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Comissão da Câmara aprova projeto que garante distribuição de filtro solar pelo SUS

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que garante distribuição gratuita de filtro solar com fator de proteção 12 pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O texto aprovado na comissão ainda obriga o empregador a entregar protetor solar aos trabalhadores expostos à radiação solar direta.

O autor da proposta, deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), afirma que o benefício não vai trazer despesas adicionais ao governo. '[A União] vai economizar, porque ao invés de tratar a doença [câncer de pele], você vai prevenir os trabalhadores de terem a doença', disse o tucano. A Comissão de Finanças e Tributação, no entanto, apontou que a medida, a ser custeada pelo Ministério da Saúde, implica em impacto financeiro e orçamentário nas contas da União.

Relator da matéria, o deputado federal José Genoíno (PT-SP) argumentou em seu voto que 'sendo reais os riscos da exposição ao sol e também reais os problemas que pode causar à saúde humana, entendo que a visão dos protetores como medicamento preventivo de uso geral, até por ser mais abrangente, deveria ser esposada pelo Congresso Nacional no processo de geração de normas legais'.

O petista afirmou que pretende apresentar recurso à Casa para debater a matéria mais uma vez no plenário da Câmara. Caso contrário, o texto segue direto para o Senado Federal.

O texto aprovado na CCJ obriga ainda que a empresa distribua protetor solar ao trabalhador que pratique atividade 'diretamente sob o sol, com ou sem equipamento de proteção individual, no horário compreendido entre 7:00 e 18:00 horas, independentemente do tempo de jornada'. A proposta prevê multa de R$ 1.300 por cada empregado exposto ao sol sem acesso ao filtro. Não há nenhuma menção, entretanto, ao fator de proteção do filtro solar a ser distribuído.

Segundo a proposta, que altera trecho da Consolidação das Leis do Trabalho, caberá ao Ministério do Trabalho apresentar disposições adicionais para regulamentar as novas medidas.


Fonte: Folha.com, 08/12/2010.



Ministério: Brasil tem 24 cidades sob risco de surto de dengue

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que o Brasil tem 24 cidades sob risco de um surto de dengue e outros 154 municípios, incluindo 14 capitais, estão em alerta. De acordo com dados atualizados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), entre os 370 municípios que já realizaram o levantamento, 24 estão em risco de surto - incluindo duas capitais: Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Estes municípios registraram a presença de larvas do mosquito em mais de 4% das residências pesquisadas.

Outros 154 municípios estão em situação de alerta, com índice de infestação entre 1% e 3,9%, incluindo Salvador (BA), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Belém (PA), Recife (PE), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Vitória (ES) e Natal (RN). Outras 192 cidades brasileiras estão em situação satisfatória, com focos de larvas em menos de 1% das residências.

Das 427 cidades que se propuseram a fazer o LIRAa, o ministério aguarda a consolidação dos dados em 127. Há três semanas, o Ministério da Saúde havia divulgado o primeiro resultado parcial do LIRAa 2010, em que 15 cidades haviam apresentado risco de surto em um universo de 30 municípios analisados.


Lula faz apelo à população

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para a população nesta segunda-feira, em um encontro com prefeitos e governadores de todo o País para anunciar obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), na tentativa de combater o avanço da dengue. A doença é mais comum no verão brasileiro, que começa no próximo dia 23, devido à combinação de chuvas e altas temperaturas.


Fonte: Jornal do Brasil, 06/12/2010.



Por ano, cerca de 165 mil crianças morrem devido ao fumo passivo

OMS revela que 600 mil pessoas morrem todos os anos por causa do fumo passivo

Fumantes não colocam apenas suas vidas em risco, mas também a de 1,8 bilhão de não fumantes. Uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que o fumo passivo provoca mais de 600 mil mortes por ano em todo o mundo. Deste número, 165 mil óbitos são de crianças, levantando um alerta em relação às doenças provocadas pela inalação da fumaça proveniente dos cigarros alheios.

Segundo a OMS, o fumo passivo provoca 379 mil mortes por isquemias do coração (falta de suprimento sanguíneo), 165 mil por infecções respiratórias e pouco mais de 58 mil por asma e câncer de pulmão. Dentro desta estatística, as crianças são as mais afetadas, porque têm facilidade de contrair doenças respiratórias durante os primeiros anos de vida.


Fonte: JB Online, 04/12/2010.



Vacina contra a dengue está sendo testada

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, José Gomes Temporão fez um retrato da doença do país e reforçou a necessidade de mobilização para evitar novos surtos

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (25/11) ao programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, detalhou a atual situação da dengue no país e lembrou que pelo menos 15 municípios estão em risco de surto da doença, segundo recente avaliação nacional das informações sobre a infestação por larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. O ministro falou ainda sobre vacina contra dengue que está sendo testada no estado do Espírito Santo e lembrou que enquanto não existir essa imunização, é extremamente importante que os governos federal, estaduais, municipais e a sociedade civil estejam unidos na prevenção da doença.


Fonte: Ministério da Saúde, 25/11/2010.



Saúde alerta para risco de doenças alérgicas na primavera e no
verão

Além das flores, a primavera reserva para algumas pessoas os incômodos provocados por um quadro alérgico. O fenômeno, causado pelo aumento do nível de pólen no ar, pode elevar a ocorrência de doenças como a rinite, a conjuntivite alérgica e a asma brônquica.

Provocado por plantas como o ipê, cana de açúcar, pastagem como o feno e até pela grama, o quadro alérgico provocado pela polinização é uma manifestação mais comum em cidades do sul do Brasil. Já em São Paulo, questões como a constante variação de temperatura e a poluição mascaram os sintomas, que podem ser interpretadas como uma gripe ou resfriado.

"A alergia provocada por pólen atinge mais as pessoas com familiares alérgicos. Além disso, quanto mais tempo o indivíduo se expõe ao pólen, mais sensível se torna à doença", afirma a médica Lucia Guirau, responsável pelo serviço de alergia e imunologia do Hospital Infantil Darcy Vargas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Oferecido pelo hospital, o diagnóstico de alergia ao pólen é feito por meio de um teste cutâneo e recomendado às pessoas com residência fixa mínima de dois anos. Caso constatado a predisposição alérgica, o tratamento é feito por um processo conhecido como desensibilização, que consiste na injeção de antígenos em doses crescentes por um período aproximado de três anos.

Entretanto, segundo a especialista, algumas atitudes simples auxiliam no controle de um quadro alérgico: "Evitar exposição às flores e visitas aos parques, lavar bem olhos e o nariz e manter ambientes da casa bem limpos e arejados". Além disso, também ressalta a importância de procurar um médico na ocorrência de sintomas como coriza, vermelhidão nos olhos, chiado no peito e espirro e, sobretudo, nunca realizar a automedicação.

De acordo com a médica do Darcy Vargas, tanto a poluição quanto a poeira podem ser componente causadores de irritabilidade aos portadores de alergias. "É fundamental que tanto crianças quanto adultos não fiquem expostos a tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia ou qualquer outro objeto que acumule poeira e seja fonte de proliferação de ácaros. Por isso, é importante lavar roupas de cama pelo menos duas vezes por semana e manter limpos colchões, travesseiros e o estrado da cama. Pois, a cama é um dos lugares de maior concentração de ácaros, onde dormimos em média seis a oito horas, logo de maior permanência durante o dia", finaliza a médica.


Fonte: Prontuário de Notícias, 29/11/2010.



Médicos alertam para confusão entre sintomas de gripe e câncer
pulmonar

Pesquisa afirma que 66% dos entrevistados confundem sintomas

Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha revelou que pacientes confudem com frequência sintomas de uma gripe forte com sintomas de câncer de pulmão.

De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.

Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente - um dos sintomas mais importantes da doença.

A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.

"Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda", afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.

"O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido", acrescentou.


Seis meses

Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.

Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.

"Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)", disse.

"A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão."

"No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente", afirmou German.


Fonte: G1, 26/11/2010.



Aparelho celular pode causar reação alérgica, segundo estudo

Falar no celular por períodos longos pode trazer certos riscos, como olhares irados de pessoas ao seu redor. Mas alergias?

Nos últimos anos, dermatologistas têm visto um número pequeno, mas crescente, de pessoas com irritações e coceira ao longo da linha do maxilar, rosto e orelhas, que desaparecem quando o uso do celular é descontinuado.

O estudo sugere que a razão para isso é uma alergia a metais presentes nos aparelhos, em muitos casos níquel.

Nos Estados Unidos, a alergia a níquel acomete cerca de 3% dos homens e quase 20% das mulheres. As mulheres possuem maior tendência a sofrerem dessa alergia porque muitas vezes desenvolvem sensibilidade ao metal devido ao uso de brincos e bijuterias, disse Clifford W. Bassett, alergista de Nova York, membro do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, e que trata dessa condição.

Não está claro quantas pessoas desenvolvem reações alérgicas a seus aparelhos celulares. Porém, a literatura médica está cheia de estudos de caso. Num caso típico, descrito por pesquisadores da Brown University e publicado no jornal CMAJ em 2008, um paciente de 18 anos desenvolveu uma irritação estranha no lado direito do rosto. Quando o teste de detecção de níquel no fone de ouvido do celular dele deu positivo, ele trocou o telefone por outro livre do metal, e a irritação passou.

