Arquivo - Notícias Abril a Junho de 2010
Vacina especial para alérgicos
Imunizante contra a gripe suína que não contém ovo chegará ao País
Rio - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma vacina contra a gripe suína produzida sem a proteína do ovo. O imunizante permite que pessoas que têm a alergia ao ovo - a única contra-indicação para a vacina tradicional - sejam protegidas contra o vírus da nova gripe. A princípio, no entanto, o imunizante só estará disponível nas clínicas particulares.
"O Brasil não tem dados epidemiológicos sobre alergia a ovo, mas estudos internacionais mostram que é o segundo alimento que mais causa alergias. Até 2% das crianças com idades entre 2 e 3 anos têm alergia a ovo", explica a médica Ariana Campos Yang, coordenadora do ambulatório de alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Segundo a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Associação Brasileira de Imunizações (Sbim), as vacinas tradicionais contra a gripe são feitas a partir do cultivo do vírus influenza, causador da gripe, em células de embriões de galinha. E, por isso, podem causar problemas graves, como choque anafilático, nos alérgicos.
EFICÁCIA COMPROVADA
"Ou seja, como o vírus é cultivado no embrião, às vezes ficam resquícios que podem causar alergia", explica a especialista. "Uma vacina feita sem o embrião de galinha é importante porque dá a possibilidade para que os alérgicos a ovo se protejam", diz.
Segundo a farmacêutica Baxter, a vacina já está no Brasil, mas ainda não foi distribuída porque o laboratório espera que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos defina o preço. O imunizante teve a eficácia e segurança comprovadas em dez estudos clínicos, englobando mais de 6 mil indivíduos de todas as idades. Ontem o Ministério da Saúde disse que "não há previsão de compra e distribuição".
Fonte: O Dia Online, 16/06/2010.
Cientistas criam anticorpos artificiais que combatem doenças e alergias
Logo depois de a ciência ter apresentado uma célula com DNA sintético, que muitos chamaram de "vida artificial", agora um outro grupo de cientistas anuncia a criação do primeiro anticorpo sintético.
Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos e do Japão criou uma versão artificial, sintética, de proteínas produzidas pelo sistema imunológico humano capazes de reconhecer e lutar contra infecções e substâncias estranhas que entrem na corrente sanguínea.
Vírus, bactérias e alergias
A descoberta, sugerem eles em um artigo do jornal da American Chemical Society, é um avanço rumo ao uso médico de simples partículas de plástico que podem ser adaptadas para combater uma série de "antígenos problemáticos".
Esses antígenos incluem qualquer coisa, de vírus e bactérias causadores de doenças, até as incômodas proteínas que causam reações alérgicas ao pólen, à poeira doméstica, a determinados alimentos, à hera venenosa ou a picadas de abelhas.
Nanopartículas
No artigo, Kenneth Shea, Yu Hosino e seus colegas da Universidade da Califórnia referem-se a uma pesquisa anterior, na qual eles desenvolveram um método para construir as nanopartículas de plástico que imitam os anticorpos naturais em sua capacidade de grudar em um antígeno.
Nanopartículas, atualmente o produto mais conhecido da nanotecnologia, são minúsculos aglomerados de matéria com dimensões 50.000 vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo humano.
Melitina
O antígeno usado na pesquisa foi a melitina, a principal toxina do veneno das abelhas.
Os cientistas misturaram a melitina com pequenas moléculas chamadas monômeros e, em seguida, induziram uma reação química que liga esse blocos básicos em longas cadeias, e as solidificaram.
Quando as pequenas esferas plásticas endurecem, os pesquisadores eliminam quimicamente o veneno, deixando as nanopartículas com pequenas crateras com a forma exata da toxina, exatamente como se você colocar o pé em um cimento fresco e deixá-lo endurecer.
Anticorpos artificiais
Nesta nova pesquisa, juntamente com o grupo de Naoto Oku, da Universidade de Shizuoka, no Japão, o grupo comprovou que os anticorpos plásticos de melitina funcionam exatamente como os anticorpos naturais quando são inseridos na corrente sanguínea de animais vivos.
Os cientistas aplicaram injeções letais de melitina em camundongos - a melitina "rasga" e mata as células.
Os animais que receberam imediatamente uma injeção com os anticorpos artificiais apresentaram uma taxa de sobrevivência significativamente maior do que aqueles que não receberam as nanopartículas.
Alvos
Essas nanopartículas poderão ser fabricadas para uma grande variedade de alvos, afirma Shea.
"Isso abre as portas para pensarmos seriamente em usar essas nanopartículas em todas as aplicações onde os anticorpos são utilizados," conclui ele.
Os cientistas não preveem ainda o início dos testes dos anticorpos artificiais em humanos.
Fonte : Diário da Saúde, 11/06/2010.
Asma, rinite e dermatite podem ser a mesma doença, indicam estudos
Alergia pouca é bobagem. Que o digam as pessoas que sofrem de eczema - um tipo de alergia de pele também conhecido como dermatite atópica -, de rinite e de asma. Mais da metade das pessoas que quando crianças sofreram da primeira, acabam desenvolvendo quando adultas as duas outras. Já a maioria dos pacientes que têm asma já teve crise de rinite. Mais do que uma infeliz coincidência, o que faz as pessoas com uma dessas doenças serem tão suscetíveis às demais é o fato de que esses males podem, na verdade, ser considerados um só.
Os mecanismos que estão por trás deles ainda não são muito bem conhecidos, mas aparentemente são os mesmos, muda apenas a parte do organismo em que eles se manifestam: a pele, no caso da dermatite; o pulmão, na asma; e o nariz, na rinite. É o que os médicos chamam tríade atópica ou tríade alérgica.
O imunologista pediátrico Antonio Zuliani, professor de alergia e imunologia na Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu, explica que a trajetória típica, conhecida como marcha atópica, começa com o aparecimento dos primeiros sinais de eczema em bebês. Meses depois, podem surgir as dificuldades respiratórias - os "chiados no peito". Em algum momento a partir dos quatro anos chega a vez da asma. A partir dos sete, é a rinite que pode entrar em cena.
A dermatite é uma inflamação de origem alérgica que causa vermelhidão, lesões e coceira em graus que podem variar de um pequeno incômodo a feridas que exigem internação para tratamento. As estatísticas revelam que cerca de 55% dos pequenos portadores da doença estarão livres dos sintomas quando se tornarem adultos. Mas "algo entre 50% e 80% desses pacientes acabam mais tarde desenvolvendo asma e boa parte deles terá também rinite alérgica", afirma Zuliani. Só para comparar: na população geral, apenas entre 10% e 15% dos adultos sofrem de asma.
Essas estatísticas são corroboradas por um grande estudo realizado na Austrália pelas universidades de Melbourne e Monash, em parceria com o Instituto de Pesquisa Menzies. Os pesquisadores acompanharam a trajetória da saúde de 8.583 pessoas, a partir dos 7 anos de idade, por quase quatro décadas.
Os resultados mostraram que aquelas que sofriam de eczema na infância tinham uma propensão 70% maior de desenvolver asma até a idade adulta, em comparação com as que não foram atingidas pela dermatite. Entre os adolescentes, o número saltava para 114%. Pela experiência clínica, Zuliani observou também que se sofrem os brônquios, sofre também o nariz. Cerca de 80% dos pacientes com asma já enfrentaram crises de rinite.
