois diminui o desconforto do deslocamento para os hospitais em horários adversos e da, muito comum, longa espera pelo atendimento - ressalta o Dr. Paulo Silva, pneumologista pediátrico do Hospital da Criança Conceição, em Porto Alegre.
Fonte: JB Online, 16/9
Pneumologista esclarece as principais dúvidas sobre a asma
9/7/2009 11:40:00
Falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito são todos sintomas da asma, doença respiratória que atinge um em cada dez brasileiros. Ao todo, são 18 milhões de asmáticos no país e poucos conhecem a maneira correta de tratar a doença, afirma a pneumologista Marina Lima, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).
- A asma ainda é cercada de mitos, e muitos ainda têm medo de receber este diagnóstico. Só que com a medicação correta é possível manter a doença sob controle e o paciente passa a viver muito bem - afirma a médica. Aqui, ela esclarece as principais dúvidas sobre o distúrbio:
A asma pode aparecer em qualquer idade?
A doença respiratória que causa a inflamação das vias aéreas é mais comum na infância, mas pode surgir em adultos e na terceira idade. A doença é genética, e quem tem pai ou mãe alérgicos ou asmáticos tem mais chance de manifestar o quadro. Fatores externos como a poluição, o frio, odores fortes, exercícios, mudanças de temperatura e até mesmo crises de riso ou de choro podem despertar os sintomas.
Asma e bronquite são a mesma coisa?
Sim, de acordo com Marina Lima, a bronquite é um termo antigo e muitas vezes usado de forma errada para diagnosticar a inflamação nos brônquios.
- Antigamente, os pediatras diziam que a criança tinha bronquite para não preocupar as mães com o diagnóstico de asma. Só que os sintomas são os mesmos.
Qual é o melhor tratamento para asma?
Atualmente o tratamento é feito com a associação de três tipos de terapia: os broncodilatadores de alivio imediato, os broncodilatadores de ação prolongada e os corticoides inalatórios. Geralmente, recomenda-se a combinação dos broncodilatadores de ação prolongada com os corticoides. Porém, o asmático deve sempre ter por perto o broncodilatador de alívio imediato (ou de resgate) para interromper as crises.
- A nebulização, que é uma alternativa para momentos de crise, está sendo substituída por sprays de ação rápida. Os sprays dão resultado em um minuto, enquanto a nebulização demora meia hora para fazer efeito.
Manter a casa limpa, arejada e livre de umidade e mofo podem diminuir a incidência de crises. Já evitar o contato com animais de estimação não é necessário.
- Existem estudos mostrando que os animais domésticos não pioram a asma. Porém, é importante mantê-los sempre limpos e escovados.
Bombinhas fazem mal ao coração?
Em geral, não. As bombinhas, também conhecidas como broncodilatadores de uso imediato ou de resgate, são consideradas seguras se usadas de acordo com as indicações da bula. A taquicardia e os tremores são efeitos colaterais comuns do medicamento, já que a maioria aumenta momentaneamente o fluxo sanguíneo para o coração. Existem vários tipos de bombinhas e as mais modernas podem ser usadas a partir dos 2 anos de idade.
Existe algum efeito colateral tomar corticoides por um tempo prolongado?
Os riscos são mínimos, afirma a pneumologista. Ela explica que os corticoides inaláveis são diferentes dos injetáveis ou orais, e vão direto para os brônquios, e por isso são seguros para serem usados por um período de tempo maior. Porém, estes medicamentos são de manutenção, e não substituem os remédios usados para tratar crises.
Exercícios ajudam a curar a doença?
A asma não tem cura, apenas controle. Os sintomas podem melhorar ou piorar em determinadas fases da vida por causa de mudanças ambientais, emocionais ou hormonais. O exercício é fundamental para o asmático pois ajuda a fortalecer o pulmão.
- É importante passar pela avaliação do especialista, já que algumas crises podem ser deflagradas pelo excesso de esforço, mas o asmático não pode deixar de se exercitar ao longo da vida. É um mito dizer que apenas a natação é boa para quem tem asma. A criança e o adulto asmáticos podem escolher qualquer esporte que aumente seu bem-estar.
A asma pode levar à morte?
Infelizmente, a doença ainda mata 2 mil brasileiros anualmente. A principal causa é a demora em buscar atendimento médico adequado. A outra, segundo a médica, é ficar esperando a melhora do quadro sem o uso de medicamentos.
- A asma tem diferentes níveis de gravidade. Por isso, não deixe de procurar um médico ao primeiro sinal de crise. Dependendo do quadro, a inflamação pode evoluir rapidamente e até matar.
Fonte : Jornal EXTRA
HPV: Uma em cada duas adolescentes no Rio de Janeiro carrega o vírus, indica pesquisa da UFRJ
22/06/2009 10:10:00
O número de mulheres infectadas com o Papilomavírus Humano (HPV), no Rio de Janeiro, chega a 50% em determinadas faixas etárias, segundo dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir de análises de 1,5 milhão de exames citológicos feitos entre 1999 e 2005 em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), pesquisadores da universidade identificaram que 30% das mulheres sexualmente ativas no estado carregam o vírus. Entre as adolescentes de até 19 anos, o número sobe para 50%.
O HPV é uma doença sexualmente transmissível caracterizada pelo aparecimento de lesões parecidas com verrugas que, se não tratadas, podem causar o câncer no colo do útero. Existem mais de 200 tipos do vírus, e alguns são mais agressivos que outros. Em estágios iniciais, ele tende a ser assintomático, mas pode ser diagnosticado pelo exame preventivo de Papanicolau. Em muitos casos, principalmente em mulheres jovens, o sistema imunológico é capaz de combater espontaneamente a infecção.