Os pesquisadores mais tarde testaram 22 modelos populares de aparelhos celulares. Foi encontrado níquel em dez deles, a maioria em fones de ouvido e botões do menu.

Se você suspeita ser alérgico a metal, um teste realizado no consultório de um especialista em alergias pode oferecer a confirmação, disse Bassett. Um simples teste com uma pequena amostra pode revelar a presença de níquel no celular ou outro produto.

Conclusão: em pessoas com alergia a níquel, o celular pode causar reação alérgica.


Fonte: Folha.com, 24/11/2010.



Paracetamol pode estar ligado a alergias em crianças, diz estudo

O uso do paracetamol em crianças pode estar ligado ao desenvolvimento de alergias e asma mais tarde em suas vidas, segundo um estudo.

Mas maiores pesquisas são necessárias para esclarecer essa descoberta, e os benefícios do paracetamol para controlar a febre ainda são maiores que o potencial para o desenvolvimento posterior de alergias, disse Julian Crane, professor da Universidade de Otago, em Wellington, autor do estudo.

"O problema é que o paracetamol é dado livremente às crianças", disse ele à Reuters.

"Existem muitas provas sugerindo que algo está acontecendo aqui. Não está completamente claro, esse é o problema."

O relatório, publicado na revista "Alergia Clínica e Experimental", é baseado no Estudo Cohort em Asma e Alergia, da Nova Zelândia, que investigou o uso de paracetamol em 505 crianças na cidade de Christchurch e 914 crianças entre 5 e 6 anos de idade na mesma cidade para ver se desenvolviam sinais de sensibilidade para asma ou alergias.

"A maior descoberta foi que crianças que usam paracetamol antes dos 15 meses de idade (90 por cento) tinham mais de três vezes maior probabilidade de se tornarem sensíveis a substâncias alérgicas e duas vezes mais probabilidade de desenvolver asma aos 6 anos em relação às crianças que não usam paracetamol", disse Crane, em comunicado.

"No entanto, ainda não sabemos por que isso ocorre. Precisamos de testes clínicos para ver se essas associações são causais ou não, e esclarecer o uso dessa medicação."

Mas as descobertas mostram um risco maior para aqueles com graves sintomas de asma.

Ele disse que na falta de outras opções e estudos confirmando uma ligação causal, o paracetamol deveria continuar sendo usado por enquanto.

"Se eu tivesse um filho com febre, eu lhe daria paracetamol", acrescentou.


Fonte: Jornal Extra, 29/11/2010.



'Vamos ter dengue todos os anos enquanto não houver vacina', diz Temporão

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira que a dengue será um desafio permanente enquanto não houver vacina contra a doença no Brasil. "Infelizmente, vamos ter dengue todos os anos enquanto não tivermos vacina, e isso vai demorar alguns anos", disse, durante o programa Bom Dia, Ministro.

Segundo o ministério, a substância está em fase de testes em humanos no Espírito Santo, por meio de uma parceria com um laboratório francês. Temporão alertou, entretanto, que a aprovação só deve ocorrer em três ou quatro anos. "É um grande alento no horizonte", disse.

No programa, ele fez um balanço do combate à doença durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Fizemos um gigantesco esforço com secretários estaduais e municipais. Aperfeiçoamos muito a vigilância epidemiológica. São 66 laboratórios no país que monitoram os sorotipos", destacou.

Temporão lembrou que, este ano, foi registrada a volta do sorotipo 4 da dengue, que não circulava no país há 28 anos. "Fizemos uma verdadeira operação de guerra para evitar que se espalhasse", afirmou, ao se referir à contenção da doença no estado de Rondônia. "Seria uma situação muito complicada", avaliou.


Fonte: O Dia Online, 25/11/2010.



Vacina contra dengue pode ser eficaz

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou nesta terça-feira em Teresina que a vacina da dengue tem chances de ser eficaz nos testes realizados no Espírito Santo.

"Estamos confiantes. Há grandes chances da vacina ser eficaz. Infelizmente vamos demorar de três a cinco anos para que a vacina esteja no programa nacional de imunização", disse o ministro ao lançar na capital piauiense o plano de combate à dengue.

No país, 10 Estados, entre eles o Piauí, estão com alto risco de epidemia da dengue. Nos últimos 11 meses foram registrados 7.700 casos da doença e seis mortes em municípios piauienses. Os primeiros testes em humanos com a vacina iniciaram no mês de agosto em Vitória, em um grupo de 150 jovens de 9 a 16 anos.

Temporão disse que enquanto a vacina não é concluída, não se pode fazer "milagres", e que o caminho é trabalhar com a vigilância, mobilização e educação. Ao lançar a campanha "Dengue: se você agir, podemos evitar" em Teresina, o ministro pediu apoio da população, dos prefeitos, governadores, empresários e da igreja.


Nova CPMF

O ministro disse acreditar que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) ajude na regulamentação da emenda constitucional número 29 para o financiamento da saúde. "Não vou entrar nessa polêmica de nova CPMF, isso é problema do Congresso Nacional. Os recursos terão que vir ou de uma lei nova ou de orçamento da União", disse.

O ministro se esquivou de responder perguntas de jornalistas de que teria sido convidado pela presidente eleita Dilma Rousseff para permanecer na pasta da Saúde. Ele disse apenas que Dilma está à vontade para a escolha no ministério. "Se não for convidado, eu sou professor da Osvaldo Cruz e volto a dar aula", afirmou o ministro.


Fonte: O Dia, 17/11/2010.



Casos de sarampo no país chegam a 57

Os estados do Rio Grande do Sul, do Pará e da Paraíba confirmaram a ocorrência de 57 casos de sarampo este ano. Em 2006, um surto na Bahia registrou o mesmo número de doentes.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou sete casos da doença. Desde agosto, foram identificados 103 casos suspeitos no estado, sendo que 94 foram descartados e dois continuam sob investigação.

A Paraíba contabiliza o maior número de doentes, 47. A incidência ocorre, principalmente, entre moradores da capital do estado, João Pessoa, e nas crianças com menos de 5 anos de idade.

Para conter o surto, as autoridades de saúde do município intensificaram a vacinação na faixa etária de 6 meses a 5 anos de idade desde o mês passado. Foram aplicadas 23.400 doses da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) nas crianças. A meta é imunizar mais de 50 mil delas até a segunda quinzena deste mês.

No Pará, foram registrados três casos em julho. Segundo o Ministério da Saúde, todos os casos identificados no Brasil, nos últimos dez anos, são importados, ou seja, o vírus responsável pela contaminação nesse período é originário de outro país.

No Rio Grande do Sul, os primeiros doentes contraíram a doença na Argentina e, na Paraíba, o vírus é semelhante ao encontrado na África do Sul. No Pará, ainda não foi identificada a origem da doença.

Em setembro, o Brasil entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) relatório para receber o certificado de país livre do sarampo. Segundo o ministério, os atuais casos da doença não interferem no pedido por serem relacionados a vírus proveniente de outro país.

Para ser considerada transmissão dentro do país, o vírus precisa circular por um ano. A última vez ocorreu em Mato Grosso do Sul, em 2000.

O sarampo é uma doença contagiosa transmitida pelo ar quando o doente respira, tosse, espirra ou fala.

Os sintomas são febre alta, tosse rouca, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas avermelhadas na pele. A vacina é a medida mais eficaz de prevenção.

A dose é recomendada a partir de 1 ano de idade e está disponível nos postos de saúde.


Fonte : Agência Brasil, 08/11/2010



Spray nasal pode acabar com gripe em duas horas

A medicina avançou, mas, até hoje, estava devendo um remédio para a mais comum das doenças: o resfriado. Agora, a ciência promete uma novidade. Descobriu anticorpos que atacam o vírus. É o fim dos espirros?

Tudo indica que sim. Não há melhor época pra surgir uma notícia dessas. Pelo menos no hemisfério norte, onde o inverno - a estação das gripes e resfriados - está chegando com tudo. A novidade só vai estar nas farmácias daqui a dois ou três anos, mais ou menos. Mas a gente já pode sonhar com esse verdadeiro milagre da ciência: um spray nasal, capaz de acabar com a gripe comum em apenas duas horas.

Os espirros estão com os dias, ou melhor, com as horas contadas. Até agora, os cientistas achavam que nossos anticorpos só atacavam o vírus fora das células. A descoberta feita no centro universitário de Cambridge, um dos mais respeitados do mundo, mostra que anticorpos podem entrar nas células e combater a virose lá dentro. Isso revoluciona o tratamento, por exemplo, da gripe comum. Mas pode incrementar também outras terapias antivirais, como o combate à Aids.

Viroses em geral matam duas vezes mais do que o câncer em todo o mundo. A proteína trim21 - responsável pela ação dos anticorpos - pode ser reforçada com o uso de um spray nasal, no caso da gripe comum. É isso que os cientistas de Cambridge descobriram, testaram e anunciaram esta semana.

A descoberta promete pôr um fim naquela máxima que diz que, para gripe, só mesmo vitamina c e cama.


Fonte: Revista fator, 07/11/2010.



Brasileiros não conhecem males da pneumonia, segundo Datafolha

Uma pesquisa encomendada pela SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) ao Datafolha levantou que os brasileiros desconhecem os males importantes da pneumonia --a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo.