A incidência das três facetas da tríade vem se alastrando. Até 1970, as doenças alérgicas acometiam cerca de 10% da população brasileira. Hoje atingem de 30% a 35%. A explosão dos casos resulta, em grande parte, da maior exposição a fatores desencadeantes dos sintomas, como a poluição.
"O aumento do sedentarismo também tem sua parcela de culpa", ressalta Zuliani. A falta de exercício enfraquece o sistema imunológico, e a redução das atividades ao ar livre aumenta o contato com a poeira doméstica, composta por partículas capazes de despertar alergias, como ácaros, pelos de animais e partículas fecais de baratas. Asma, dermatite e rinite têm também ainda gatilhos comuns, como exposição à fumaça de cigarro, contração de doenças infecciosas ou estresse emocional.
"A hereditariedade é outro fator importante", ressalta Hamilton Ometto Stolf, professor assistente do departamento de dermatologia da Unesp de Botucatu. Nas crianças que têm um dos pais com rinite, asma ou dermatite atópica, o risco de desenvolver uma das condições é 25% maior - chance que dobra caso os dois pais sofram de uma das três manifestações alérgicas.
Problemas comuns exigem tratamentos muitas vezes semelhantes. No receituário para combater o trio de doenças, costumam marcar presença corticoesteroides - na forma de cremes ou pomadas para dermatite, ou medicamentos para inalação e insuflação no caso de asma e rinite. Anti-histamínicos e os chamados antileucotrienos também integram o arsenal de substâncias prescritas aos alérgicos. Na ponta da prevenção, os médicos às vezes recorrem à imunoterapia, as chamadas "vacinas contra alergia".
Para romper a relação
Em busca de novos tratamentos, pesquisadores buscam agora entender melhor por que a dermatite atópica está relacionada à asma. Na investigação, a pergunta é inevitável: existe uma relação causal entre as duas doenças ou elas apenas se limitam a diferentes faces do mesmo problema? "O eczema não é a única causa da asma, mas possivelmente é uma das causas - e uma causa importante", disse em entrevista por e-mail à "Unesp Ciência" o pesquisador responsável pelo estudo com os 8.583 australianos, Paul Burgess, do Centro de Epidemiologia Molecular, Ambiental, Genética e Analítica da Universidade de Melbourne.
Pesquisadores americanos da Universidade Washington, no Missouri, investigaram essa hipótese realizando experimentos em camundongos modificados geneticamente para que desenvolvessem o eczema. Concluíram que a pele lesionada libera uma substância desencadeadora de poderosa resposta imune, a TSLP (linfopoietina estromal tímica). Ao ingressar na circulação sanguínea e atingir os pulmões dos roedores, a molécula provocou nos animais os mesmos sintomas da asma. Outras experiências demonstraram que camundongos com pele sadia mas alterados geneticamente para produzir mais TSLP que o normal também sofreram do problema pulmonar.
Rafael Kopan, professor da Universidade Washington e um dos autores da pesquisa, baseia-se nestes experimentos para sugerir que, aliada ao tratamento precoce das lesões, a busca de formas de inibir a liberação de TSLP pode ser a chave para romper a associação entre asma e eczema.
Fonte : G1, 10/06/2010.
Exercícios físicos reduzem em 60% os sintomas da asma
Realizar atividades físicas reduz em até 60% os sintomas de asma, como tosse, chiado, falta de ar e aperto no peito.
Estudos realizados pelo Serviço de Fisioterapia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), mostram que, de 16 episódios por mês, os pacientes avaliados passaram a apresentar seis episódios mensais.
Outras características do portador da asma, como ansiedade e depressão, também diminuíram. Segundo a pesquisa, os resultados contribuíram com a qualidade de vida e com a autoestima dos pacientes.
A asma é uma doença inflamatória da mucosa bronquial que impede a passagem do ar até os pulmões. O quadro é caracterizado por falta de ar acompanhado de tosse, chiado e aperto no peito. Normalmente é controlado com o uso de broncodilatadores que cumprem a função de expandir os brônquios e permitir a passagem do ar.
Segundo o fisioterapeuta Felipe Mendes, autor do trabalho, a atividade física é considerada, na maioria das vezes, uma vilã para pacientes asmáticos, por ser um dos fatores mais comuns das crises. Por essa razão, os portadores de asma tendem a ser menos ativos.
No entanto, Mendes afirma que, quando o exercício físico é realizado corretamente, as complicações são minimizadas.
Resultados surpreenderam especialistas
O estudo avaliou, durante três anos, 101 pacientes adultos com idade entre 20 e 50 anos. Após participarem de um programa educacional, os pacientes foram divididos em dois grupos.
O primeiro passou por um tratamento fisioterápico, com a realização de exercícios respiratórios e treinamento aeróbico, além do acompanhamento clínico. Durante três meses, os pacientes se exercitaram cerca de 30 minutos e duas vezes por semana.
Já o outro grupo realizou exercícios respiratórios e acompanhamento clínico. Em ambos os casos a medicação não foi alterada.
Os resultados surpreenderam os especialistas. Os pacientes submetidos a atividades físicas tiveram menos sintomas de asma e melhoraram a qualidade de vida, especialmente na época do inverno, quando se intensifica os problemas de saúde, enquanto o outro grupo não apresentou mudanças no quadro clínico.
Fonte : Portal R7, 07/06/2010.
Adultos também sofrem com espinhas
Acne deve ser combatida com uso de produtos adequados e o fim do mau hábito de espremer o rosto
Rio - Cercada por mitos e verdades, a acne atinge grande parte dos adolescentes e adultos jovens. Cravos e espinhas podem aparecer em qualquer fase da vida, não apenas na puberdade, se há uma predisposição genética. Neste caso, para ir contra a natureza, é necessário um cuidado maior com a pele e revisão de alguns hábitos.
Muitos dos adultos que passaram pela adolescência sem apresentar sinais de acne podem passar a sofrer com o problema. Segundo a dermatologista Luciana Labouriau, adultos com a pele oleosa manifestam a doença, porém de forma mais branda, pois não tem o agravante da "explosão hormonal" da puberdade. "Neles, as lesões são poucas e mais na periferia do rosto", afirma.
Outro mito que cerca a acne é que chocolate acentua o problema. Para adultos e adolescentes, o grande vilão da pele saudável, na verdade, é o hábito de espremer cravos e espinhas. "Geralmente, a mão não está limpa e é muito difícil retirar o cravo por inteiro, o que pode provocar uma nova infecção", explica. Quanto ao chocolate, pesquisas mostram que a gordura ingerida não vai para a pele.
A atriz Sofia Portto, que faz a Malu Leitão na novela 'Tempos Modernos', teve acne na adolescência. Por ainda ter a pele oleosa e para evitar a volta das espinhas, abusa dos cuidados. "Sempre que saio uso protetor solar em gel, que não tem óleo. Quando chego, lavo o rosto com sabonete neutro e aplico tônico hidratante, já que os cremes são oleosos", diz.