O uso do preservativo diminui o risco, mas não evita o contágio. Uma das novas formas de prevenir o HPV é a imunização, que pode evitar até 70% dos casos de câncer de colo de útero. A vacina é indicada para mulheres com até 26 anos e não está disponível na rede pública. Em clínicas particulares, cada dose da vacina custa, em média, R$ 400.
Fonte : Jornal Extra
Butantan, em São Paulo, produzirá vacinas contra a gripe
18/06/2009 09:20:00
Por Dr. Paulo Aligieri
O Instituto Butantan inaugurou, recentemente em São Paulo, a primeira fábrica de vacinas contra o vírus influenza, na América Latina. A vacina de vírus mortos desenvolvida naquela instituição está concluindo a fase de testes em animais. No segundo semestre, após aprovação da Anvisa, serão feitos testes em seres humanos. A fábrica terá 10 mil metros quadrados ocupados por equipamentos de alta tecnologia, a planta e a capacidade anual de produção de até 40 milhões de doses de vacina. O investimento de R$ 68 milhões foi feito pelo Ministério da Saúde e pelo governo paulista.
Desde 1999, o Brasil comprava da França o concentrado necessário para a formulação da vacina, com custos anuais de cerca de US$ 100 milhões. Na época, o Instituto Butantan e a Fundação Butantan fizeram um acordo de transferência de tecnologia com a empresa farmacêutica Sanofi Pasteur, concluído agora.
Durante a inauguração, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também anunciou a construção de duas novas fábricas: uma de hemoderivados e outra para a produção de uma vacina brasileira contra o rotavírus. Ambas serão instaladas no Instituto Butantan e terão investimentos estimados em R$ 60 milhões.
Atualmente vacinas produzidas no Butantan correspondem a 82% das fabricadas no país. A nova fábrica representa um passo inédito para a indústria nacional, pois grande parte dos equipamentos utilizados, como tanques, reatores e outros produtos específicos, foram desenvolvidos com mão-de-obra local, gerando conhecimento, inovação e desenvolvimento tecnológico. O processo de fabricação da vacina utiliza ovos de galinha, nos quais o vírus ativo é inoculado. A fábrica recebe 123 mil ovos por vez.
Fonte:
Anônimo.
Brasil. Butantã iniciará testes de vacina contra gripe aviária em seres humanos.
Jornal da Ciência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. 24/04/2009.
Acessível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=63044. Acesso em 31/05/2009
Internet poderá causar aumento na incidência de doenças infecciosas?
18/06/2009 09:10:00
Por Dr. Paulo Aligieri
A incidência de doenças preveníveis pela vacinação mantém relação direta com o número de indivíduos não vacinados. Pais que não querem vacinar seus filhos geralmente se mostram preocupados com a segurança da vacinação.
A internet pode influenciar a percepção das famílias no que se refere às vacinas, já que é o recurso para informação dos consumidores que apresenta maior taxa de crescimento. Epidemiologistas do Departamento de Medicina da Família e de Epidemiologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh nos Estados Unidos publicaram um estudo que avaliou oito dos maiores sites de busca da web. A busca permitiu identificar 1138 páginas representando 750 sites.
Foi possível identificar 78 sites que continham críticas ou contestações ao uso das vacinas para uso pediátrico. A alegação mais comum era a associação do processo imunizante com reações adversas específicas, incluindo doenças crônicas idiopáticas como a esclerose múltipla, autismo e diabetes. Uma parte importante das mensagens de cada site era composta pelas referências a outros sites também contestadores e muitos destes continham afirmações vagas sobre pesquisas não detalhadas quanto aos seus delineamentos, protocolos e controles no que se refere à qualidade das informações. Outros comentários dos sites recriminam a presença do mercúrio e de outros adjuvantes. Os autores deste artigo enfatizam que a gravidade das críticas, ainda que a maioria seja carente de fundamentação científica, pode influenciar a fidúcia do público quanto às verdadeiras relações de custo/benefício e de risco/benefício das vacinas.
Segunda onda da gripe H1N1 é temida no inverno
09/06/2009 15:00:00
Autora: Kristina Rebelo Publicado em 05/20/2009
Em uma sessão excepcional de especialistas na ATS 2009: The American
Thoracic Society International Conference, especialistas e
autoridades de saúde pública discutiram a situação atual e as
formas pelas quais hospitais podem se preparar para uma
eventual segunda onda de infecções no inverno.
O novo vírus influenza A (H1N1) "entrou sorrateiramente pela
porta enquanto as autoridades sanitárias, que deveriam ter
imaginado, estavam ocupadas fechando as janelas", disse Carol
J. Cardona, DVM, PhD, ACPV, do Department of Population Health
and Reproduction, e professora na School of Veterinary
Medicine, University of California, Davis, para uma multidão
de médicos e cirurgiões torácicos e intensivistas.
"Este vírus tem seguido o padrão de todas as pandemias
históricas e nós perdemos alguns precursores e perdemos alguns
sinais", disse a Dra. Cardona. Ela é uma virologista e uma
especialista em determinar como agentes etiológicos de doenças
causam danos aos seus hospedeiros. A parte da apresentação da
Dra. Cardona foi intitulada "Gripe Suína: Pistas moleculares
para a origem, transmissão e patogênese do vírus."
Fracasso na detecção de precursores
Dra. Cardona disse que ela espera mutações no vírus. "Espero
ver mudanças graduais ao longo do tempo e mudanças adicionais
ao longo do tempo nos vírus influenza A". Ela salientou que
existem oportunidades de recombinação entre os vírus que
resultará na geração de novas cepas antigenicamente recentes
filtradas através de aves e suínos para o homem. "Há vários
segmentos a partir de um, depois outro, e depois um terceiro,
para uma recombinação tripla; isto resulta em grandes saltos
no genoma", disse ela, referindo-se às origens do H1N1.