No país, o problema é a principal razão de internação hospitalar no SUS (Sistema Único de Saúde) --com a exceção de questões ligadas à gestação-- totalizando 900 mil casos por ano. Segundo o Datasus, 45.500 brasileiros morreram em 2009, sendo que mais de 70% deles tinham mais de 60 anos.

O estudo inédito, batizado de "Saúde Respiratória e do Pulmão", tem como objetivo quantificar o tamanho da desinformação e alertar não apenas a sociedade, mas também autoridades para este problema de saúde pública.

Foram entrevistados 2.242 brasileiros com 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas.


DESCONHECIMENTO E MORTALIDADE

De acordo com a pesquisa, a população não apenas desconhece a pneumonia, como em geral não conhece os sintomas, as formas de prevenção, os agravantes ou o médico que deve ser procurado em casos de suspeita.

"O principal fator responsável pelo agravamento da pneumonia é o atraso do início do tratamento. A demora em procurar o médico, a automedicação ou a realização de exames inadequados levam a quadros mais graves e até mesmo à morte", alerta Jussara Fiterman, presidente da SBPT.

Este atraso pode ser a origem de tantas hospitalizações e mortes no país. Apesar disso, nenhum destes fatores foram citados na pesquisa. Entre os 2.147 entrevistados que afirmaram conhecer a pneumonia, 6% não souberam citar um único fator que pode aumentar o risco de uma pessoa adquirir ou agravar a doença. Dos demais, 67% citaram clima frio ou úmido; 46% fumaça de cigarro; 42% ar-condicionado ou ventilador; 37% pó ou poeira; 36% poluição; 9% hereditariedade; 6% sedentarismo e 2% consequência de gripe mal curada.

"O que causa a pneumonia é a infecção por vírus ou bactéria, que originam as pneumonias viral e bacteriana. Ambas as versões são agravadas, basicamente, pelo atraso no início do tratamento, pois a maioria dos casos responderia muito bem aos medicamentos", explicou Fiterman.

A mortalidade ainda aumenta 20%, caso o antibiótico correto não seja dado nas primeiras seis horas do início dos sintomas plenos.

Por esta razão, reconhecer os sintomas e procurar o médico pode ser determinante no sucesso do tratamento. No entanto, 23% dos entrevistados que afirmam conhecer a doença não souberam citar um único sintoma. Os mais citados foram dores no peito, pulmões, tórax e nas costas (37%); calafrios (35%); tosse seca e contínua (31%); falta de ar (23%); e mal estar e indisposição (19%).

Numa situação hipotética de suspeita da pneumonia, 40% não saberiam a que médico recorrer. Os demais, 33% iriam a um clínico geral; 25% ao pneumologista --médico especialista na saúde respiratória; 1% ao infectologista; 1% ao "especialista em pulmão" e 1% ao otorrinolaringologista.

A desinformação não para por aí. O diagnóstico da doença também é mistério a maioria dos brasileiros. Além do exame clínico realizado pelo médico em consultório, o raio-x é suficiente para diagnosticar a doença e iniciar o tratamento com medicamentos. Apenas 29% apontaram a escuta do pulmão, e pouco mais da metade (58%) optaria pela radiografia. Todas estas respostas foram dadas depois de visualizar uma lista de diversos exames utilizados pela pneumologia para os diversos males do sistema respiratório. Foram citados, equivocadamente, tomografia (26%); teste do escarro ou baciloscopia (15%); broncoscopia (8%); teste do sopro ou espirometria (6%); e teste subcutâneo de Mantoux (2%). Cerca de 18% não souberam citar um único exame.


MITOS E VERDADES

A Pneumonia está relacionada a dois grandes mitos das doenças respiratórias:

Resultados de gripe mal curada

Para 2% dos entrevistados, a pneumonia é resultado de uma gripe mal curada. "Não existe gripe mal curada, o que existe é um indivíduo fragilizado por uma gripe, com resistência baixa, mais suscetível a diversas doenças, entre elas a pneumonia, pois a gripe diminui as defesas do organismo, inclusive do aparelho respiratório", explica a médica. Com isso, as bactérias chegam com mais facilidade e se instalam, fazendo uma doença subsequente.

"A gripe é autolimitada, vai se curar sozinha, mas nessa trajetória deixará as barreiras abertas para a bactéria entrar. O sistema imunológico, por sua vez, não presta atenção na bactéria porque está ocupado com o vírus". O mesmo aconteceu recentemente com a gripe suína. Muitas das vítimas desta gripe tiveram suas mortes causadas por pneumonia bacteriana. Esta infecção secundária se instalou durante o curso da gripe, foi agravada e acabou levando o paciente à morte durante o combate ao vírus H1N1.

Princípio de pneumonia

Esta é outra expressão bastante comum, mas sem nenhum fundamento. Como explica a Fiterman, não existe princípio da doença, visto que é uma infecção. Ou o indivíduo está infectado, ou não está. As bactérias causadoras da pneumonia existem normalmente nas vias aéreas, assim como no meio ambiente, mas o sistema imunológico geralmente as bloqueia e não adoecemos. Mas com a baixa imunidade elas podem nos levar à pneumonia, é a chamada pneumonia comunitária.


Fonte: Folha.com, 04/11/2010.



Tratamento da asma é mais eficaz se paciente conhece a doença

Pacientes com asma que sabem mais sobre a doença, seus sintomas e seus remédios conseguem ter um controle mais eficaz da asma e, como consequência, melhor qualidade de vida.

- Conhecer a doença é fundamental no tratamento -, explica a fisioterapeuta Luciene Angelini.

Ela conta que a implantação de um programa de educação com automanejo, que enfatize a participação do paciente na automonitorização da doença e no auto-ajuste da medicação, associado a visitas médicas regulares, tem um impacto positivo no controle clinico de asmáticos.

- A educação em saúde é um tratamento não medicamentoso que deve ser recomendado e incentivado no manejo das doenças crônicas -, assinala.

Em seu estudo, Avaliação da eficácia do automanejo no controle da asma, da Faculdade de Medicina da USP, Luciene trabalhou com três grupos de pacientes.

O primeiro não foi submetido ao programa educativo, enquanto o segundo recebeu aulas para entender melhor a técnica inalatória, o que é a doença e seus sintomas, o que pode agravá-la e a diferença entre a medicação de manutenção e a de resgate. O terceiro grupo, além das aulas, realizou a automonitorização da doença, por meio de um diário de sintomas, medidas regulares do pico de fluxo expiratório (aparelho que mede o ar que sai do pulmão) e um plano de ação por escrito para ajuste da terapia medicamentosa.

Os pacientes que receberam as aulas educativas aumentaram o conhecimento sobre a asma e sobre a técnica inalatória em 100% e os pacientes que também realizaram o automanejo atingiram quase 50% no controle da asma, ou seja, tiveram os sintomas, como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no peito, diminuídos.

- Eles passaram a faltar menos na escola e no trabalho, reduziram o uso de corticóide oral e de medicação de resgate, bem como o número de idas ao serviço de emergência, internações e admissão hospitalar -, destaca Luciene, que completa: - Os sintomas de ansiedade também diminuíram e tudo leva a uma melhora da qualidade de vida.

A asma é uma doença crônica que não tem cura, mas tem controle quando tratada adequadamente. - A medicação de resgate, por exemplo, ajuda abrir os brônquios no momento de crise, mas não trata a inflamação (doença) -, relata Luciene.

Segundo ela, muitas pessoas não sabem que o broncodilatador é medicação de resgate e o usam indiscriminadamente. - Se soubessem para que o medicamento é indicado, tornariam o tratamento mais eficaz -, pondera.

Luciene acredita que campanhas educativas de prevenção, promovidas pelos governos, e distribuição de cartilhas nos postos de saúde já ajudariam na explicação da doença e no aumento do conhecimento da asma por quem a possui.

Além disso, os próprios médicos poderiam incentivar o paciente a monitorar os sintomas e os pacientes, por sua vez, deveriam questioná-los para tirar suas dúvidas. A busca de informações em sites também é uma ferramenta. No site do Instituto do Coração, por exemplo, é possível acessar a vídeos com informações de como usar inaladores corretamente.

Enquanto a prática da educação em saúde não se torna tão comum, Luciene enumera cinco perguntas básicas que acredita que um paciente com asma deva saber responder: o que é a doença? Quais fatores desencadeantes e/ou irritantes? Quais são os sintomas? Qual a diferença entre o medicamento de manutenção e o de resgate? Como usar os dispositivos inalatórios?

- Se elas buscarem estas respostas, conseguirão manejar e melhorar sua doença de forma mais eficaz -, conclui.


Fonte: Agência USP, 4/11/2010.



Psoríase não pega: tire 13 dúvidas sobre a doença

Acha que a psoríase é contagiosa? Sabe o que a causa, quais são seus sintomas e se existe cura? Tire suas dúvidas sobre a doença com as explicações da dermatologista Daniela Presente Taniguchi de Barros, professora da Faculdade de Medicina do ABC, de São Paulo.

O que é psoríase?
Daniela Presente Taniguchi de Barros - É uma doença inflamatória crônica não-contagiosa (ou seja, não passa de pessoa para pessoa), que afeta a pele e as articulações. Caracteriza-se por lesões de pele descamativas sobre uma pele avermelhada, atingindo principalmente couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

O que causa a doença?