Contra a acne, existem tratamentos definitivos. Entretanto, devem ser diferenciados para cada nível de lesão. "Pode ser com sabonete de ácido salicílico ou enxofre, loção adstringente e cremes. Em casos mais graves, é feito com medicação oral", explica a médica. Ela, porém, alerta: "Para níveis leves de acne, o uso do sabonete mais que três vezes ao dia pode surtir o efeito contrário".
Fonte: O Dia Online, 07/06/2010.
Um alerta para as fumantes
Doenças relacionadas ao cigarro são responsáveis por 40% das mortes de mulheres, que também têm sua fertilidade afetada
Rio - Males relacionados ao fumo, como câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que lançou ontem a campanha 'Mulher, você merece algo melhor do que o cigarro'.
Ainda segundo o Inca, o fumo diminui a fertilidade feminina em 18%. E as fumantes que tomam anticoncepcionais têm risco dez vezes maior de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam. "A a incidência de câncer de pulmão aumentou muito entre as mulheres no País", disse o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, que participou ontem do evento do Dia Mundial sem Tabaco, na UFRJ. Entre 2000 e 2007 o número de brasileiras que morreram devido a esse tipo de câncer cresceu 20%.
BEBÊS EM RISCO
Abortos espontâneos, partos prematuros, bebês de baixo peso, hemorragia e outras complicações ocorrem mais frequentemente quando a grávida fuma, devido ao monóxido de carbono e à nicotina. "Um único cigarro fumado pela gestante aumenta os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina", explica a coordenadora da Divisão de Tabagismo do Inca, Valéria Oliveira. "Se a gestante persistir fumando, pode haver sangramentos ou até mesmo a morte do bebê".
Os bebês de fumantes geralmente nascem com baixo peso. "O monóxido de carbono do cigarro é transportado no organismo pela hemoglobina, que é quem também carrega o oxigênio. Mas a hemoglobina 'prefere' carregar o monóxido e o organismo fica com pouco oxigênio, fundamental para o crescimento do feto", explica a coordenadora do Centro de Tratamento de Tabagismo do Inca, Cristina Cantarino.
Fonte: O Dia Online, 01/06/2010.
Mulheres gastam 12% do salário com cigarros, segundo IBGE
Rio - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2008) do IBGE aponta que as mulheres gastam por mês, em média, 12% de um salário mínimo com cigarros industrializados. O cálculo foi feito tendo como base o salário mínimo vigente à época (R$ 415), o equivalente a um quarto da cesta básica do Rio de Janeiro no mesmo período. Esse gasto foi de menos de 10% no Nordeste do País e chegou a 13,6% no Centro-Oeste. Atualmente 9,8 milhões de brasileiras são fumantes.
O estudo International Tobacco Control (ITC Brasil), que entrevistou mulheres do Rio, São Paulo e Porto Alegre, e foi lançado em outubro de 2009, mostra que cerca de 80% das fumantes entrevistadas declararam saber que o dinheiro destinado ao cigarro poderia ser mais bem utilizado com gastos domésticos, como por exemplo, a compra de alimentos.
"No caso das mulheres de baixa renda, elas podem estar abrindo mão de outros itens fundamentais como alimentação e cuidados pessoais", afirma Liz Almeida, gerente de Divisão de Epidemiologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Segundo o Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, tabaco e pobreza formam um ciclo vicioso e representam um entrave ao desenvolvimento sustentável dos países. Os maiores percentuais de fumantes no Brasil, entre ambos os sexos, estão entre a população menos escolarizada (25,7%) e entre as pessoas de menor renda (19,9%), incluída a população que ganha até um quarto de salário mínimo.
Segundo a OMS, a prevalência de tabagismo entre os homens atingiu o pico, mas entre as mulheres permanece em ascensão - elas já representam 20% do total de fumantes do planeta, um contingente formado por 1,3 bilhão de pessoas de ambos os sexos. Do ponto de vista da saúde pública, trata-se de um fenômeno preocupante no Brasil e no mundo.
"Ao escolher o tema Tabaco e Gênero para o ano de 2010, a OMS reafirma o impacto negativo do cigarro para a saúde da mulher", diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini. "É necessário divulgar constantemente os males do tabagismo, inclusive para as mais jovens e em idade fértil, que evitam a gravidez com método contraceptivo hormonal", finaliza.
Mulheres que fumam e tomam pílula têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam e utilizam a pílula para o controle da natalidade. Além disso, as fumantes têm 22% mais probabilidade de ter um acidente vascular cerebral (AVC). Os dados são do Manual do Dia Mundial sem Tabaco 2010, produzido pelo INCA.
O câncer de pulmão já é o segundo tipo de neoplasia que mais mata as mulheres no Brasil, depois dos tumores de mama. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) informam que 7.435 brasileiras morreram em 2008 em decorrência da doença. Em 2000, a taxa de mortalidade decorrente de câncer de pulmão era de 5,97 óbitos a cada cem mil mulheres; em 2007 chegou a 7,15 - um aumento de 20%. Já a taxa de mortalidade entre os homens se mantém no patamar de 16 óbitos a cem mil homens ao longo de todo o período.
O perfil da fumante brasileira está sendo divulgado pelo Inca para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco, que, este ano, tem como tema "Tabaco e Gênero".
Fonte: O Dia Online, 31/05/2010.
Abuso de fast-food aumenta o risco de asma na infância
LONDRES - As crianças que comem três hambúgueres ou mais por semana teriam um maior risco de sofrer asma e dificuldades respiratórias. Já uma dieta rica en frutas e peixes parece eliminar esse perigo. É o que aponta estudo realizado por cientistas da Alemania, da Espanha e da Grã Bretanha, que avaliaram dados de 50 mil crianças, de 8 anos a 12 anos, em todo o mundo. A asma tem maior prevalência em países ricos, onde a dieta costuma ser rica em comida gordurosa. E o hábito de comer fast-food está relacionado a um estilo de vida que também contribui para a manifestação de asma, como o sedentarismo, diz Gabriele Nagel, do Instituto de Epidemiología da Universidade Ulm, na Alemanha, que liderou o estudo. Um dieta saudável, dizem os autores, oferece antioxidantes, substância comum em frutas e verduras, e ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, encontrado, por exemplo, em salmão, sardinha, que têm propriedades antiinflamatórias. E os alimentos ricos em vitamina C foram associados a uma melhor função pulmonar e a menos sintomas de asma. Só na Grã-Bretanha 1,1 milhão de crianças recebe tratamento para controle de asma. Nos Estados Unidos é a principal doença crônica na infância, com dez 10 milhões de casos. O estudo foi publicado na revista "Thorax", da British Medical Journal.
Fonte: Jornal Extra, 04/06/2010.
Risco de asma pode estar relacionado ao consumo elevado de hambúrgueres
Uma pesquisa publicada na revista "Thorax" constatou que crianças que comem três ou mais hambúrgueres por semana têm uma chance maior de desenvolver asma, segundo reportagem da BBC. Os pesquisadores analisaram 50 mil crianças de 20 países
Aquelas que seguem uma dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais e peixe, estão menos suscetíveis ao problema, pois esses alimentos protegem contra a doença, de acordo com o estudo.
Os cientistas disseram que o hábito de comer hambúrgueres pode ser associado a outros, o que pode explicar o fator desencadeante da asma.
O estudo analisou os costumes de crianças de países ricos e pobres, entre 1995 e 2005. Os pais foram questionados sobre a dieta dos filhos, e se eles já tinham sido diagnosticadas com asma.