"Estamos proporcionando grandes oportunidades com animais
sendo criados rapidamente em grandes grupos, onde você tem
muitas, muitas gerações. É uma forma eficiente de aumentar a
quantidade de comida e uma maneira eficaz de propagar vírus,"
disse a Dra. Cardona. "São as propriedades replicativas das
variedades mutantes dos vírus influenza subtipo hemaglutinina
HA com propriedades alteradas de ligação aos receptores que
sustentam a virulência e a propagação. Os vírus se unem e se
reafirmam em patógenos que podem infectar o homem. Os
desfechos da doença são influenciados pela imunidade do
hospedeiro; vírus com novas hemaglutininas podem burlar a
imunidade do hospedeiro e causar estas doenças".
Dra. Cardona explicou que não existem anticorpos para o
influenza H1N1, que é a razão pela qual ele se propagou tão
rapidamente. "E isso é o extraordinário sobre este vírus: não
conseguimos detectar os precursores e não conseguimos
encontrá-lo nos suínos”. Ela disse que o influenza H1N1 tem a
capacidade de se propagar rapidamente. "Isso poderia acontecer
dentro de poucos dias, a mutação em animais, e infectar outras
espécies", disse ela, destacando o recente rebanho suíno no
Canadá, onde, no início deste mês, um viajante carreou o novo
vírus H1N1, do México para o Canadá, infectando sua família
juntamente com um rebanho de suínos, de acordo com autoridades
de saúde canadenses.
Também no quadro de especialistas estava DR. Rear Admiral
Kenneth G. Castro, diretor/oficial de ciência do Centers for
Disease Control and Prevention Emergency Operation Center, que
disse aos ouvintes que como esta gripe H1N1 é transmitida de
pessoa para pessoa, ela está começando a preparar uma
pandemia. "É para isto que estamos nos preparando e nos
preocupando", disse ele. O título de sua apresentação foi
"Casos humanos nos Estados Unidos da gripe suína".
Ele previu que não vimos o fim desta gripe H1N1: "Claramente,
este vírus se propagou rapidamente nos Estados Unidos em um
momento já não estaremos mais vivenciando a gripe. Os
critérios para esse vírus não têm nada a ver com a gravidade
do problema no planejamento da pandemia. É muito provável que
ele esteja circulando e você pode esperar vê-lo novamente
quando ocorrer a nossa temporada viral".
Dr. Castro fixou o número de casos confirmados ou prováveis
nos Estados Unidos em 5.469, com 6 óbitos (a partir de 20 de
maio, 7 óbitos; um homem de 44 anos de idade, em St. Louis,
que havia visitado o México, faleceu) em 48 estados e o
Distrito de Colúmbia. Apenas Wyoming e West Virginia não
tiveram casos confirmados. A idade média é de 17 anos
(intervalo de 1 mês a 87 anos), 63% dos acometidos tinha uma
condição médica subjacente no momento do aparecimento da
doença. A média de permanência hospitalar é de 4 dias, com uma
permanência média de 5 dias (intervalo de 2 a 31 dias), 24%
foram admitidos à unidade de terapia intensiva (UTI) dos
hospitais.
Ele descreveu as
características de apresentação clínica como febre, tosse, falta de ar e
faringite, com 52% das apresentações com achados anormais de infiltrados
bilaterais coerentes com pneumonia, 31% também tinham asma ou diabetes. Da
população que se apresentou aos hospitais, 66% foram tratados com antivirais e
85% foram tratados com 1 a 7 antibióticos (sobreposição), com uma média de 3.
"Tudo foi jogado na equação para tentar tratar estes pacientes internados",
disse o Dr. Castro.
Ele recomendou que os pacientes com quaisquer sinais precoces de gripe fiquem em
casa, e ele destacou que o fechamento de escolas não era garantia de que os
estudantes não se reuniriam em centros comerciais locais.
Segunda Onda provável
Também no quadro
de especialistas estava Dr. Christian E. Sandrock, MPH, autoridade de saúde do
Condado de Yolo em Sacramento, Califórnia, e professor assistente de clínica da
Division of Pulmonary and Critical Care Medicine, University of California,
Davis, School of Medicine. Ele disse à plateia: "No que diz respeito ao que pode
acontecer no hemisfério sul nos próximos meses, vou me tornar intensamente
profético ou o bobo da corte". Sua apresentação foi intitulada "H1N1 2009:
Deveríamos estar preocupados com uma segunda 'onda'?"
Ele comparou os padrões de pandemias mundiais anteriores que ocorreram no século
XX – as pandemias de 1918, 1957, 1968/1969 e 1977 (em crianças) que
representaram 3 subtipos antigênicos diferentes do vírus influenza A (H1N1, H2N2
e H2N2) – com este atual vírus influenza A (H1N1) de origem suína detectado pela
primeira vez em abril de 2009.
"A diferença no padrão é que este vírus atual está muito difundido, em todo o
mundo para vários continentes, e estamos nos direcionando para uma segunda onda.
Estamos avançando nessa direção", disse ele, "e a segunda onda é muito
provável".
Dr. Sandrock
disse que não há nenhuma vacina que proteja contra o vírus, mas ele disse que se
as populações têm idade suficiente para terem sido submetidas à cepa de 1968,
por exemplo, podem ter uma resposta adaptada do hospedeiro de células T com
apresentação de epítopos por MHC I, que é adequada para depuração viral e pode
propiciar alguma proteção e resultar em uma doença leve a moderada, na qual o
hospedeiro apenas se "sentiria mal". Dr. Sandrock acrescentou que os pacientes
que apresentam asma e febre não deveriam ser dispensados, mas deveriam ser
rastreados para a gripe.
Quando questionado quão rapidamente ele imaginava que o vírus atual sofreria uma
mutação, ele denominou esta a "questão de milhões de dólares". Dr. Sandrock
observou que "é preciso algum tempo para que o vírus sofra mutação e se
propague, mas, uma vez em atividade, veremos um aumento nos números e nos
óbitos".