O mecanismo que desencadeia as lesões de psoríase é controlado pela imunidade, e a genética influencia na predisposição.

Quais são os sintomas?
Além das lesões, algumas pessoas têm discreta coceira. Quando a psoríase também atinge as articulações, principalmente das mãos e dos pés, pode causar dor e deformidade dos dedos.

Quais são os tipos da doença e como cada um se manifesta?
Os tipos são psoríase vulgar, quadro clássico e mais comum, com lesões que atingem principalmente couro cabeludo, joelhos e cotovelos; psoríase palmoplantar, caracterizada pelo espessamento das palmas e plantas dos pés; psoríase eritrodérmica, com vermelhão e descamação cobrindo o corpo todo; psoríase pustulosa, em forma de pústulas (feridas com pus), atingindo frequentemente plantas e palmas; psoríase gutata, com placas em forma de gotas, principalmente no tronco; psoríase invertida, com lesões nas axilas e virilha; e psoríase artropática, que acomete as articulações, muitas vezes sem lesão de pele.

Atinge especialmente algum grupo de pessoas?
Atinge universalmente e igualmente homens e mulheres. Vale lembrar que o HIV é fator agravante e desencadeante, e a psoríase pode ocorrer no início da infecção.

Costuma aparecer a partir de que idade?
Pode aparecer em qualquer idade, mas tem dois picos: segunda e quinta décadas de vida.

O que desencadeia o seu aparecimento?
Entre os fatores de risco estão abalos emocionais, trauma físico, infecção (de garganta, por exemplo), alguns medicamentos, álcool, tabagismo e HIV.

Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico. Às vezes, pode ser necessária biópsia para confirmação da suspeita.

Como é o tratamento?
O tratamento depende do tipo da psoríase, da gravidade do quadro e da resposta a cada tratamento. Pode ser local ou sistêmico (imunomoduladores), auxiliado com fototerapia (radiação ultravioleta).

Exposição ao sol ajuda no tratamento?
A radiação solar tem ação imunomoduladora na psoríase (ajuda a melhorar a inflamação). Porém, a exposição aguda ao sol pode ter efeito contrário: desencadear ou agravar a doença. Portanto, a exposição à radiação ultravioleta deve ser sempre monitorada por médicos.

Se não tratar, o que acontece?
A doença pode ficar estável, piorar ou até melhorar sozinha. Não dá para prever. Mas pode afetar a qualidade de vida do paciente.

Existe cura?
Não. O tratamento busca o controle da doença e melhora da qualidade de vida do paciente.

A enfermidade pede terapia psicológica? Por quê?
Sim, tanto pela melhora da autoestima, como pelo fato do fator emocional ser agravante e desencadeante da doença.


Fonte: Terra, 03/11/2010.



Quatro em cada dez pessoas não sabem a que médico recorrer no caso de pneumonia

Apesar de a doença ser um dos principais motivos de internação hospitalar pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e ter sido responsável pela morte de 45.500 pessoas em 2009, a população sabe pouco sobre suas causas, agravantes e sintomas. É o que revela a pesquisa "Saúde respiratória e do pulmão", feita pelo Instituto Datafolha em parceria com a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).

Dos 2.242 brasileiros entrevistados em 143 municípios e pertencentes a todas as classes sociais, 2.147 pessoas (95%) já tinha ouvido falar da pneumonia. Desse grupo, porém, 23% não souberam identificar nenhum sintoma e 67% apontaram o clima frio ou úmido como causa da doença. Essas condições, no entanto, não estão diretamente relacionadas à enfermidade.

A pneumonia é caracterizada pela infecção ou inflamação dos pulmões e causada por diferentes agentes, principalmente bactérias. Uma mudança brusca no clima pode favorecer a propagação de viroses, que comprometem a imunidade do indivíduo, abrindo caminho para a instalação das bactérias da pneumonia.

É por esses motivos que a vacinação contra gripe comum é tida como prevenção contra o surgimento da infecção nos pulmões, principalmente para os idosos. O desconhecimento ou a falta de informações frequentemente retarda a ida ao médico, o que agrava o quadro de saúde do paciente, dizem os médicos.

Diferentemente da gripe comum, a pneumonia provoca dor torácica constante, que é agravada quando o paciente inspira profundamente. A febre da pneumonia também é mais alta do que a febre gripal. Enquanto o gripado tem febre de até 37,5 graus, o paciente de pneumonia atinge até 39 graus.


Fonte: R7, 02/11/2010.



Ministério da Saúde divulga novo calendário de vacinação para todas as idades

Rio - O ministro da saúde, José Gomes Temporão, decretou nesta quinta através do Diário Oficial da União o novo calendário de vacinação para crianças, jovens, adultos e idosos. O novo calendário substitui o antigo, decretado em 2006, e apresenta algumas mudanças em relação ao anterior.

A modificação mais marcante foi a inclusão da vacina contra hepatite B para adultos e idosos. No entanto, ela será ministrada apenas no grupo vulnerável à contaminação e em pessoas deste grupo que não tenham sido vacinadas na infância. O grupo vulnerável inclui profissionais de saúde, gestantes após o primeiro trimestre de gestação, bombeiros, policias, doadores de sangue, manicures, pedicures e podólogos, homossexuais e pessoas que mantem relações sexuais com outras do mesmo sexo, profissionais do sexo e pessoas reclusas, como presos e doentes mentais.

No calendário infantil foram incluídas como obrigatórias mais duas vacinas: a pneumocócica e meningocócica. A primeira previne doenças como pneumonia e otite. A criança deverá ser imunizada em três doses, aos dois, quatro e seis meses, respectivamente. Ao completar um ano, a criança deve receber o reforço, desde que tenha completado seis meses de aplicação da terceira dose.

A meningocócia previne contra a meningite e deverá ser aplicada em duas doses e um reforço. As doses deverão ser ministradas aos três e aos cinco meses de vida e o reforço aos 15 meses.

Além disso, a vacinação contra a febre amarela passa a fazer parte do calendário de vacinação para todas as idades para pessoas que vivem ou irão visitar áreas de risco. Esta região de risco compreende os estados das regiões Norte e Centro-Oeste do país e Minas Gerais, bem como alguns municípios da Bahia, piauí, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Fonte: O Dia Online, 29/10/2010.



Casos de sarampo no país se aproximam do recorde da década

Após três anos sem registros de sarampo, o Brasil se aproxima do recorde de casos da doença na década. Até agora, já foram confirmados 55 casos em três estados. O número deve aumentar, já que ainda há cerca de 70 pessoas com suspeita da doença. Desde 2001, o ano com mais casos de sarampo no país foi 2006, com 57. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Neste ano, o estado com o maior número de casos é a Paraíba, com 45. Os outros afetados são o Rio Grande do Sul (sete) e Pará (três). O aumento no número de registros ocorre no momento em que o Brasil pediu à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o pedido não está comprometido, porque não há no país uma "transmissão sustentada" do sarampo, o que só ocorre se forem registrados casos ao longo de 12 meses. Até o momento, os registros de 2010 ocorreram em um período de pouco mais de um mês.


Fonte: Jornal do Brasil, 20/10/2010.



Estudo relaciona risco de alergia a primeiro trimestre de gravidez

Um novo estudo que será publicado nesta quarta-feira reforçou as suspeitas de que o risco de uma criança desenvolver alergias poderia estar vinculado ao primeiro trimestre de gravidez.

Pesquisadores estudaram registros de saúde de 5.920 crianças nascidas entre 2001 e 2006 na província de Karelia do sul, na Finlândia, 961 das quais foram submetidas a exames de pele para detecção de alergias aos 4 anos de idade.

Entre estes, 10% nasceram entre outubro e novembro e tiveram resultados positivos, o que correspondeu ao dobro daquelas nascidas em junho e julho. A sensibilidade alérgica dos bebês nascidos em outubro e novembro foi especialmente forte para leite e ovos.

A razão possível, sugeriram os cientistas, é que os bebês nascidos em outubro e novembro foram expostos a altas concentrações de pólen de bétula e amieiro enquanto estavam em um estágio-chave de desenvolvimento fetal, na 11ª semana de gravidez.

O cume do período de dispersão de pólen destas duas árvores é em abril e maio, enquanto o período de baixa dispersão compreende-se entre dezembro e janeiro, o que explicaria porque crianças nascidas em junho e julho tiveram menor sensibilidade alérgica.

A exposição a alergênicos poderosos no útero, numa fase inicial e crucial da graviodez, poderia afetar o desenvolvimento do sistema imunológico da criança, embora as razões pelas quais isto ocorra sejam incertas, disseram os cientistas.

O estudo, chefiado por Kaisa Pyrhonen, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade de Oulu, será publicado no britânico Journal of Epidemiology and Community Health.

Os resultados dão ênfase a descobertas anteriores, resultantes de estudos feitos na Suécia, no Japão e na Holanda, segundo os quais as crianças nascidas no outono ou no inverno do hemisfério norte são mais propensas a desenvolver eczema e respiração asmática e têm níveis de antígeno no sangue maiores que os de crianças nascidas na primavera ou no verão.