O efeito das dietas parece variar de acordo com o lugar onde cada um vivia.
A pesquisa concluiu que frutas e legumes parecem proteger mais contra a doença nas regiões menos ricas do mundo, enquanto o hábito de comer peixe se mostrou mais eficaz em países mais ricos.
O ato de comer pelo menos três hambúrgueres por semana foi associado a um risco maior de apresentar sintomas de asma e chiado no peito, mas somente em países ricos.
Uma dos autoras, Gabriele Nagel, disse que isso acontece porque a doença é uma coleção de sintomas, ao invés de uma única condição, o que pode provocar diversas reações em diferentes partes do mundo.
"O estudo nos dá maior compreensão sobre como a asma afeta as pessoas e seus efeitos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento", disse ela.
O artigo ainda sugere que uma dieta rica em frutas e vegetais pode ser útil devido aos efeitos protetores dos antioxidantes e vitamina C.
Altos níveis de gorduras insalubres em hambúrgueres podem explicar o aumento do risco de asma. No entanto, os autores disseram que as crianças que comiam o lanche várias vezes por semana também eram suscetíveis a outros hábitos não saudáveis.
A pesquisa não analisou possíveis ligações entre asma e obesidade.
Obesidade
A instituição britânica Asthma UK disse que o estudo ajudou a aumentar a compreensão da relação entre asma e alimentação, e pediu cautela, pois o peso das crianças pode ter influência significativa sobre os sintomas da asma.
A gerente de pesquisa da instituição, Elaine Vickers, disse: "Estudos anteriores demonstraram que uma dieta mediterrânea rica em frutas e vegetais pode ajudar a reduzir o risco de uma criança desenvolver sintomas de asma. Nosso conselho aos pais é, portanto, garantir que as crianças sigam uma dieta saudável e equilibrada, e que comecem a praticar exercícios."
O médico Keith Prowse, da British Lung Foundation (fundação britânica que estuda doenças do pulmão), disse que a investigação adicional foi necessária para obter mais provas conclusivas sobre os efeitos da dieta e estilo de vida.
"Gostaríamos de reforçar a necessidade das crianças de seguir uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável", disse ele.
Fonte: Folha Online, 04/06/2010.
Guardar bichos de pelúcia no freezer ajuda a evitar rinite
Também é importante encapar colchões e manter quartos limpos.
Veja dicas de como fugir dos espirros e do nariz congestionado.
Três em cada dez brasileiros sofrem com rinite alérgica, e essa estatística cresceu 30% nos últimos 20 anos.
O problema é hereditário. "Se um dos pais for alérgico, há 30% de chance de ter um filho alérgico. Se os dois foram alérgicos, sobe para 60%, 70%", aponta a alergista Lilian Valle.
Ácaro e poeira são as principais causas de rinite em 80% dos pacientes. Por isso, a casa deve ser muito bem limpa, principalmente, o quarto, porque este é o cômodo onde passamos um terço do nosso dia.
Um colchão de casal chega a acumular dois milhões de ácaros. Uma dica barata para isolar este ácaro é encapar o colchão com plástico. O plástico também pode ser substituído por capas específicas, inclusive nos travesseiros.
Sem cortinas nem tapetes
"O ambiente foi adaptado para mim", conta o estudante Marcello Carvalho.
Anos de crises alérgicas credenciaram Marcello e Silene a dar dicas do que fazer para evitar o problema. Com eles, deu certo eliminar as cortinas e tapetes de toda a casa, preferir edredom a cobertores, ter um cuidado especial com as roupas.
"Não posso pegar roupas guardadas há muito tempo em gavetas", diz Marcello.
As roupas, de preferência, devem ser de algodão. A lã deve ser evitada. Na limpeza da casa, não se deve usar produtos com cheiro. A higienização deve ser feita só com água e álcool, usando pano úmido em tudo e todos os dias.
Quanto menos objetos na casa, melhor. Os móveis e o piso devem ser lisos. Deixar as janelas abertas para ventilar bastante também ajuda. Um ou outro bichinho de pelúcia é permitido, desde que sejam lavados com frequência ou colocados no freezer, pois a baixa temperatura mata o ácaro.
"É importante que a família toda colabore. Não adianta o alérgico ficar no quarto dele e não estar bem n sala", aponta a especialista.
Segundo os médicos, esses cuidados em casa podem resolver oitenta por cento dos casos de rinite. Mas, se nada disso der certo, ainda há outros tratamentos, que incluem sprays nasais, antialérgicos e até vacinas. Tudo isso, contudo, deve ter acompanhamento médico.
Fonte: G1, 31/05/2010.
Anvisa: bronzeamento artificial aumenta em 75% risco de câncer
Em audiência na Câmara, diretor da Anvisa descarta a possibilidade de liberar o uso de máquinas de bronzeamento artificial, proibidas desde o ano passado.
O uso de máquinas de bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco da ocorrência de câncer de pele, segundo afirmou nesta terça-feira o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família. Desde o ano passado, a Anvisa, por meio da sua resolução 56/09, proíbe o uso e a comercialização dos equipamentos de bronzeamento artificial.
Barbano acrescentou que os raios ultravioleta emitidos por essas câmaras são doze vezes mais potentes que os raios do sol. "Além de câncer, o uso prolongado das máquinas de bronzeamento pode causar queimaduras e o envelhecimento precoce da pele", disse.
Ouça trecho do programa Fator de Risco, da Rádio Câmara, em que o dermatologista Erasmo Tokarski explica o que provoca a doença. Para ouvir a íntegra, clique aqui.
O dirigente desconsiderou a possibilidade de a Anvisa rever sua decisão e liberar o uso dos equipamentos. "Algo que gera o risco objetivo de câncer e não traz benefício algum não pode ser autorizado pelo Estado", afirmou.
Associação contesta
O diretor da Associação Brasileira de Bronzeamento, Miguel Vietri, contestou, no entanto, as informações da Anvisa. Segundo ele, a exposição à luz emitida pelas máquinas é mais segura que o sol.
Vietri argumentou que os casos de câncer de pele se concentram no sul do País porque a população de lá tem a pele mais clara, e não em razão de os estados daquela região deterem o maior número de máquinas de bronzeamento, como argumenta a Anvisa.
Na opinião de Vietri, o aumento da expectativa de vida também explica o crescimento no número de melanomas: "O câncer de pele tende a aparecer depois dos 60 anos de idade."
Liminar
Em São Paulo, os equipamentos de bronzeamento artificial continuam funcionando, por força de liminar obtida pelo Sindicato dos Empregadores e Profissionais Liberais em Estética e Cosmetologia do Estado (Sindetética).
A presidente do sindicato, Daniela Lopes, disse que a Anvisa deveria priorizar a fiscalização da qualidade dos filtros solares vendidos no Brasil, em vez de proibir o bronzeamento artificial.
Fonte: Agência Câmara de Notícias, 01/06/2010.
Fumo mata 40% das mulheres com menos de 65 anos no Brasil
BRASÍLIA - O Dia Mundial sem Tabaco deste ano, que será comemorado na segunda-feira, terá como alvo as mulheres. O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é gênero e tabaco com ênfase no marketing para as mulheres. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.
O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.
Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, dos quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre as de baixa renda.
1 bilhão de fumantes
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.
Nesta segunda-feira será aberta, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas. Serão apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.
Fonte: Folha Online, 29/05/2010.
Stress no trabalho pode causar asma
Rio - Ter um trabalho estressante pode significar aumento de 40% no risco de desenvolver asma. A afirmação vem de uma pesquisa realizada pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
Foram 5 mil pesquisados entre homens e mulheres com idades entre 40 e 65 anos, ao longo de 8 anos de pesquisa. O estudo indica pela primeira vez que a pressão no trabalho pode fazer com que alguém se torne asmático. A doença, que normalmente se desenvolve na infância, tem sido diagnosticada em adultos até então saudáveis.
Segundo os pesquisadores, houve um aumento de 40% nos casos de incidência de asma, depois de oito anos de análises dessas pessoas que sofriam pressões extremas - como longa jornada, baixa condição de trabalho, horário desconfortável - em seus trabalhos.
Estudos anteriores demonstraram que o stress pode levar à liberação de substâncias químicas que causam alergias. A equipe de pesquisadores fez questão de enfatizar que embora os números sejam altos, o risco absoluto da pessoa que está sobrecarregada de trabalho desenvolver asma ainda é pequeno.
Fonte: O Dia Online, 27/05/2010.
Dia Mundial sem Tabaco faz alerta às mulheres
Elas se tornaram um dos alvos prediletos da publicidade do tabaco
O Dia Mundial sem Tabaco de 2010 será celebrado nesta segunda-feira 31 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema "Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres", com o objetivo de alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan "Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!". As peças trazem a imagem de flores como um contraponto ao cigarro: as flores representam proteção ao meio ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro, sinônimo de desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.
O INCA estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair - após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.
Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além disso, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse método contraceptivo.
As gestantes também devem ficar alertas. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.
Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da gestante. Quando é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
A mulher e o cigarro - Com a participação cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, seu papel social também foi se alterando rapidamente. Ela passou a ter mais poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão dentro da sociedade.
Em decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se um dos alvos prediletos da publicidade da indústria do tabaco, que passou a divulgar o cigarro como símbolo de emancipação e independência. Isso fez e continua fazendo com que o número de mulheres fumantes aumente cada vez mais.
Fonte: Ministério da Saúde, 27/05/2010.
Amamentação com fumo, veneno para o bebê
A nicotina contamina o leite, o que prejudica o desenvolvimento do recém-nascido, afetando seu sono e aumentando a incidência de cólicas, náuseas, vômitos e problemas respiratórios.
Rio - Problemas de sono e respiratórios, maior incidência de cólicas, náuseas e vômitos. Bebês podem ter todos estes problemas se amamentados por mães que fumam, uma vez que o leite materno é contaminado com derivados da nicotina.
A pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Sônia de Lourdes Liston, alerta a relação entre o número de cigarros que a mãe consome e o descanso do bebê: "A alteração do sono está ligada à quantidade de cigarros fumados. Cinco por dia já são capazes de diminuir a qualidade e a quantidade das horas dormidas pela criança, o que prejudica seu desenvolvimento".
Fumo durante a amamentação contamina leite por derivados da nicotina.
No corpo, a nicotina é absorvida pela circulação, passando para todos os órgãos. Nesta passagem, a substância sofre um processo de metabolização, resultando em várias novas substâncias. Uma delas é a cotinina. É ela que vai contaminar o leite. Como consequência, além da falta de sono, a criança pode ter problemas respiratórios e alteração de humor.
O bebê que é amamentado por uma fumante não se prejudica apenas pelo leite, que passa a ser produzido em menor quantidade e com menos nutrientes. Ele se torna um fumante passivo, devido à inalação das substâncias nocivas do cigarro, podendo, então, ter predisposição a quadros pulmonares alérgicos e secretivos a curto prazo.
CIGARRO DURANTE A GESTAÇÃO
Já no caso dos bebês em gestação, os malefícios do cigarro são parecidos e só serão percebidos depois do nascimento. "O feto gerado nestas condições pode nascer com problemas pulmonares, baixo peso, ou até mesmo ser um bebê irritado", afirma Sônia. A nicotina estimula o sistema nervoso central, fazendo com que sejam liberadas em excesso substâncias já presentes no corpo, como a dopamina, a noradrenalina e vasopressina, responsáveis pela manutenção da pressão arterial. Presentes na circulação em exagero, estas substâncias provocam a contração dos vasos sanguíneos, dificultando as trocas gasosas e de nutrientes entre mãe e feto.
Fonte: O Dia Online, 24/05/2010.
Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV, diz Anvisa
Segundo agência, falso resultado pode ocorrer após vacinação.
Alteração em anticorpo 'engana' teste mais comum realizado no Brasil.
Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.
O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que "podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)".
O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que "engana" o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.
A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.
A vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV
Segundo ela, não há motivo para pânico. "Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova", afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.
"Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não", afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.
Problema incomum, mas sem gravidade
"Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV", aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.
"No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas."
"Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante", diz Cunha-Neto.
Fonte: G1, 21/05/2010.
Crianças de 2 a menores de 5 anos devem se vacinar contra gripe H1N1
Vacinação de outros grupos, incluído idosos, também continua até 2 de junho nos municípios que não atingiram a meta de imunizar 80% do público alvo
Agora as crianças de dois anos a menores de cinco anos devem se vacinar contra a gripe H1N1. A partir da próxima segunda, dia 24, os pais já podem levar os filhos para um dos 36 mil postos de saúde em todo país. O prazo termina no dia 2 de junho.
A vacina é tomada em duas meias doses. Uma agora e outra 21 dias depois da primeira. Portanto, os pais devem ficar atentos, pois as crianças terão que ir duas vezes ao posto de saúde.
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou hoje a inclusão deste novo grupo na campanha de vacinação contra a gripe H1N1. Depois daqueles grupos que já foram vacinados, as crianças entre 2 a 5 anos incompletos é o grupo mais vulnerável.
Outros grupos - A campanha de vacinação para pessoas de 30 a 39 anos e gestantes ainda continua até 2 de junho. O Ministério recomenda que os municípios vacinem os grupos que ainda não atingiram a meta de 80% (doentes crônicos e adultos de 20 a 29 anos). Isso vale também para a vacina contra a gripe comum destinada aos idosos.
A campanha até agora imunizou 61 milhões de pessoas, o que corresponde a 70% do público que é considerado de risco para a gripe. A vacinação da gripe H1N1 praticamente atingiu, em apenas dois meses, a cobertura da maior campanha de vacinação realizada até então no Brasil, contra a rubéola (2008), que teve duração de seis meses.
Além da gripe H1N1, o Ministério da Saúde também promove a campanha de vacinação contra a gripe comum em pessoas acima de 60 anos nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Para os idosos com doença crônica, as duas vacinas são tomadas em conjunto, uma em cada braço. O prazo da vacinação contra gripe comum termina 21 de maio, mas o Ministério recomendou a prorrogação até 2 de junho aos municípios que necessitem.
Fonte: Ministério da Saúde, 21/05/2010.
Pasta para dentes sensíveis ajuda a reduzir sintomas da asma
Na reportagem de Joe Graedon e Teresa Graedon, publicada no site do jornal "Chicago Tribune" no sábado (15), os jornalistas revelam que o uso de uma pasta dental Cresta específica ajuda a reduzir os problemas da asma.