Dr. Lewis
Rubinson, PhD, professor assistente de medicina, pneumologia e medicina
intensiva, Harborview Medical Center, em Seattle, Washington, apresentou uma
parte intitulada "Gripe suína: E se a necessidade de tratamento intensivo
aumentar?" Ele disse que as metas da UTI nesta era de fase 5 são para manter
segura a equipe de funcionários do hospital. "Uma das coisas mais difíceis para
os provedores é como se integrar ao hospital, mas não assumir o controle, não há
nada pior do que um líder trabalhando sozinho".
(A Organização Mundial de Saúde elevou o nível de alerta de pandemia mundial
para a fase 5 em 29 de abril; fase 5 é um "forte sinal de que uma pandemia está
iminente", no entanto, há um debate atual na Assembleia Mundial da Saúde da OMS
em Genebra, Suíça, sobre se a OMS deveria elevar o nível de alerta para a fase
6, o que indicaria que uma pandemia está em curso. A Secretária da saúde e
recursos humanos dos Estados Unidos, Kathleen Sebelius disse em Genebra que os
Estados Unidos já estão tomando medidas de fase 6).
Estratificação de risco e profilaxia
Dr. Rubinson advertiu que a triagem poderia se tornar muito confusa se a
coordenação e a integração dentro do resto da instituição não estão a bordo.
"Quando você tem grupos operando de modo independente, você pode perder o
controle do sistema", disse ele. "Você não vê clínicas de repouso despejando
pacientes para as emergências". Dr. Rubinson disse que os hospitais precisavam
ter tomadas de decisões padronizadas adequadas. "Talvez devêssemos começar
pensando sobre a estratificação de risco e profilaxia neste momento - as
intervenções principais devem ocorrer nos casos nos quais os pacientes podem não
sobreviver se não as fornecemos".
Ele sugeriu que os hospitais começassem a observar os itens mais frequentemente
utilizados nas suas UTIs e obtivessem estoques agora. "Mesmo que você seja de
grande porte, você estará competindo com todos os outros grandiosos por
suprimentos, e se esgotar o seu estoque de algo como corticosteróides ou
circuitos de respiradores, você está em apuros." Dr. Rubinson observou que,
mesmo que este vírus "não vá adiante", os suprimentos estocados eventualmente
serão utilizados.
Ele disse que poderia chegar ao ponto em que hospitais inteiros serão
convertidos em unidades de tratamento intensivo, porque as instituições não
podem cuidar dos doentes em tendas que não estejam equipadas com sistemas de
oxigênio líquido. Ele sugeriu que a síndrome de angústia respiratória aguda e
asma seriam as condições predominantes dos pacientes. "Apesar do atendimento
excelente, as pessoas continuam a morrer, e até recentemente não havia dados
para prever o quão doente as pessoas ficariam; estes são doentes que precisarão
de um esforço completo do que podemos oferecer."
Completando o grupo, estava Dr. Guillermo Dominguez-Cherit, que dirige a unidade
de tratamento intensivo no Departamento de Medicina intensiva, Instituto
Nacional de Ciências Médicas y Nutrición, na Cidade do México, México, cuja
apresentação foi intitulada "Assistência aos pacientes críticos na Cidade do
México infectados pela gripe suína". Ele informou aos ouvintes que até 4 de maio
de 2009, houve um total de 3.646 casos, com 70 óbitos, até 18 de maio de 2009.
Ele descreveu a vida no México desde 17 de abril, quando o Ministro da Saúde
fechou as escolas e tomou outras medidas extremas. Ele mostrou slides das ruas e
centros empresariais vazios. "Você pode imaginar o impacto sobre a economia",
disse ele.
Trabalhar em
hospitais no México tornou-se um problema, com alguns funcionários recusando-se
a vir trabalhar, estudantes do último ano de enfermagem estavam sendo utilizados
como equipe de funcionários nas UTIs, e eles estavam recrutando médicos de
outros departamentos, como anestesiologia e cirurgia, para ajudar a cuidar dos
pacientes com gripe, Dr. Dominguez-Cherit disse.
Ele acrescentou que, pelo menos metade de todos os pacientes internados tinha 2
ou mais comorbidades, e 78% tinham infiltrados bilaterais na apresentação.
Outros sintomas foram desconforto respiratório, febre (100%), diarreia,
conjuntivite, vômitos, coriza, astenia e mialgias. O tempo entre o primeiro
sintoma até admissão em uma unidade médica foi de 6 dias, e uma vez no hospital,
o tempo até admissão na UTI foi de 1,6 dias, com uma média de permanência
hospitalar de 9,5 dias. Os locais dos óbitos dentro das unidades médicas foram a
UTI e o departamento de emergência.
Fonte : www.medcenter.com
Novo caso de gripe suína trabalha em creche
02/06/2009 10:30:00
JB Online
DA REDAÇÃO - O Ministério da Saúde informou, no início da noite desta segunda-feira, que mais um caso de gripe suína foi confirmado, desta vez em Campinas, São Paulo.
A mulher trabalha numa creche atendendo 30 crianças e é contato próximo de um caso procedente do exterior. Todos os funcionários e crianças da creche estão sendo monitorados.
Veja a nota:
"O Ministério da Saúde informa que, após o fechamento do boletim divulgado às 17h30 desta segunda-feira, recebeu a confirmação de novo caso de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) no município de Campinas, no estado de São Paulo.
2. A paciente é contato próximo de um caso que havia sido confirmado anteriormente, procedente do exterior. Ela está internada e passa bem.
3. A paciente trabalha em uma creche que atende a 30 crianças. Todas as crianças e funcionários da creche, bem como seus contatos próximos, estão sendo monitorados pelas autoridades de saúde estaduais e municipais. O mesmo monitoramento será adotado para outras pessoas que tiveram contato com a paciente, independentemente do ambiente de trabalho.