Fonte: Jornal do Brasil, 19/10/2010.



Vírus artificial pode ser usado para criar vacinas com menos
reações, diz cientista

A descoberta do vírus artificial poderá abrir caminho para vacinas mais inofensivas, que não precisarão utilizar partes de vírus vivos, reduzindo assim o perigo de reações adversas. A previsão é do cientista Eckard Wimmer, criador do vírus artificial. Em palestra, na última semana, para pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, ele disse que os vírus sintetizados também poderão ser usados para a terapia genética.

- Eu acredito que haverá uma revolução na criação de novas vacinas. Também na terapia genética os vírus poderão levar até as células determinadas proteínas que o paciente não consiga fabricar ou que sintetize de forma insuficiente.

Por outro lado, o cientista alerta que os avanços na tecnologia também podem possibilitar a criação de vírus modificados, que poderão ser usados tanto para a cura de doenças quanto para a criação de armas biológicas por terroristas.

- Um governo hostil, com dinheiro suficiente para comprar conhecimento, pode fazer isso [desenvolver arma biológicas]. É apenas uma questão de esperança, que isso não venha a acontecer. Não existe maneira de evitar que um grupo forte e perigoso faça como aconteceu anos atrás no Japão [quando terroristas espalharam gás sarin no metrô de Tóquio, em 1995, matando 12 pessoas e intoxicando 6 mil]. Os governos devem se preocupar em investigar e se infiltrar nesses grupos.

O cientista nasceu na Alemanha e atualemnte mora nos Estados Unidos, onde desenvolveu suas pesquisas.

Em 2002, ele anunciou o desenvolvimento do primeiro vírus artificial, por meio da manipulação do vírus da poliomielite. Na época, chegou a ser criticado por muitos setores, principalmente o religioso, com afirmações de que estaria "brincando de Deus", ao tentar criar a vida. Wimmer disse que isso o deixou muito irritado, mas que atualmente a tecnologia já está mais bem compreendida e as críticas praticamente desapareceram.

O cientista comentou ainda os surtos de superbactérias, que atingem hospitais no Brasil e em outros países.

- Essas bactérias foram criadas por nós mesmos. É nossa culpa que elas estejam se proliferando. Nós tomamos muitos antibióticos e isso criou resistência. O que elas estão fazendo [criando variações] é apenas se defendendo.


Fonte : Agência Brasil



Como se expôr ao sol sem prejudicar a saúde? Dermatologista dá dicas

Para aproveitar o melhor do sol, todos os anos chegam ao mercado muitos reforços ao arsenal contra os raios UVA e UVB. Os mais recentes incluem desde maquiagem até roupas que impedem os efeitos nocivos.

Usar esses produtos regularmente protege de envelhecimento precoce, queimaduras, manchas e, principalmente, câncer. A cada ano, 100 mil novos casos de câncer de pele surgem no Brasil, e 80% deles poderiam ser prevenidos com o uso regular de protetor solar.

É importante lembrar que, em certa dose, o sol faz bem. Expor-se de 10 a 15 minutos ao dia, com protetor, faz bem aos ossos e defende de problemas do coração. O sol ainda estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

A dermatologista Rafaela Bergman Correia, representante da Sociedade Brasileira de Dermatolo- gia, ajuda na melhor escolha do protetor solar e conta quais são as novidades do mercado. Confira:

Nanotecnologia: o que há de mais moderno em ciência e tecnologia já cabe em pequenos frascos. Algumas fórmulas contêm substâncias que protegem o núcleo da célula contra o câncer e o envelhecimento. Alguns filtros são ricos em substâncias antioxidantes que ajudam a reorganizar o colágeno, amenizando as linhas de expressão e a flacidez.

Roupas com protetor solar: substâncias químicas especiais no tecido impedem a ação do sol na pele coberta pela roupa. Há camisetas, chapéus com abas largas, saídas de praia, luvas e roupas de banho para adultos e crianças. A proteção não sai com as lavagens. A grande vantagem é que onde a roupa cobre não há necessidade de usar o protetor solar tópico.

Fotoprotetores orais: fórmulas em cápsulas que protegem as células contra os raios nocivos e retardam o envelhecimento. As principais substâncias são licopeno, betacaroteno, vitamina E, luteina, pycnogenol e polypodium leucotomos. Os fotoprotetores orais não substituem o uso do protetor solar convencional. São produtos que, dependendo da prescrição, podem ser usados diariamente (em peles especiais, com tendência a envelhecimento precoce e câncer de pele) ou em períodos de maior exposição solar. Conforme a dose, há risco de a pele ficar amarelada. Há outras substâncias, como silício orgânico, vitaminas E e C e derivados de algas, que podem ser usadas de maneira prolongada. O ideal é buscar orientação médica.

Sabonete com protetor: indicado para pessoas que lavam muito as mãos ou dirigem muito. Porém, o fator de proteção solar é baixo. O ideal ainda é usar protetores convencionais ou luvas com protetores solares na composição do tecido.

Cor: linha de protetores com cor, com aspecto de base em pó e compacta, o que permite uma pele maquiada, protegida e natural.

Hidratação: filtros solares incorporados a hidratantes facilitam o dia a dia, deixando a pele macia e protegida ao mesmo tempo.

Gel: para pessoas de pele oleosa, as versões de protetores em gel são uma ótima alternativa.

Só para homens: protetores solares especiais para o sexo masculino contêm produtos em forma de espuma enriquecidos com vitamina C, que, ao mesmo tempo protegem, clareiam a pele e melhoram linhas de expressão.

A cada ano, a indústria oferece mais produtos para aproveitar o sol sem colocar a saúde em risco. É possível se proteger com roupas, maquiagem e cápsulas:

- Torne o uso diário de protetor solar um hábito. O produto deve ser passado 30 minutos antes da exposição.
- Passe protetor nas partes expostas, use chapéu ou boné, óculos escuros de boa qualidade, camisa de manga longa de tecidos leves e calça.
- Evite expor-se ao sol de 10h a 16h.
- Em caso de suor excessivo ou exposição prolongada, reaplique o filtro a cada duas horas.

Corre mais riscos quem...

- Tem histórico familiar de câncer de pele.
- Tem pele e olhos claros e cabelos ruivos ou loiros.
- Trabalha frequentemente exposto ao sol sem proteção adequada.

Casos suspeitos:

- Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram.
- Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor.
- Feridas que não cicatrizam em quatro semanas.
- Mudança na textura da pele ou dor.

Compre certo:

- Pessoas de pele clara ou ruivas devem usar filtro solar com fator de proteção no mínimo 30.
- Pessoas de pele moreno-clara devem usar fatores entre 20 e 30.
- Negros precisam escolher fator 15.
- Crianças, independente do tom de pele, devem passar filtro 30.
- Pessoas muito claras, com histórico de câncer de pele na família ou que se expõem muito ao sol devem ter cuidados especiais e, de preferência, acompanhamento médico.

Bronze seguro:

- Quem tem a pele branca, ruiva ou com muitas pintas está proibido de se bronzear. A exposição solar prolongada pode resultar em queimaduras, manchas, rugas e até câncer.
- Autobronzeadores são a opção segura para pessoas de pele branca ou ruiva, que queimam, e não conseguem um bronze bonito no sol, porque têm pouca melanina, que é o que dá o tom do bronzeado. Ela é liberada pelo organismo como um mecanismo de defesa contra os raios.
- Pessoas de pele moreno-clara, mulata ou negra, além de usar protetor, devem seguir algumas recomendações: não ficar horas torrando ao sol nem se expor entre 10h e 16h, começar com exposição lenta e gradual (15 minutos de frente e 15 minutos pelo dorso), consumir alimentos ricos em betacaroteno e licopeno (mamão, cenoura, bergamota, laranja, abóbora e tomate), caprichar nos cremes hidratantes e fazer esfoliação facial e corporal uma vez por semana.

Quanto protetor usar:

- Uma pessoa com 70 quilos e estatura mediana deve passar:
- 1 colher (chá) para rosto e pescoço
- 1 colher (sopa) para cada membro
- 1 colher (sopa) para tronco (frente e costas)
- 1 colher (sopa) para braços e pernas
- Não esqueça de passar nas orelhas, em cima dos pés e atrás dos joelhos.
- No total, uma pessoa deve usar 20ml de protetor solar por vez.

Dicas para esportistas:

- Use sempre protetor solar de fator alto, com resistência a água e suor e que não arda os olhos.
- Reaplique o protetor após suar, se molhar ou a cada duas horas.
- Use roupas especiais, com proteção solar, chapéus ou bonés com abas largas.


Fonte : Sociedade Brasileira de Dermatologia, 14/10/2010.



Pessoas com psoríase sofrem com preconceito

Pesquisa mostra que, dos 602 entrevistados, 83% não namorariam portadores da doença de pele, não contagiosa

Pesquisa inédita feita em oito capitais revela o quanto a psoríase, uma doença que atinge 3% da população, ainda é cercada pelo medo e desconhecimento. Pessoas entrevistadas não hesitam em afirmar que evitariam contratar, frequentar a mesma piscina e até mesmo serem vistas na companhia de alguém com a doença.

"Mais do que dificuldades para tratamento, pacientes se queixam de segregação", conta a chefe do serviço de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Lúcia Arruda.