O espectador de um programa de rádio local disse que o uso do creme dental Crest para dentes sensíveis tinha acabado com seus sintomas de asma ao longo da vida. Após ouvir a informação, o casal comprou alguns.
Esta pasta de dentes contém nitrato de potássio, um ingrediente dos analgésicos para asma nos tempos em que os farmacêuticos faziam os medicamentos.
O nitrato de potássio, também conhecido como salitre, já foi indicado para artrite, bem como para a asma. Hoje ele é empregado como conservante em carnes processadas e é o ingrediente ativo do creme dental para dentes sensíveis.
Outro ouvinte escutou a mesma chamada e relatou: "Eu também comprei o creme dental Crest Sensitivity e notei resultados imediatos. Anteriormente, eu precisava do meu inalador toda vez que escovava os dentes. Faz três dias que eu uso Crest e não tive necessidade nenhuma de utilizar o inalador."
O texto reforça que ninguém deve parar de usar os medicamentos para asma, mas os jornalistas declaram-se fascinados com a descoberta que ajuda as pessoas com problemas respiratórios.
Fonte: Folha Online, 17/05/2010.
Mais chances para largar o cigarro
Aumenta o número de unidades de saúde que oferecem tratamento gratuito para ajudar a quem quer abandonar o vício em nicotina
Rio - Pacientes da rede pública da Saúde que desejam parar de fumar vão ter três vezes mais opções para receber ajuda. A quantidade de unidades do SUS, com estimativas e planejamento para realizar o atendimento para a interrupção do vício, vai saltar de 923 em 2009 para 3.313 em 2010. Só no Rio são 65 unidades.
Na rede pública de hospitais, 40% dos pacientes que fazem tratamento para deixar de fumar conseguiram largar o cigarro. O índice é considerado bem sucedido e está de acordo com a média observada pela Organização Mundial de Saúde nos outros países.
Segundo o médico Ricardo Meireles, da divisão de controle de tabagismo do Inca, o tratamento oferecido através do SUS tenta lidar com as dependências físicas, psicológicas e comportamentais do tabagismo.
Quem se inscreve no programa de um ano é avaliado e participa de reuniões. Os encontros são semanais; passam a quinzenais no segundo mês e, a partir do terceiro, são mensais.
Dependendo do caso, o paciente pode receber remédios que o ajudem a lidar com a síndrome de abstinência. "Nossa ideia é fazer com que a pessoa deixe de fumar em um mês, depois evitar que ela volte ao cigarro. O mais difícil é o paciente se conscientizar que deve parar de fumar e procurar o tratamento", explica Meireles.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, atualmente, o Brasil tem 25 milhões de fumantes. Por ano, 200 mil deles morrem por doenças associadas ao vício na nicotina.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio oferece o serviço de controle de tabagismo em 65 unidades. A população pode consultar a lista de locais no site www.rio.rj.gov.br ou no 'Telessaúde' (3523-4025), que funciona 24 horas.
Fonte: O Dia Online, 18/05/2010.
Encontro debate as novidades no tratamento e
no diagnóstico da tuberculose no país
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) promove, de 26 a 29 de maio no Hotel Windsor Guanabara, no Rio de Janeiro, o IV Encontro Nacional de Tuberculose e I Fórum da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose. O evento é fruto da união de esforços da SBPT com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, da Rede TB e da Parceria Brasileira contra Tuberculose.
De acordo com Marcus Conde, coordenador da Comissão de Tuberculose da SBPT e um dos organizadores do evento, um dos destaques desta edição do Encontro é a realização conjunta do Fórum da Parceria Brasileira contra a Tuberculose. "É um momento bastante oportuno para discutir as modificações no tratamento da tuberculose recentemente implementadas no Brasil, bem como as recomendações internacionais para os cuidados com a doença". Entre as novidades desta edição destacam-se ainda a realização de cursos pré-Encontro e a gratuidade na inscrição de um número limitado de alunos de cursos de graduação da área da saúde como Medicina e Enfermagem.
Para o evento, a Comissão Científica está reunindo o que existe de novo tanto em termos de pesquisa quanto no campo do diagnóstico e do tratamento.
Conde destaca, ainda, a excelente oportunidade que o Fórum representa a todos os profissionais envolvidos no combate da tuberculose. "É uma chance rara de estarmos juntos, discutindo e debatendo os melhores caminhos a trilhar. Esta é a melhor maneira de reunir todos os envolvidos tanto na assistência quanto na gestão e na pesquisa e ensino da tuberculose para discutir, trocar experiências e interagir com a sociedade civil organizada, com o objetivo de pactuar os mais adequados caminhos para o combate efetivo deste sério agravo de saúde publica".
A SBPT espera que todos os envolvidos de alguma forma no combate da tuberculose possam participar. "A Tisiologia faz parte do dia-a-dia de todos os pneumologistas, portanto, é de fundamental importância que estejamos presentes no evento para dividir nossa experiência com todos os profissionais da área de saúde", finaliza Conde.
Os números da Tuberculose
- O Brasil é um dos 22 países responsáveis por 80% de todos os casos de tuberculose no mundo
- Rio de Janeiro e Amazonas detém as mais elevadas taxas de incidência de tuberculose no país
- Embora de 1999 a 2008 a taxa de incidência de casos notificados no Brasil tenha se reduzido de 51 casos para 37 casos entre cada 100 mil habitantes, a cada ano ainda surgem aproximadamente 80 mil novos casos de tuberculose
- A doença é a quarta causa de morte por doenças infecciosas em adultos no país, e a primeira em pacientes com Aids.
Recentes mudanças no tratamento
O Programa Nacional de Controle da Tuberculose propôs algumas mudanças no tratamento, que hoje é de 6 meses e utiliza 3 medicamentos distintos. Ainda este ano, segundo Marcus Conde, o tratamento passará a ser com 4 medicamentos, a exemplo do que já acontece em quase todo o mundo. Além disso, os medicamentos estarão sob apresentação de comprimidos em dose fixa combinada (DFC).
Segundo ele, a introdução do quarto medicamento é consequência do aumento de casos resistentes sobretudo ao medicamento isoniazida, um dos que compõe o tratamento. "Foi constatado no Brasil que nos últimos 10 anos houve um aumento na resistência e, em função disso, agrega-se esse 4° medicamento", complementa.
Fonte: CFM, 12/5/2010
Estudo revela que morar perto de avenida aumenta risco de asma
Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, divulgaram os dados de um estudo que mostra que crianças e bebês que moram perto de grandes avenidas, cruzamentos movimentados e rodovias têm de 40% a 70% mais possibilidade de desenvolver asma durante a vida.
O objetivo da pesquisa foi entender como o meio ambiente pode afetar a saúde da população a alertar pediatras sobre a melhor forma de ajudar as famílias a diminuir os problemas respiratórios em seus filhos.
O estudo utilizou os dados de 3.970 pessoas nascidas entre 1976 e 1979, em Rochester, Minessota. Dos 1.947 indivíduos residentes em áreas próximas a vias movimentadas, 6,4% desenvolveram asma, enquanto que 4,5% das pessoas que não viviam em regiões com essas características desenvolveram o problema.