4. Por medida de precaução, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas decidiram, conjuntamente, recomendar a suspensão das atividades da creche por dez dias, período de manifestação dos sintomas da doença.
5. Com o novo caso, chega a 21 o total de confirmados no país. Os casos foram confirmados em São Paulo (9), Rio de Janeiro (5), Santa Catarina (4), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Tocantins (1).
6. Dos casos confirmados, sete foram de transmissão autóctone (dentro do território nacional), todos com vínculos epidemiológicos com pacientes procedentes do exterior. Desse modo, a transmissão no Brasil é limitada e não há evidência de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus da Influenza A (H1N1)."
Fonte : JB Online
OMS alerta contra "falsa segurança" com epidemia de gripe suína
28/5/2009 13:30:00
Texto publicado na “Folha de SP”:
A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou nesta sexta-feira (15/5) contra a "falsa sensação de segurança" por causa do surto aparentemente brando de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). A organização alerta que o pior pode ainda não ter passado.
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que ainda há "grande incerteza" a respeito do novo vírus, que poderia representar uma grave ameaça particularmente no Sudeste Asiático.
"Estamos enfrentando um tempo de crise que poderia ter implicações globais", disse ela em uma reunião intergovernamental sobre a preparação contra pandemia, na sede da OMS, em Genebra (Suíça).
O encontro discute a delicada questão do compartilhamento de informações sobre o vírus -em que os países fornecem amostras biológicas à comunidade internacional para uso de laboratórios que desenvolvem remédios e vacinas.
No auge da preocupação com a gripe aviária, há alguns anos, a Indonésia se recusou a ceder amostras do vírus H5N1 se não recebesse garantias de que eventuais vacinas seriam disponibilizadas a países pobres a preços acessíveis.
Grandes fabricantes de vacinas, como GlaxoSmithKline, Sanofi-Aventis, Novartis e Baxter International, aguardam orientação da OMS sobre o início da produção em grande escala das vacinas contra o H1N1, o que exigirá reduzir a produção das vacinas contra a gripe sazonal -doença que atinge entre 2 e 3 milhões de pessoas e que mata entre 250 mil e 500 mil pessoas.
Outro dirigente da entidade, Keiji Fukuda, disse que tem havido um "rápido e disseminado compartilhamento de espécimes".
Os participantes da reunião --precursora da Assembleia Mundial da Saúde, na semana que vem- estão discutindo regras de transparência, confiança e soberania relativas ao compartilhamento das amostras virais.
"Espero que o resultado final seja algo realmente equilibrado, que possamos usar por um longo tempo", disse Fukuda.
A OMS considera que uma pandemia da gripe H1N1 é iminente. A doença já contaminou mais de 7.500 pessoas em 34 países e deixou 65 mortos, 60 deles no México.
Chan disse ainda que há uma especial preocupação com o Sudeste Asiático, onde já houve grandes surtos do vírus H5N1 (gripe aviária). De acordo com ela, uma mistura do H5N1 com o H1N1 poderia ter graves consequências. "Não estou dizendo que isso vai acontecer", ressalvou.
(Folha de SP, 15/5)
Fonte : Folha de SP
Tratamento de gripe com drogas antivirais
28/5/2009 13:00:00
Se você está à procura de um tratamento para gripe e quer saber mais sobre as últimas recomendações para agentes antivirais, continue lendo. Tais medicamentos ajudam a prevenir a gripe ou a reduzir sua gravidade e duração, quando já instalada. Aqui estão as últimas recomendações para drogas antivirais. Após esta leitura, converse com seu médico para saber se as referidas drogas podem ajudar a fazer com que se sinta melhor.
O que são drogas antivirais?
São medicamentos que reduzem a capacidade do vírus da gripe se reproduzir. Quando utilizados de acordo com as orientações, podem ajudar a reduzir a duração dos sintomas gripais, assim como sua gravidade, em pacientes previamente hígidos.
Quando as drogas antivirais são recomendadas?
Recomenda-se tanto para o tratamento, quanto para a prevenção da gripe. Se estas drogas são tomadas dentro de 48 horas do início dos sintomas gripais, elas podem reduzir a duração da gripe em um a dois dias.
Por mais que os antivirais não substituam a vacina contra gripe, estes medicamentos podem ser utilizados como profilaxia.
Como são utilizados os antivirais na profilaxia de gripe?
Seu médico pode prescrever um antiviral se você tiver contato íntimo com membros da família ou outros que podem estar com a gripe e quer evitar ficar doente, o que é especialmente importante caso você possua uma doença crônica, como asma, diabetes ou cardiopatia. Pessoas com estas condições estão sob maior risco de desenvolverem complicações relacionadas com a gripe, sendo fundamental que estejam protegidas contra ela.
É importante, entretanto, lembrar que uma vacinação precoce contra gripe é a profilaxia mais eficaz.
Quais drogas antivirais são recomendadas tanto para o tratamento quanto para a prevenção da gripe?
O CDC recomenda as drogas Relenza e Tamiflu. Esta última, apresentada em comprimidos, está aprovada tanto para o tratamento quanto para a prevenção da gripe em pessoas a partir de um ano de idade. O Relenza, que deve ser inalado pela boca, está aprovado para tratamento em pessoas com sete anos ou mais e, para prevenção, naqueles com, pelo menos, cinco anos de idade.
Ambos os medicamentos são mais efetivos quando fornecidos dentro de 48 horas a partir do início dos sintomas gripais.
Para maiores informações, veja Estratégias para Prevenção contra Gripe da WebMD.
Drogas antivirais para gripe apresentam efeitos colaterais?
Os principais efeitos colaterais do Tamiflu são náuseas, vômitos e diarréia. Relenza não é recomendado para pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), ou outras enfermidades pulmonares. Se o seu médico está ciente de sua situação de saúde, ele irá prescrever a droga antiviral mais segura para o seu caso.