Feita pelo Ibope a pedido do laboratório Janssen-Cilag, a pesquisa apresentou aos entrevistados fotos de pacientes tanto com a forma leve quanto com a grave da psoríase. As reações eram de pena, tristeza e nojo, mesmo diante das imagens da doença no estágio mais ameno.

O desejo de ficar longe de pacientes com a doença ficou evidente, principalmente entre homens. Das 602 pessoas entrevistadas, 83% disseram que não namorariam ou não manteriam relações sexuais com portadores de psoríase e 67% não levariam os filhos em pediatras com a doença. Outros 63% disseram que não contratariam um portador de psoríase para um cargo de gerência. Os porcentuais foram encontrados quando entrevistados estavam diante de fotos da forma mais leve da doença. Em fotos de pacientes com estágio mais adiantado, a resistência encontrada foi maior.

Confundida no passado com hanseníase, a psoríase está longe de ser contagiosa. As manchas vermelhas, que muitas vezes descamam, encontradas em várias partes do corpo são provocadas por processo inflamatório. "Vários fatores podem desencadear o problema: características hereditárias, reações a medicamentos, doenças respiratórias e até traumas emocionais", diz Lúcia.

Quando o processo é disparado, células do sistema imunológico, as células T, passam a se replicar e a se diferenciar, levando a uma produção exagerada de citocinas, substâncias ligadas ao processo inflamatório.

"Mesmo passado o estímulo, o organismo acaba guardando a memória dessa reação exagerada. Uma nova crise poderá vir, tão logo o paciente seja exposto a um fator desencadeante", afirma a professora.

O preconceito acaba se tornando mais um inimigo para essas pessoas. "Cria-se um círculo vicioso: o paciente que está num período de crise da doença nota a repulsa, o que aumenta o estresse e a dificuldade de o processo inflamatório ser debelado."

Lúcia está convicta de que, para melhorar o problema, são necessárias campanhas de esclarecimento. "As pessoas têm de ter em mente que a doença é controlável, que é preciso acolher o paciente. Quanto mais bem aceito ele se sentir, melhores as chances de uma crise não retornar."

Ela cita o caso de um cobrador de ônibus que muitas vezes apresenta a doença nas mãos. "As pessoas se recusam a receber o bilhete que ele entrega. Imagine o estresse diário."

Algumas vezes, o funcionário pede para ser afastado. "Ele não tem incapacidade física, mas o sofrimento causado pela repulsa das pessoas é tão grande que ele prefere ficar longe do trabalho por um período. Quando a crise melhora, ele mesmo pede para voltar ao trabalho."

O tratamento da psoríase é feito com uma série de medicamentos e técnicas, que variam de acordo com a resposta do paciente. "Muitas vezes fototerapia traz um bom resultado; outras vezes, pomadas. Em casos mais avançados é preciso usar remédios que atuam no sistema imunológico. Os mais modernos são os biológicos. Mas todos têm de ser usado com bastante critério", completa Lúcia.


Fonte: Estadão, 17/10/2010.



Brasil registra 1.340 surtos de catapora neste ano

Apesar de ainda não ser considerada uma situação de alerta pelo Ministério da Saúde, os surtos de catapora começam a ser registrados em todo o país, e até agosto deste ano, 1.340 surtos de catapora foram confirmados no país. Minas Gerais e São Paulo são Estados que apresentam altos índices da doença.

Nas cidades mineiras já foram registrados 19.827 casos este ano. Além disso, a Secretaria de Saúde do Estado informou que, até esta segunda-feira, 14 mortes haviam sido confirmadas e os casos aumentaram 170% em apenas cinco dias.

Já em São Paulo, a Secretaria de Saúde do Estado afirma que a situação epidemiológica da catapora está "absolutamente controlada" e foram 10.018 casos registrados até 14 de setembro deste ano. O órgão informou ainda que o número está abaixo da média anual de ocorrência da doença dos últimos cinco anos, de 17,3 mil. Entretanto, o período de contágio ainda não terminou.

Também conhecida como varicela, a catapora é uma doença que se enquadra nas doenças respiratórias e é altamente contagiosa, segundo explica o ministério. A transmissão ocorre pessoa a pessoa, através de contato direto ou pelo ar e, raramente, pelo contato com lesões de pele. Indiretamente é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados.

De acordo com o infectologista Paulo Ozlon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina Clínica da Unifesp, a catapora é considerada uma doença de pouca gravidade quando acomete crianças bem nutridas e com alta resistência. Entretanto, a varicela pode ser mais nociva para adultos.

"Existe uma diferença porque pessoas que moram em lugares isolados, como cidades do interior de Minas Gerais, regiões do Norte e do Nordeste, que nunca tiveram contato com a doença e vêm para os grandes centros, acabam contraindo a doença na vida adulta, quando esta assume uma gravidade maior, pois pode atingir os pulmões, encharcando-os de líquido e causando dificuldades para respirar", diz o médico.

Os primeiros sintomas da catapora são febre alta e manchas vermelhas na pele. Entretanto, se não for cuidada de forma correta, pode evoluir para outras infecções. O tratamento, em geral, é simples, mas recomenda-se procurar um médico.

A vacina contra a catapora não faz parte do calendário de imunização de rotina do SUS (Sistema Único de Saúde), definido pelo Ministério da Saúde e uma dose do medicamento pode chegar a R$ 100,00 em clínicas particulares. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o Estado é o único que distribui a vacina gratuitamente, porém, as doses são distribuídas apenas em escolas e creches.

Porém, neste ano, as doses ainda não estão disponíveis no Estado. De acordo com a Secretaria, foram encomendadas 200 mil doses, mas "o laboratório produtor, entretanto, não tem disponível novas doses para entrega neste momento", disse o órgão por meio de nota. "A pasta tem informações, inclusive, de desabastecimento em clínicas privadas, uma vez que não há disponibilidade da vacina no mercado internacional", completa.

Por isso, alguns cuidados são recomendados para evitar surtos da doença. De acordo com a Secretaria, a orientação para crianças que tiverem a doença é lavar bem as mãos com bastante água e sabonete bacteriano, que ajuda a evitar infecções secundárias, e de ingerir líquidos de forma abundante.

Fazer repouso e nunca arrancar as crostas que se formam no corpo também fazem parte dos cuidados. Além disso, os pais e responsáveis de crianças infectadas também devem redobrar os cuidados com a higiene.

A vacina contra a catapora também é aplicada gratuitamente nos Cries (Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais), para grupos de risco pré-definidos como bebês prematuros e pessoas imunodeprimidas, entre outras. A relação dos Cries está disponível no site do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de São Paulo, por meio do link Imunização.


Fonte: eBand, 11/10/2010.



Vacinas contra catapora em falta

Aumentam casos da doença, que é altamente contagiosa

Rio - Bolinhas vermelhas na pele, cabeça e tronco, febre e muita coceira. Quem apresentar estes sintomas pode estar com catapora. Causada pelo vírus varicela, a doença já causou 1.340 surtos em todo País até agosto, segundo o Ministério da Saúde. A ocorrência é maior em outubro. Não à toa, a vacina contra a catapora - que não é oferecida pela rede pública - está em falta nas clínicas particulares.

Até agora, São Paulo e Minas Gerais são os estados com maior número de casos registrados (11 mil e 20 mil, respectivamente). O Rio sequer conhece os números: as secretarias estadual e municipal de Saúde afirmam não ter dados sobre a incidência da doença, pelo fato de ela não ser de 'notificação obrigatória'.

"A catapora é muito contagiosa, só está imunizado quem tomou duas doses da vacina", explica a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Balallai.

Em adultos, principalmente gestantes, a doença é ainda mais grave. O perigo está na ocorrência de infecções secundárias, como pneumonia e meningite. "A chance de contágio em quem nunca teve é de 60%. Mas quem já teve não precisa se preocupar: não pega nunca mais", diz.

Antes de se manifestar, o vírus fica incubado de 14 a 20 dias. A doença começa a ser transmitida 2 dias antes das lesões aparecerem: pelo ar, contato com lesões e objetos contaminados. O tratamento demora até 10 dias. "O doente não pode se coçar, tem que cortar bem as unhas, e evitar contato com pessoas, além de procurar médico", orienta.


IMUNIZAÇÃO

VACINAS ESPECIAIS
A vacina contra a catapora é aplicada gratuitamente nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, apenas em grupos de risco: prematuros, imunodeprimidas e gestantes. Saiba mais acessando o site www.sbinfecto.org.br.

REDE PRIVADA
A vacina contra a varicela, que custa R$ 70, está em falta. Mas há outra que também imuniza contra a doença. É a tetraviral, para crianças até 12 anos, que protege contra sarampo, caxumba, rubeola e catapora. Ela custa mais caro: R$130.


Fonte: O Dia Online, 08/10/2010.



País se arma contra invasão "estrangeira" de sarampo

16/10/2010 16:36:00

O Brasil foi o primeiro país das Américas a apresentar relatório sobre a eliminação do sarampo à Organização Panamericana de Saúde (Opas), mas depende do esforço de outros países para se livrar definitivamente da doença. O documento será avaliado por especialistas internacionais e o resultado deve ser divulgado em 2012, em análise geral sobre o continente americano. Há dez anos o vírus não circula pelo país, sendo que os casos recentes - Paraíba, Pará e Rio Grande do Sul - são todos de origem estrangeira. O país luta pela eliminação da doença desde a década de 1960, quando foi descoberta a vacina de imunização. O próximo passo é conseguir os mesmos resultados também para a rubéola e a síndrome da rubéola congênita (SRC).

