Todos sabem que a asma é uma doença que faz com que seu portador sofra com falta de ar, tosse e chiado, e que por isso ela compromete muito sua qualidade de vida.
A asma é uma doença crônica, ou seja, para a qual ainda não existe cura, mas que pode ser controlada. O portador de asma precisa receber tratamento adequado, pois assim as crises tornam-se cada vez menos frequentes, podendo mesmo desaparecer por um bom tempo, o que reduz o impacto da doença sobre suas atividades rotineiras.
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Entendendo a asma
A asma é uma doença inflamatória das vias aéreas, que se desenvolve em pessoas susceptíveis, ou seja, que têm uma predisposição genética que, somada a fatores ambientais, determinam a presença da doença. O portador de asma não apresenta seus sintomas o tempo todo. As crises significam que houve uma piora da inflamação crônica, que torna as vias aéreas sensíveis a estímulos que desencadeiam as crises. A presença destes estímulos, que também chamamos de desencadeadores, causa o inchaço, a presença de muco e o estreitamento das vias aéreas, que dificultam a passagem de ar, daí decorrem os sintomas da asma nos momentos de crise.
As principais causas da asma estão associadas à poluição do ar, poeira doméstica, ácaros, mofo, pêlos de animais, alimentos e medicamentos. A exposição à fumaça do cigarro, as mudanças de temperatura, além de gripe, resfriado, uso de certos medicamentos e até mesmo o estresse, podem desencadear uma crise de asma. Estima-se que a alergia seja responsável por cerca de 50% do total de casos de asma.
Os pulmões dos asmáticos são mais sensíveis e, por isso, produzem reação a qualquer substância irritante (ou alérgeno) presente no ambiente. Cerca de 80% a 90% das pessoas com asma também sofrem de rinite alérgica. Alguns fatores ambientais também podem causar crises de alergia respiratória.
Mas os mecanismos que causam a asma são complexos, e não podem ser associados exclusivamente à alergia: nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados somente pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.
Antigamente, a asma era chamada de bronquite, bronquite alérgica ou bronquite asmática. O nome asma estava vinculado aos casos mais graves. A bronquite é, na verdade, a inflamação dos brônquios e diferente da asma pode ter sua causa bem definida, por exemplo, uma infecção por bactérias ou vírus.
A asma, de acordo com a presença dos sintomas (frequência e intensidade), pode ser classificada como intermitente ou persistente (leve, moderada ou grave).
Asma Intermitente
O paciente apresenta sintomas menos de uma vez por semana e sofre com crises leves, de curta duração. Esporadicamente manifesta sintomas noturnos (não mais do que duas vezes ao mês).
Asma Persistente Leve e Moderada
Os portadores de asma persistente leve ou moderada manifestam sintomas com maior frequência (diariamente, nos casos de asma persistente moderada) e podem ter suas atividades diárias comprometidas por eles.
Asma Persistente Grave
Em sua forma mais intensa, a asma se manifesta por meio de sintomas diários, crises frequentes (diurnas e noturnas), tornando-se incapacitante e implicando em risco de vida.
Sintomas
· Cansaço físico;
· Falta de ar;
· Respiração mais rápida do que o normal;
· Sensação de aperto ou dor no peito;
· Sibilância (chiado no peito);
· Tosse seca persistente - principalmente à noite.
Nem todas as pessoas que apresentam alguns dos sintomas acima têm asma, e os mesmos podem variar. É indispensável procurar um médico quando houver suspeita da doença, para um diagnóstico exato.
Vivendo com asma
A asma que se manifesta na infância pode persistir por toda a vida. Na vida adulta suas manifestações podem ser mais leves, ou com o passar do tempo, tornarem-se mais intensas. A asma ainda pode manifestar-se apenas na vida adulta, mas não são conhecidos ainda os fatores que determinam sua evolução, existindo um fator genético determinante.
Os sintomas da asma variam de pessoa para pessoa e também durante a vida. Deve-se prestar atenção nas dificuldades para respirar que podem se manifestar como cansaço excessivo no dia-a-dia, sensação de aperto no peito e falta de ar, seguidos de chiado e tosse, falta de fôlego para atividades simples como subir uma escada ou uma corrida rápida ao atravessar a rua.
No caso das crianças, uma dica para os pais é observar se os filhos preferem ficar de fora das brincadeiras que exijam muito esforço por sentirem cansaço e falta de ar, o que pode ser um indício de sintomas da doença.
Em idosos, esses sintomas podem ser confundidos com problemas cardíacos.
O fator fundamental para diminuir a frequência das crises e manter a asma sob controle é a conscientização do paciente e de pessoas próximas a ele, já que todos precisam ser capazes de lidar com a doença.
A maior dificuldade no tratamento é exatamente a adesão, já que muitas pessoas rejeitam a idéia do uso de medicações, em função de mitos como "remédios para asma viciam, ou podem causar problemas no coração". Conheça agora a verdade sobre alguns desses mitos. A informação é arma muito importante no controle da asma:
· O uso de corticóides inalatórios engorda. MITO.
Eles oferecem muito mais benefícios do que riscos: promovem o controle da asma, a redução das crises, a melhor qualidade de vida do paciente e a sua absorção é mínima.
· Bombinhas podem viciar, ou mesmo levar à morte. MITO.
As bombinhas são apenas a forma como os medicamentos estão disponíveis. Dentro de uma bombinha podemos encontrar os corticóides, broncodilatadores ou a combinação deles.
· Broncodilatadores fazem mal à saúde. MITO.
O que faz mal é a asma sem controle, pois está sujeita a ocorrência de crises violentas, durante as quais o paciente busca melhora por meio do uso de bronco-dilatadores em excesso.
· Esforços físicos pioram a asma. MITO.
A asma sem controle não permite os esforços, mas se bem controlada, não existe atividade física que não possa ser realizada.