Quando devo procurar o médico para drogas antivirais?
Idealmente, você deve conversar com seu médico sobre vacina da gripe e medicamentos antivirais, inclusive sobre efeitos colaterais, antes de iniciarem as estações do ano em que esta doença torna-se mais freqüente.
Quando você já apresenta sintomas gripais, é importante entrar em contato com seu médico dentro das primeiras 48 horas. Há uma janela temporal limitada para a efetividade das drogas antivirais. Seu médico irá querer certificar-se de que seus sintomas são originados da gripe e não de qualquer outra condição de saúde, para, então, ajudá-lo a decidir qual antiviral é melhor para você ou para seus filhos.
O que mais posso fazer para tratar meus sintomas gripais?
Os sintomas da gripe podem durar mais de uma semana, podendo ser aliviados com cuidados caseiros básicos. Seguem-se algumas sugestões:
Muito repouso. Ausente-se do trabalho e fique na cama. Não leve seus filhos à escola e assegure-se que eles descansem quando os sintomas gripais aparecerem.
Trate febre com acetaminofeno. Para crianças, utilize Tylenol infantil, ou ibuprofeno (Alivium), de acordo com as instruções da embalagem ou com as orientações do pediatra. Não forneça aspirina às crianças devido ao risco do desenvolvimento da Síndrome de Reye.
Utilize um umidificador de ambientes em seu quarto ou no da criança para fazer com que fique mais fácil de respirar o ar seco.
Fonte :
 |
 |
Brasil faz o mapa genético do vírus da gripe suína
19/5/2009 11:20:00
Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Rio, já mapearam as primeiras sequências genéticas do vírus da gripe suína presente no Brasil. As amostras foram colhidas dos dois pacientes moradores da Ilha que estiveram internados no Hospital do Fundão. O vírus presente no país é similar ao que está circulando no México e nos EUA. O que significa que kits para diagnóstico produzidos nos EUA servem para identificar a doença por aqui. Além disso, o tratamento feito por lá, à base de antivirais, tem potencialmente a mesma eficácia no Brasil.
- O sequenciamento realizado aqui abre caminho para montarmos kits de diagnóstico no país - diz o virologista Fernando Motta, da Fiocruz, que participou do trabalho.
O mapeamento é fundamental para acompanhar uma possível a evolução da doença no Brasil e para apontar tratamentos mais adequados, caso ela ocorra.
- Os vírus influenza mudam muito na sua composição genética. Ter uma referência, um marco inicial, é fundamental para identificarmos as mutações - diz Motta.
Perigo
E é justamente na mutação que está o perigo. De acordo com o virologista, o vírus da gripe suína entra em circulação no Brasil no mesmo momento em que começa a temporada dos outros tipos de vírus da gripe comum: o H1N1 humano, o H3N2 e o influenza B.
- Então, estes vírus podem se rearranjar com o vírus da gripe suína. E o que pode sair daí é uma incógnita. Um novo rearranjo pode ser menos ou mais letal - comenta.
Por isso, diz o pesquisador, a temporada do influenza comum no Brasil e no Hemisfério Sul vai ser chave no futuro desta doença.
- No Hemisfério Norte, o vírus circulou sozinho, pois a temporada de gripe comum já tinha acabado. Agora, o potencial de mutação é muito maior, justamente pela presença de outros vírus.
O sequenciamento genético do vírus da gripe suína no Brasil levou cinco dias para ser feito, a partir de amostras de células da mucosa nasal e da garganta de três pessoas infectadas no país, duas delas do Rio, da Ilha do Governador - a outra é de um morador de Minas Gerais. O trabalho foi feito no Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, da Fiocruz, o mesmo que vem fazendo os diagnósticos da gripe suína no país.
As seqüências foram registradas no National Center for Biotechnology Information, dos EUA.
Para identificar o vírus que circula no Brasil foi feita a comparação com o vírus colhido em vítimas da gripe suína nos EUA.
Os pesquisadores brasileiros optaram por sequenciar o gene da proteína de matriz (Proteína M) do vírus, uma das mais importantes na estrutura viral. Ainda falta sequenciar outros sete genes, que tornarão mais preciso o trabalho de acompanhamento da evolução, se houver, do vírus no Brasil.
Patentes
Segunda-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu em encontro em Genebra que inovações tecnológicas que permitam aprimorar a detecção do vírus e o desenvolvimento de medicamentos, e vacinas sejam tratados como bens públicos. A posição foi defendida na abertura oficial da 62ª Assembleia Mundial de Saúde. Temporão sustenta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) deveria articular licenças voluntárias para a produção de remédios e vacinas. O número de casos em monitoramento no Brasil caiu para 20 segunda-feira. São 8 confirmados até agora.
>> O influenza nacional
Amostras
As amostras do vírus da gripe suína foram colhidas de dois pacientes do Rio que pegaram a doença. Um cotonete especial fez raspagem nas mucosas do nariz e da garganta dos jovens. O vírus se reproduz nas células destas mucosas.
Laboratório
O vírus da gripe suína encontrado foi isolado no laboratório da Fiocruz e comparado com o material de vírus influenza A recebido dos EUA. O trabalho durou 5 dias.
Similar
Descobriu-se que o vírus que circula no Brasil é similar ao que causou epidemia nos EUA e no México. Portanto, o tratamento e o diagnóstico podem seguir os métodos empregados com sucesso no exterior, como o uso de antiviral.
Mutações
O mapeamento genético serve como referência para acompanhar as possíveis mutações do vírus no Brasil e assim planejar estratégias para tratamento e diagnóstico da doença no país.
Inverno
Com a proximidade do inverno, outros três tipos de vírus da gripe comum circulam no país. Com isso, é muito provável que eles se misturem.