Fonte: Folha Online, 13/05/2010.
Médicos americanos garantem que alergias alimentares são superestimadas e dizem que só teste de anticorpo não garante diagnóstico
RIO - As alergias alimentares são mais incomuns do que médicos e população imaginavam. De acordo com uma imensa revisão de mais de 12 mil estudos publicados sobre o tema entre janeiro de 1988 e setembro de 2009, dos quais apenas 72 atendiam aos critérios de investigação e análise rigorosa dos testes alérgicos, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, concluíram que a incidência de crianças alérgicas a alimentos não passa de 8%. Entre adultos, o número é ainda menor: 5%. E a maioria destas crianças vai chegar á vida adulta sem ser mais alérgica. Apesar disso, o autor do estudo, o alergista e imunologista Marc Riedl disse que 30% da população acreditam que têm alergias alimentares. O estudo foi publicado nesta quarta-feira na "The Journal of the American Medical Association (Jama)", como parte de um projeto muito maior organizado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, numa tentativa de pôr ordem no caos dos testes de alergias. O objetivo é criar até o fim de junho um protocolo para diagnóstico e tratamento dos pacientes.
O alergista e imunologista Marc Riedl não menospreza as descrições dos pacientes de reações severas a determinados alimentos. Mas esses relatos não são suficientes para caracterizá-los como alérgicos: muitas vezes, as pessoas podem ter intolerância alimentar. Em outras, as pessoas desenvolvem alergias depois de adultas por razões desconhecidas.
Segundo o médico Matthew J. Fenton, a alergia alimentar envolve o sistema imunológico, enquanto que a intolerância não. Por exemplo, uma dor de cabeça provocada por uma substância do vinho não é caracterizada como alergia alimentar, mas, sim, como intolerância. O mesmo ocorre com a intolerância à lactose, causada pela falta de uma enzima necessária para digerir o açúcar presente no leite.
Para o médico Hélio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Laboratório Richet, há dois tipos de alergia alimentar: uma que provoca a reação clássica, aguda, de coceira pelo corpo, vermelhidão, podendo levar ao edema de glote, que ativa o anticorpo IGE. O outro tipo, mais difícil de ser diagnostico por não apresentar o quadro clássico da reação, ativa o anticorpo IGG.
- É como se o organismo fosse acumulando uma memória contra aquele alimento e só depois ele começa a reagir. É o quadro da azia, da má digestão, da pele que descasca, da enxaqueca. Já a intolerância não envolve anticorpos, ela é a mediada pelas células. É uma reação celular contra o alérgeno - explica ele, que agora oferece no laboratório um novo teste com metodologia molecular, para um resultado mais preciso, que mede o IGG de 220 alimentos. - Os campeões no Brasil são lactose, trigo, crustáceos, soja, derivados de cola (usados em refrigerantes) e pimentas.
O presidente do projeto nos Estados Unidos, o médico Joshua Boyce, professor de medicina de Harvard e alergista e pneumologista pediátrico, disse que um dos erros mais comuns no diagnóstico da alergia é achar que o resultado positivo do anticorpo IGE para um determinado alimento significa que a pessoa é alérgica a ele. Mas nem sempre é assim.
- Esses anticorpos podem ser transitórios. Há várias pessoas com anticorpos IGE para uma série de alimentos e não reage a eles - diz Boyce.
Além disso, anticorpos para alguns alimentos, como amendoim, são muito mais fáceis de gerar uma reação alérgica que outros alimentos, como trigo, milho ou arroz. Ninguém entende por quê.
Por ora, o que Fenton defende é que os médicos não usem os testes de anticorpos como o único método para diagnosticar alergia em seus pacientes.
- Só os testes não são suficientes.
Fonte: Jornal Extra, 12/05/2010.
Por que as alergias estão aumentando?
As alergias estão se espalhando pelo mundo e aumentando em intensidade. Cada vez é maior a incidência de rinites, asma, urticária e várias outras manifestações dessas reações imunológicas.
E por que as alergias estão aumentando e se tornando tão comuns no mundo todo?
"Excesso de limpeza", é a resposta taxativa do Dr. Guy Delespesse, professor da Escola de Medicina da Universidade de Montreal, no Canadá.
Causas das alergias
As alergias podem ser causadas por histórico familiar, poluição do ar, alimentos processados, estresse, fumo etc.
Mas a esta lista deve-se somar a exposição cada vez menor das pessoas às bactérias, defende o Dr. Delespesse.
"Há uma relação inversa entre o nível de higiene e a incidência de alergias e doenças autoimunes," diz o médico. "Quanto mais estável o ambiente que uma criança vive, mais elevado é o risco de ela desenvolver alergias ou problemas autoimunes ao longo de sua vida.
Hipótese da higiene
O médico canadense não está sozinho ao defender a ideia, já conhecida no mundo científico como hipótese da higiene.
Nessa linha de que limpeza demais faz mal, cientistas já demonstraram que o excesso de limpeza prejudica a cicatrização de ferimentos em crianças.
Uma pesquisa mais ampla foi ainda mais longe e definiu simplesmente que nosso sistema imunológico pode estar ficando preguiçoso.
Estatísticas sobre alergias
Os dados não deixam margens a dúvidas. Em 1980, 10 por cento da população ocidental sofria de alergias. Hoje a incidência atinge 30%.
Em 2010, uma em cada 10 crianças é diagnosticada como asmática e a taxa de mortalidade resultante dessa condição aumentou 28% entre 1980 e 1994.
"Não é apenas a prevalência, mas a gravidade dos casos," diz o Dr. Delespesse. "As regiões nas quais as condições sanitárias permaneceram estáveis também mantiveram um nível constante na incidência das alergias e das doenças inflamatórias."
Sistema imunológico contra-ataca
"As alergias e outras doenças autoimunes, como o diabetes do tipo 1 e a esclerose múltipla, são o resultado do nosso sistema imunológico se voltar contra nós," explica o médico.
E por que isso acontece?
"As bactérias em nosso sistema digestivo são essenciais para a digestão e também servem para educar nosso sistema imunológico. Elas podem ensiná-lo como reagir a substâncias estranhas. Isto continua sendo um fator chave no desenvolvimento do sistema imunológico de uma criança," explica Delespesse.
Embora a higiene reduza nossa exposição a bactérias danosas, ela também limita nossa exposição a microorganismos benéficos. Como resultado, a flora bacteriana do nosso sistema digestivo não é tão rico e diversificado como poderia e deveria ser.
Probióticos contra as alergias
O Dr. Delespesse recomenda alimentos probióticos para enriquecer nossa flora intestinal.
Probióticos são bactérias intestinais que têm impactos benéficos para a saúde humana. Eles têm sido usados há décadas na fabricação de iogurtes.
Os probióticos têm um efeito comprovado nos tratamentos de diarreias e vários estudos detectaram benefícios similares para o sistema imunológico e para combater as alergias.
"Consumir probióticos durante a gravidez pode ajudar a reduzir as alergias nas crianças," defende o médico. "Eles não são um remédio milagroso, mas ainda são são um dos muitos elementos que melhoram nossa dieta e nossa saúde."
Fonte : www.diariodasaude.com.br, 12/05/2010.