O sarampo é uma doença que acomete homens e mulheres, independentemente da idade, desde que não vacinados. Apesar de o vírus circular em todos os continentes do globo, o último caso com origem no Brasil foi registrado em novembro de 2000 em Mato Grosso do Sul. Entre 2001 e 2009, todos os 67 casos confirmados da doença foram "importados" de outros países.

O sarampo, a rubéola e a SRC têm o homem como único hospedeiro e vacina eficaz e duradoura na proteção. Essas características possibilitam que, com controle epidemiológico efetivo, esses males sejam eliminados. De acordo com a responsável pelo laboratório de vírus respiratórios e sarampo da Fundação Oswaldo Cruz, Marilda Siqueira, o vírus do sarampo deixou de circular no país devido a uma rede de comprometimento que envolveu a população, os servidores públicos da área da saúde e os governantes. "Com vontade política em assumir um programa de eliminação, funcionários trabalhando de forma homogênea e constante na execução dos projetos e a população reconhecendo a importância da vacinação, foi possível alcançar esse resultado", elogia. Para a especialista, a campanha de vacinação de 2008 foi o marco principal do combate à doença. "A população aceitou muito bem a campanha, acreditou no projeto e respondeu positivamente a ele", diz.

Coordenador- geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, também reconhece o papel da população no processo: "Como ocorre tradicionalmente no Brasil, houve uma grande adesão das pessoas durante as campanhas de vacinação. Esse envolvimento ajuda também na divulgação de informações sobre a doença".

Desde 1992, as secretarias de vigilância epidemiológicas foram orientadas a notificar e investigar todos os casos de sarampo no país. A partir daí foi possível elaborar estratégias de vacinação e controle da doença. Dois anos depois, todos os incidentes passaram a ser tratados como surto, e a sofrer ações de bloqueio viral para evitar a propagação da doença. (Leia mais no quadro ao lado).

Hoje, no estado da Paraíba, há 38 pessoas com diagnóstico confirmado para o vírus do sarampo. Todos foram investigados pelo laboratório de referência para sarampo da Fiocruz do Rio de Janeiro e o vírus identificado tem sequenciamento genético similar ao que circula na África do Sul. De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não há transmissão sustentada do vírus.

Representante da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Brendan Flannery explica que outros países, como Estados Unidos, Canadá e Costa Rica, também conseguiram eliminar o vírus nativo, mas ainda não entregaram os relatórios à organização. "Como o Brasil foi o primeiro a apresentar o documento, esperamos que sirva de exemplo para os outros países", conta. Ele adianta que, para conseguir a certificação, serão avaliadas as ações da vigilância epidemiológica para responder aos surtos da doença, as coberturas vacinais, e as estratégias para manutenção do quadro.

Diferentemente do caso da erradicação da poliomielite, em que os países receberam certificações individuais de eliminação da doença, no caso do sarampo, o certificado de erradicação será unificado para as Américas. A Opas espera que até 2012 todos os países estejam preparados para apresentar o documento e serem avaliados. Flannery diz ainda que países mais pobres, como o Haiti, que passou por um estado de calamidade pública por conta do terremoto, terão mais dificuldade em cumprir essa meta.

Como se trata de uma doença de fácil transmissão, mesmo depois de conseguir o documento, o coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, afirma que o planejamento de vacinas no país não vai ser modificado. "Até que ocorra a eliminação global da doença, não está prevista nenhuma alteração no nosso calendário de vacinação", esclarece. Infectologista e pediatra do Hospital Regional da Asa Sul, Bruno Vaz, explica que a vacina é a principal garantia para que o vírus não volte a circular no país. "Deve-se evitar as falhas de cobertura, já que um pequeno grupo vulnerável pode comprometer a população", diz.


Fonte : Fiocruz



Morte por catapora é até 40 vezes maior em adultos

16/10/2010 16:21:00

Os atuais surtos e mortes em decorrência da catapora mostraram que a doença não é tão inofensiva quanto parece. No Estado de São Paulo, 15 crianças diagnosticadas com a moléstia morreram neste ano, enquanto outras 14 pessoas morreram em Minas Gerais, representando quase o dobro de casos de um ano para o outro em cada Estado.

Dados da OMS mostram que a morte por catapora em adultos saudáveis é de 30 a 40 vezes maior do que entre crianças de cinco a nove anos, faixa de idade comum da doença.

A catapora, também conhecida como varicela, é uma doença infectocontagiosa provocada pelo vírus VVZ (vírus varicela zóster), da família dos chamados herpesvírus. É altamente contagiosa por ser transmitida por secreções respiratórias e pela pele do doente.

- Mais de 90% das crianças têm a doença sem qualquer problema, mas uma porcentagem que varia de 8 a 10% pode ter complicações. Isso acontece porque, no momento que elas adquirem a doença, estão em uma situação de desvantagem de saúde, seja saindo de outra doença, quando estão com a imunidade comprometida, quando são recém-nascidas, ou se pertencem às faixas etárias cuja doença pode ser naturalmente mais grave.

- Estão na faixa "de risco" pessoas que têm problemas de imunidade, a exemplo de quem faz tratamento contra câncer ou Aids, adolescentes e adultos que não tiveram a doença na infância, explica o infectologista César Carranza, do Ministério da Saúde.

- O vírus da catapora, que é o mesmo do herpes, pode se espalhar para outras partes do corpo. Se a pessoa não tiver uma boa defesa [imunidade], o vírus chega a órgãos vitais como pulmão, sistema digestivo e cérebro, podendo comprometê-los e levar à morte.

- De maneira geral, adolescentes e adultos que contraem a doença têm quadros com mais sintomas, ou seja, apresentam mais lesões (feridas) e febre mais duradoura. Isso porque o sistema imunológico (responsável pelo combate a infecções), que é mais rigoroso do que o de uma criança, reage de maneira mais agressiva ao vírus.

Portanto, para, de fato, evitar a infecção, os médicos sugerem recorrer à vacinação. Não disponível para todos na rede pública de saúde, a vacina contra a catapora pode ser adquirida em clínicas privadas ou nos CRIEs (Centros de Referências para Imunobiológicos Especiais), que tratam portadores de deficiências imunológicas, onde também as doses estão disponíveis de graça somente para pacientes.


Fonte : Correio Braziliense



Portador de DST's tem oito vezes mais chance de contrair HIV, diz especialista

16/10/2010 16:25:00

Palestrando sobre DST's e Antiretrovirais para médicos e acadêmicos de medicina de Rondônia se reuiniram em mais um módulo do Curso de Educação Médica Continuada, do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), o infectologista amazonense Nelson Barbosa fez um alerta sobre os riscos das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) e recomendou o diagnóstico e o tratamento precoce como forma de evitar que as doenças atinjam uma parcela maior da população.

Segundo Barbosa, o portador de uma DST tem oito vezes mais chance de ser infectado pelo vírus HIV (AIDS). "A palestra foi pensada de forma que alerte para o risco eminente das DST's em relação a AIDS. Se o médico trabalha com o diagnóstico e com o tratamento precoce da DST, há uma grande chance de se evitar que as doenças atinjam um número maior da população, evitando ainda que o doente possa ser um veículo de infecção do HIV", explica.

Sobre a palestra, que foi direcionada principalmente a clínicos gerais, Barbosa diz que procurou trabalhar pouco as questões teóricas, mostrando mais casos práticos, "do dia-a-dia, do ambulatório, do pronto socorro e do consultório médico". A estratégia, segundo ele, é para que os participantes possam aplicar o raciocínio diagnóstico. "Muitas vezes, pelo raciocínio diagnóstico e pela história clínica do paciente, você consegue chegar mais perto do diagnóstico em vez de aplicar tratamentos que podem até mascarar o sintoma da doença, prejudicando mais ainda esse portador de DST".

Aos médicos, o infectologista chamou a atenção para a questão da infecção hospitalar. "No Amazonas tem três profissionais da saúde que se infectaram num acidente ocupacional com pacientes portadores do vírus HIV". Se ocorrer esse tipo de infecção, Barbosa aconselha que, no período de até uma hora, o médico deve procurar o serviço da coordenação estadual de DST e AIDS ou, no hospital onde ele trabalha, a comissão de infecção hospitalar, para orientação sobre o que deve ser feito.

"Recomendamos as situações em que deve ser realizada a sorologia no paciente fonte, que ocasionou o acidente, porque, muitas vezes, esse paciente não tem como autorizar o teste. A medida é proibida, mas o MS (Ministério da Saúde) faculta ao médico realizar o teste nesses casos, porque é uma questão de saúde pública, ou seja, eu tenho que aplicar o antiretroviral no profissional de saúde em até uma hora após o acidente. E quando um parente do paciente chegar o médico deve explicar que foi uma situação de emergência, para que fique tudo esclarecido. Esses cuidados são pautados na ética médica".