Fonte : Jornal do Brasil
Mania antivacinação coloca em risco saúde de crianças americanas
19/5/2009 11:10:00
A cada ano mais pais americanos deixam de vacinar seus filhos pelos mais variados motivos, religiosos, crenças naturais ou pelo simples desconhecimento dos riscos. Em alguns estados a recusa de vacinação cresceu quase três vezes em 4 anos. Um dado interessante: a motivação religiosa não altera a cobertura vacinal, porem as razões filosóficas são as responsáveis pelo crescimento da recusa. O pior é que pais brasileiros estão embarcando nessa onda. Por enquanto, de acordo com pediatras consultados, o fenômeno está restrito a grupos ditos naturalistas.
A descoberta das vacinas talvez tenha sido o avanço mais importante em termos de saúde pública da história do homem. Acho que é hora de lembrarmos como era antes da era das vacinas. Vamos pegar como exemplo o sarampo, uma doença viral que muitos acreditam ser benigna.
Realmente, para 80% das pessoas que a contraírem, depois de passarem os sintomas não ficarão sequelas. Porém 20% dos casos de sarampo podem evoluir com complicacões. As infecções de ouvido poderão atingir 10% das vítimas e a pneumonia pode acontecer em 5% dos casos. Infelizmente, algumas poucas crianças poderão sofrer de infecções do sistema nervoso central, que podem levar a convulsões e deixar sequelas como retardo mental.
Para cada mil crianças que pegarem sarampo, 1 ou 2 morrerão. O sarampo ainda mata no mundo, nos dias de hoje, mais de 1 mihão de crianças por ano. Além dessas complicações diretas, se uma gestante se infectar com o sarampo, isso poderá levar a um aborto, parto prematuro ou um bebê de baixo peso.
Dois artigos científicos em revistas como "The New England Journal of Medicine" e "Archives of Pediatric and Adolescence Medicine" chamam a atenção para a repercussão da recusa em vacinar os filhos. Nos Estados Unidos, antes da era vacinal, aconteciam cerca de 2 milhões de casos de sarampo por ano. Após a implantação do esquema de vacinação, os casos caíram para pouco mais de 50 por ano.
Do ponto de vista de saúde pública o aparecimento de núcleos de crianças que não se vacinam pode significar o aumento do risco de que as outras crianças venham a se contaminar. No Estado do Colorado, de 1985 a 1992, o aumento da recusa na vacinação aumentou o risco da ocorrência de um surto de sarampo em 35 vezes para certas comunidades. Portanto, antes de tomar a decisão de não vacinar seu filho, seja por que causa for, pense no risco que você pode estar trazendo para as outras crianças que convivem com ele.
Fonte : G1
Vírus HPV se dissemina mais entre jovens de até 19 anos
19/5/2009 11:00:00
As adolescentes cariocas estão tendo relações sexuais mais cedo, com mais parceiros e se descuidando do uso de preservativos. Assim, estão cada vez mais expostas a doenças sexualmente transmissíveis, especialmente lesões de colo de útero provocadas pelo vírus HPV. É o que mostra pesquisa realizada na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz.
O estudo se baseou num gigantesco banco de dados do Instituto Nacional do Câncer: foram analisados nada menos que 1,5 milhão de prontuários de exames preventivos de colo de útero (ou Papanicolaou) realizados entre 1999 e 2005, entre diversas faixas etárias, na rede pública de saúde.
O estudo é assinado pela pesquisadora Micheli Lopes Pedrosa, ginecologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Através da base de dados do Intstituto Nacional de Câncer, ele fez a comparação entre o índice de lesões em dois grupos: um formado por mulheres de 20 anos ou mais, e outro por meninas e adolescentes de 10 a 19 anos. A incidência de lesões precursoras de câncer é três vezes maior entre as adolescentes.
Segundo a pesquisadora, esta maior exposição é relacionada a mudanças nos hábitos sexuais da população mais jovem. A média de idade de iniciação sexual apontada pelo estudo foi de 15 anos. E o percentual de jovens que relataram usar preservativos foi de apenas 20%. Segundo Micheli Pedrosa, as jovens têm em média 3 parceiros sexuais até completar 20 anos.
- A gente percebe que existe um grande grupo se expondo desde cedo às doenças sexualmente transmissíveis, especialmente as lesões provocadas pelo HPV. E, desta forma, provavelmente, o câncer aparecerá mais cedo - diz ela, acrescentando que tem diagnosticado a doença em mulheres de 25 a 30 anos.
Vacina
Existe vacina contra o HPV, mas ela não está disponível na rede pública. E é cara: aplicada em 3 doses, tem preço médio de R$ 350 cada aplicação. Esta vacina, segundo a pesquisadora, imuniza contra 4 subtipos dentre os 100 identificados do vírus. E estes 4 subtipos representam 70% por cento dos casos. Por isso, ela faz um alerta.
- Muitas meninas são vacinadas em clínicas particulares. Mas isso não significa que elas estejam 100% protegidas. E nem que elas não precisem fazer o exame preventivo. A gente observa que as meninas e adolescentes não estão usando preservativo. A minha geração, tenho 37 anos, tinha mais preocupação com isso, porque a gente viveu o momento em que a Aids começou a aparecer. A nova geração não viveu isso - comenta.
Fonte : Jornal do Brasil
Primeiro contaminado com gripe no Rio deixa hospital
13/5/2009 11:30:00
Jovem de 21 anos está recuperado e já não pode transmitir a doença.
Segundo paciente a ser internado deve ter alta nesta quinta-feira (14).
Do G1, no Rio
O primeiro paciente a ser internado no Rio com a nova gripe teve alta do hospital universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Governador, no subúrbio do Rio, nesta quarta-feira (13). A assessoria do hospital não informou o horário em que ele deixou local. Está prevista uma coletiva com a chefe do departamento de infectologia Regina Moreira ainda nesta manhã.