'Dando pinta' na saúde
Sinais que mudam de cor e forma merecem atenção, pois podem se transformar em câncer
Rio - Mesmo nos dias mais frios, os raios solares estão tão presentes quanto no alto verão e ainda podem causar sérios danos à saúde da pele. A exposição ao sol provoca, além do envelhecimento precoce, o aparecimento de indesejáveis e por vezes perigosas pintas na pele.
A atriz Sofia Portto já aprendeu: não sai de casa sem passar filtro solar
Segundo a dermatologista Marli Maria de Carvalho, o tipo ultravioleta B (uvB) é o raio de sol que, quando atinge a pele, pode causar as manchinhas e consequentemente, o melanoma (câncer de pele). Por isso, ela aconselha: "mesmo no inverno deve-se evitar o sol através do uso de chapéus e, sobretudo, do protetor solar a partir do fator 30".
Há pessoas que têm uma tendência maior a desenvolver sinais. As de pele clara, como a atriz Sofia Portto, a Malu Leitão da novela 'Tempos Modernos', e as com antecedentes de câncer de pele na família são mais propensas ao aparecimento de pintas. "Não me importava com a proteção da pele até perceber pequenas pintinhas amarronzadas em meu rosto", afirma a atriz.
Nem toda pinta precisa ser retirada. A Drª Marli explica: "Se ela tem uma aspecto bom, regular e não cresce, basta fazer um acompanhamento dermatológico. E se houver a suspeita de que a pinta é um melanoma, o médico poderá retirá-la para biópsia".
TOME NOTA
"A" ASSIMETRIA
A pinta sem problemas deve apresentar uma forma regular, ou seja, "tem que ser redondinha, ter formato definido", diz a dermatologista.
"B" BORDA
A borda do sinal não deve apresentar desenho serrilhado e sim uniforme.
"C" COLORAÇÃO
De acordo com a Drª Marli, a coloração marrom é menos ruim que a preta. Além disso, a pinta 'boa' deve ter uma cor só. Se ela apresenta partes claras e escuras, pode haver algum problema.
"D" DIÂMETRO
O tamanho da pinta deve ser observado. O fato de ela estar crescendo não é um bom sinal. Preste atenção.
Fonte: O Dia Online, Ciência e Saúde, 10/05/2010
Começa Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra a gripe comum
No sábado, 8 de maio, começou a 12ª edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, contra a gripe comum. O lançamento da ação acontece nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Nessas regiões, até 21 de maio, todas as pessoas maiores de 60 anos devem se imunizar contra o vírus, tal como ocorre todos os anos. Já nas regiões Norte e Sul, a vacinação de pessoas acima de 60 anos começou em 24 de abril e termina neste fim de semana. A divisão do calendário foi motivada pelo atraso na entrega das vacinas pelo Instituto Butantan.
É importante lembrar que os idosos portadores de doenças crônicas também serão imunizados contra a gripe H1N1. Ou seja, recebem a dose contra gripe comum em um braço e contra a H1N1 em outro.
A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 chega à reta final para os portadores de doenças crônicas, jovens de 20 a 29 anos e menores de dois anos. Quem pertence a um desses grupos deve se vacinar até sábado, pois a partir de segunda-feira, dia 10, terá inicio a vacinação das pessoas de 30 a 39 anos.
A abertura dos postos de vacinação neste sábado é um acerto entre o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). No entanto, a confirmação da abertura dos postos de vacinação, locais e horários de funcionamento é de responsabilidade do gestor local. Alguns municípios avaliarão a necessidade de abrir os postos de vacinação neste sábado, dependendo da cobertura vacinal e estratégia de imunização. Portanto, é fundamental que a população busque essas informações nas secretarias municipais de saúde.
Até agora, 45,5 milhões de doses contra a gripe H1N1 foram aplicadas em todo o país. O grupo de trabalhadores de saúde alcançou 100% de cobertura, com 2,7 milhões imunizados. O mesmo para as crianças de seis meses a menores de 2 anos, com 4,5 milhões de doses aplicadas. Dentre os jovens de 20 a 29 já foram vacinados 24 milhões (68,3%). As gestantes já somam 1,9 milhões de imunizadas (63%). Os doentes crônicos de todas as faixas etárias alcançaram a marca de 13,2 milhões de vacinados (75%). A meta é vacinar, pelo menos, 80% de cada grupo.
As crianças entre seis meses e dois anos ainda precisam tomar a segunda meia dose da vacina, o que deve ocorrer 30 dias depois da primeira. Esse intervalo é o tempo necessário para o organismo produzir maior número de anticorpos, ou seja, garantir maior imunidade contra a doença.
Na próxima segunda-feira, terá início a quinta etapa, destinada para a população de 30 a 39 anos de idade. São estimados 30 milhões de pessoas, segundo informação populacional do IBGE.
INTERNAÇÕES - Em 2010, foram registradas 361 internações da gripe H1N1, até o dia 3 de abril. Desse total, um em cada cinco casos esteve relacionado à gestação. Em relação às mortes, um total de 50, as mulheres correspondem a 76% do total e as gestantes 32%.
No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram, ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total). As crianças menores de dois anos tiveram a maior taxa de incidência de complicações no ano passado (154 casos por 100 mil habitantes). E, finalmente, os adultos entre 30 e 39 anos, que representam a maior parcela de mortes - 22% do total.
FONTE: Site AMB - Associação Médica Brasileira, 07/05/2010
Pesquisa britânica aponta caminho para vacina contra a dengue
Descoberta sobre fragilidade imunológica da pessoa infectada pode ajudar a desenvolver imunizante
WASHINGTON - Cientistas ingleses descobriram um caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, uma doença que se manifesta com força em regiões tropicais como o Brasil, revelou nesta quinta-feira, 6, um estudo publicado na revista Science.
Descoberta explica porque pessoas que pegam a doença pela segunda vez têm sintomas mais graves
Segundo os cientistas do Imperial College de Londres, é o próprio sistema imunológico da pessoa infectada com o vírus que ajuda o micro-organismo a infectar as células. Essa descoberta explicaria por que as pessoas que pegam a doença pela segunda vez têm sintomas mais graves e perigosos que na primeira ocasião.
A dengue é transmitida pela picada de um mosquito e seus sintomas incluem febre alta, dores nas articulações e vômitos. Em algumas ocasiões, causa febre hemorrágica e morte.
Os cientistas indicam que quando uma pessoa volta a contrair o vírus, entram em ação os anticorpos desenvolvidos na primeira infecção. Mas esses anticorpos, em vez de combater o vírus, na realidade ajudam a infectar as células. Uma vez identificados, seu uso deveria ser evitado no desenvolvimento de uma vacina para neutralizar o vírus, assinalam.
Conforme Gabin Screaton, diretor do Departamento de Medicina do Imperial College, a pesquisa proporcionou algumas chaves indicando o que pode ou não funcionar no combate contra o vírus. "Esperamos que os resultados de nossa pesquisa aproximem os cientistas da criação de uma vacina efetiva" contra o vírus, acrescentou.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da febre aumentou de maneira considerável no último século e 20% da população mundial corre o risco de contrair a doença. De acordo com a OMS, existem quatro cepas do vírus e até agora não há uma vacina nem remédios para combater a doença de maneira efetiva.
Fonte: Estadão.com, Saúde, 06/10/2010