Segundo Barbosa, a sorologia compulsória é uma questão polêmica, "não é permitida em lugar nenhum". "O MS só autoriza quando é caso de saúde pública e o paciente não pode responder (quando, por exemplo, está entubado, sedado ou no CTI. O acidente ocupacional é um desses casos de risco à saúde pública. Mas o paciente ou parente deve ser avisado sobre o procedimento logo que possível". De acordo com o infectologista, o MS, várias vezes, entrou na Justiça para evitar que as Forças Armadas peçam a sorologia compulsória dos recrutas. "Então é proibida".

Nelson Barbosa atua em vários centros de saúde, inclusive na Fundação de Medicina Tropical de Manaus, e é professor preceptor no hospital 28 de Agosto.

Sobre a prevenção das DST's e da AIDS, Barbosa diz que só o uso correto da camisinha pode prevenir essas doenças.


Fonte : Revista Fator



Alergias aumentam na primavera por causa do pólen. Saiba como se proteger

Com a chegada da primavera, que começou oficialmente no dia 23 de setembro, aumentam os casos de alergias causadas pelo pólen das plantas. Nesta época do ano, fica mais comum as pessoas sofrerem crises de asma, rinite alérgica, conjuntivite, entre outros problemas. A saúde pode ser ainda mais afetada por causa do tempo seco e da variação de temperatura.

A primavera é um período de intensa florescência das árvores e polinização das plantas. Durante esse processo, os grãos de pólen, que são estruturas masculinas de reprodução, são levados até as partes femininas das flores por diversos meios. Alguns deles são o vento e os insetos.

Com isso, aumenta a quantidade desses grãos no ar. O pólen, assim, se torna um incômodo a mais para aqueles que já sofrem de alergias a outros elementos, como ácaros e fungos. Essas alergias são conhecidas como sazonais ou primaveris e costumam atingir mais os adolescentes e jovens adultos do que as crianças.

O pólen causa problemas respiratórios quando penetra nas vias nasais, provocando crises de asma e rinite alérgica, espirros em sucessão, coriza e congestão nasal. Algumas pessoas podem ter falta de ar e chiado no peito. Outro problema bastante comum provocado por esses grãos é a conjuntivite alérgica, que provoca coceira e vermelhidão nos olhos.

No entanto, a alergia ao pólen é mais comum em regiões com as estações do ano bem definidas. Esse é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, além de alguns da Europa. No Brasil, os maiores índices dessas alergias estão nos Estados da região Sul.

Outro grupo de risco são os que já sofrem de rinite alérgica.

O médico Nélson Augusto Rosário Filho, diretor científico da associação, diz que o pólen se encontra disperso no ar, especialmente nos dias ensolarados e com vento.

- Nessas ocasiões, o que pode ajudar é fechar as janelas e uso de ar condicionado para filtrar o ar. Automóveis que têm ar condicionado devem ter o filtro trocado anualmente.

Os especialistas recomendam também uma boa limpeza da casa, em especial do quarto, onde as pessoas passam a maior parte do tempo. Além disso, é preciso fazer os testes para identificar o tipo de alergia que a pessoa sofre. O método mais usado é o teste cutâneo, no qual os extratos dos alérgenos suspeitos são colocados na pele do paciente para que o médico observe a reação desenvolvida no local. O segundo método são os exames laboratoriais realizados com o soro do paciente.

A alergia da primavera não é um problema exclusivo de regiões com intensa vegetação. Segundo o médico Ricardo Zollner, especialista em Alergia e Imunologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os ventos fortes fazem com que as regiões urbanas também fiquem expostas ao pólen.

Zollner conta ainda que jardins e plantas ornamentais criadas em casa, além de árvores com floradas exuberantes, chamaram a atenção de especialistas brasileiros por também serem uma fonte dessas alergias, principalmente para os "pacientes com doença alérgica hereditária definida".

Fonte: Portal R7, 29/09/2010.



Proposta obriga SUS a vacinar contra catapora

Doença frequente no final do inverno e no início da primavera, a catapora - cuja denominação científica é varicela - pode ser prevenida com vacina já disponível em clínicas particulares. Projeto pronto para ser votado pelo Plenário do Senado (PLC 5/09) inclui essa vacina no calendário básico de vacinação da criança, da rede pública, e determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça os meios necessários para que ela seja distribuída gratuitamente.

O projeto acrescenta ao calendário oficial também as vacinas contra hepatite A, meningocócica conjugada C, pneumocócica conjugada 7-valente e pneumococo. O Ministério da Saúde informa que foram incorporadas neste ano, no calendário da rede pública, as vacinas pneumocócica e a meningogócica tipo C.

Embora o calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) já recomende a vacina contra varicela, ela ainda não é oferecida pelo SUS. A organização recomenda a vacina com um ano de idade e uma segunda dose entre os quatro e seis anos de vida.

- Na comunidade médica, não há dúvida de que a vacina é fundamental. Não se discute se ela é importante. O Ministério da Saúde não a adota provavelmente por causa dos custos - afirma a pediatra Inez Cavechia.

De acordo com ela, a eficácia da vacina é de cerca de 95%. Os efeitos colaterais e a taxa de contágio após a vacinação são pequenos. Ela lembra ainda que, embora seja considerada doença benigna, em razão do baixo índice de mortalidade registrado, a catapora pode apresentar complicações terríveis que podem levar à morte. Os efeitos da doença, segundo a pediatra, são mais graves em menores de um ano, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

O Ministério da Saúde informa que a vacinação contra a catapora é realizada pelo SUS apenas para as populações indígenas, tendo em vista a alta letalidade observada nesses povos.

A vacina pode ser aplicada também a pacientes imunocomprometidos (aqueles com leucemia linfocítica aguda e tumores sólidos em remissão); candidatos a transplante de órgãos (fígado, rim, coração, pulmão e outros órgãos sólidos), pelo menos três semanas antes da cirurgia; profissionais de saúde que atuem no ambiente hospitalar; e HIV positivos.

A inclusão de novas vacinas na rede pública é definida, segundo o Ministério da Saúde, por um comitê técnico formado por especialistas em saúde pública do próprio órgão, sociedades médicas e universidades.

Fonte: Folha de S. Paulo, 02/10/2010.



Novas vacinas nos postos

Imunizantes contra meningite C e pneumonia estão disponíveis para crianças em todo o Rio

Rio - a partir de hoje, crianças menores de dois anos poderão receber as vacinas contra meningite C e pneumonia gratuitamente em postos de saúde dos 92 municípios fluminenses. As vacinas foram incluídas no calendário básico de vacinação pelo Ministério da Saúde.

A vacina Pneumocócica 10-valente é feita em quatro etapas: no 3º, no 5º e no 7º mês de vida do bebê, mais um reforço no 12º mês da criança. Já a vacina conjugada contra meningococo C terá três doses: no 3º e no 5º mês de vida e a terceira no 15º mês de vida.

Com as vacinas, além de se prevenirem das duas doenças, as crianças estarão imunizadas contra mais de dez tipos de problemas, entre eles septicemia, artrite, sinusite e otite média aguda.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, as vacinas não causam reações adversas graves. Além disso, o órgão ressaltou que não se trata de uma campanha, mas sim vacinação de rotina para todas as crianças - como já acontece com outros imunizantes. Por isso, não é preciso nenhuma corrida aos postos de saúde: os novos imunizantes estarão disponíveis durante todo o ano e não apenas em épocas de surgimento de surtos, como as vezes acontece.


BACTÉRIA MATA

De acordo com o Ministério da Saúde, o pneumococo é a segunda maior causa de meningites bacterianas no Brasil. A bactéria causa por ano, em média, cerca de 1,25 mil casos de meningite pneumocócica, além de 370 óbitos no País. O pneumococo também é o principal agente causador de pneumonias em todas as faixas etárias.


Fonte: O Dia Online, 04/10/2010.



Brasil pede certificado de país livre do sarampo

Brasília - O Brasil entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) relatório para poder receber o certificado de país livre do sarampo, embora três estados tenham registrado a doença neste ano. O documento foi entregue pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao Conselho Diretor da Opas na semana passada, em Washington, nos Estados Unidos.

O Brasil é o primeiro país das Américas a pedir o certificado de eliminação do sarampo. Na última década, o número de casos no Continente Americano caiu 99%, passando de 135,9 mil, em 1998, para 11 casos, em 2009.

De acordo com o ministério, o Brasil não registra transmissão de sarampo desde 2000. A última vez foi em Mato Grosso do Sul. De 2001 a 2009, foram 67 casos confirmados. Em todos, os pacientes contraíram a doença em outros países ou em contato com infectados, os chamados casos importados.

Neste ano, foram confirmados casos da doença em três estados: Rio Grande do Sul, Paraíba e Belém. Sobre isso, a Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde explica que estão relacionados a casos registrados na África do Sul e na Europa. Segundo o governo, tais confirmações não tiram a condição de o país ser considerado livre do sarampo.

No relatório, o governo brasileiro informa que conseguiu vacinar 95% dos grupos prioritários contra a doença. Na década de 1970, 5% dos infectados morriam. A partir da década de 1990, o país passou a fazer a vacinação em larga escala, com o uso da vacina tríplice viral para crianças de um ano. A vacina é recomendada para a população até 49 anos.


Fonte: O Dia Online, 28/09/2010.



 
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