Ela disse, na terça feira, que ele está recuperado, e em excelente estado de saúde. Após dez dias de internação completados nesta quarta, o rapaz de 21 anos está imune a doença, disse a médica.
O segundo paciente contaminado com a nova gripe, de 29 anos, também se encontra no local e completa dez dias de internação nesta quinta-feira (14), quando pode ser liberado. Ele está se recuperando e já não tem mais febre há mais de três dias.
Sua mãe, de 52 anos, foi a terceira pessoa a dar entrada no hospital universitário com a nova gripe, no dia nove de maio. Sem febre há quatro dias, ela também se recupera.
Entrevista
Um dia antes de receber alta, o jovem de 21 anos disse, em entrevista por telefone, ao RJTV que essa não foi a gripe mais forte que teve. O Rio tem novos quatro suspeitos de infecção pelo vírus H1N1.
Ao responder se essa foi a gripe mais forte que teve, o paciente disse:
"Eu fiquei até um pouco assustado quando me deram a notícia, pois não senti nenhum sintoma muito forte. Minha febre foi de no máximo 38º C. Não tive mal-estar nem dor de cabeça", afirmou.
Ele informou que, como tinha chegado de Cancun, no México, e pegou muito sol, achou que estava com insolação.
"Eu cheguei e senti o corpo quente, mas eu não estava com sintoma nenhum. No domingo (3) encontrei meus amigos, e na segunda-feira (4) já acordei com tosse e nariz entupido", contou.
O jovem afirma que esteve numa clínica particular, mas que foi liberado.
"Fiquei com isso na cabeça e resolvi procurar o Hospital do Fundão que estava mais especializado nessa gripe", explicou.
Nova suspeita
O hospital informou ainda que recebeu na terça-feira (12) mais um paciente com suspeita da nova gripe. O paciente tem 27 anos e estava nos Estados Unidos. Ele chegou ao Brasil no dia 3 de maio.
De acordo com a instituição de saúde, o paciente passa bem e aguarda o resultado do exame laboratorial. Segundo o Hospital do Fundão, o paciente está isolado em um quarto.
O Ministério da Saúde informou que só vai confirmar a nova suspeita na quarta-feira (13). Se confirmado, o caso seria o quinto suspeito no Rio.
Ministro confirma 34 casos suspeitos da doença
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou na terça-feira (12) que o número de casos suspeitos da nova gripe no país subiu para 34 em 22 estados. Até a tarde de segunda, eram 22 os pacientes que tinham a suspeita de estar com a doença. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, os dados devem ser atualizados à tarde.
Temporão também destacou que a quantidade de casos confirmados continua em oito. Há ainda 29 casos em monitoramento e 166 descartados por exames laboratoriais, em um total de 237 análises realizadas até o momento.
Ao todo, são três pacientes infectados pelo vírus no Rio de Janeiro - sendo dois transmitidos dentro do Brasil -, dois em São Paulo, um em Santa Catarina, um em Minas Gerais e um no Rio Grande do Sul.
Fonte : G1
Novo vírus é mais transmissível e um pouco mais letal que a gripe comum
13/5/2009 09:20:00
Médico comenta estudo epidemiológico sobre a gripe causada pelo H1N1.
Mortalidade parece ser de 0,4%, acima do 0,2% registrado para doença.
Luis Fernando Correia Especial para o G1
Cientistas britânicos e mexicanos que trabalham na Organização Mundial da Saúde conseguiram criar modelos matemáticos que podem definir padrões do novo vírus da gripe. A partir de dados coletados no México durante o surto em evolução, os especialistas estimam que cerca de 20 mil pessoas podem ter sido infectadas naquele país nas últimas 3 semanas.
Usando dados coletados na comunidade de La Gloria, estado de Vera Cruz, os epidemiologistas puderam calcular a taxa de reprodução do vírus. Esse número representa a quantidade de casos secundários que podem ser originados de um paciente. Os resultados indicam que o Influenza A H1N1 tenha uma taxa de reprodução básica de 1.4 a 1.6. Isso significa que, naquela comunidade, a partir de um caso, de 14 a 73 novos casos podem ter surgido.
Se a taxa de reprodução ficar nessa faixa de valores, isso representa uma capacidade de reprodução maior do que o vírus da gripe comum, que é de 1.3.
Isso significa dizer que o vírus novo é mais transmissível do que o vírus da gripe a que estamos acostumados. A taxa de reprodução das cepas virais das últimas pandemias de 1918, 1957 e 1968 variavam de 1.4 a 2.0.
Outra estimativa que os especialistas puderam fazer a partir dos casos já conhecidos é a da taxa de fatalidade por caso, ou seja quantas pessoas podem morrer dentro do grupo de infectados. O potencial de mortalidade causada pelo vírus está em torno de 0,4% (variando entre 0,3 e 05%). Para podermos fazer uma comparação, a taxa de fatalidade do vírus da gripe sazonal, gripe comum, fica em torno de 0,2%.
Essas avaliações, apesar de se basearem nos dados coletados até agora, mostram que a atitude da OMS em colocar o mundo em alerta de pandemia foi correta. O novo vírus da gripe se espalha mais facilmente e parece ser um pouco mais letal do que a gripe comum. De qualquer forma, com a passagem dos meses o novo vírus Influenza H1N1 poderá sofrer mutações que são comuns nos vírus da gripe e passar pelas variações de transmissão com as mudanças das estações do ano.
As autoridades sanitárias deverão permanecer vigilantes, e o hemisfério Sul do globo deverá estar mais alerta com a entrada do inverno e o aumento esperado dos casos de gripe comum e talvez da nova gripe H1N1. As análises dos cientistas sobre o novo vírus e seu potencial pandêmico estão publicados na revista "Science" em sua versão on-line.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
Fonte : G1