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Tuberculose
Vinte e quatro de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Nesta data há uma grande mobilização em prol da conscientização da população sobre a doença na maioria dos países. Apesar de ser alvo de políticas públicas de controle, a tuberculose ainda atinge milhares de pessoas todos os anos.
Em março do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório com o ranking dos 22 países com maior número de casos. De acordo com o documento, o Brasil tinha passado da 16ª posição para 18ª.
Segundo o Portal de Notícias da Globo (G1), foram registrados no país 72 mil novos casos de tuberculose em 2007. Desse total, 4,5 mil pessoas morreram por causa da doença. No período, o coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Dráurio Barreira, afirmou que a meta do MS era sair rapidamente da lista dos 22 países do mundo com maior número de casos. Para tal, várias ações seriam desenvolvidas como forma de controle.
Veja aqui informações do MS sobre a situação da doença no Brasil
No Brasil e em outros 21 países em desenvolvimento, a tuberculose é um importante problema de saúde pública. Nesses países encontram-se 80% dos casos mundiais da doença. Segundo estimativas da OMS, cerca de um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, com o risco de desenvolver a enfermidade.
Todos os anos são estimados por volta de 8 milhões de novos casos e cerca de 2 milhões de mortes. Pessoas idosas, minorias étnicas e imigrantes estrangeiros são os mais atingidos nos países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, o predomínio é da população economicamente ativa (de 15 a 54 anos), pessoas privadas de liberdade (detentos), em situação de rua (moradores de rua), as pessoas mais pobres, as menos escolarizadas. Os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres.
Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas estejam infectadas pelo bacilo da tuberculose no Brasil. Anualmente são notificados aproximadamente 80 mil casos novos e 4,5 mil (cinco mil) mortes em decorrência da doença. Com o surgimento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS), em 1981, observa-se, tanto em países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, um crescente número de casos notificados de tuberculose em pessoas infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A associação dessas duas enfermidades constitui um sério problema de saúde pública, levando ao aumento da morbidade e da mortalidade pela tuberculose em muitos países.
Há mais de uma década caem as taxas de incidência e mortalidade por tuberculose. Nos últimos sete anos, a tuberculose apresentou uma queda de 24,4% na taxa de incidência e 31% na taxa de mortalidade. A tendência de queda em ambos os indicadores vem se acelerando ano após ano em um esforço nacional, coordenado pelo próprio ministro, que pode determinar o efetivo controle da tuberculose num futuro próximo, quando a doença poderá deixar de ser um problema para a saúde pública. O orçamento nacional para o controle da doença aumentou quase dez vezes (9,3) de 2002 a 2008.
Em Estados como o Amazonas e o Rio de Janeiro, a incidência quase dobra em relação à média nacional. Algumas áreas, como a comunidade da Rocinha no Rio de Janeiro ou a região do Murialto em Porto Alegre, apresentam taxas acima dos 500 casos por 100.000 habitantes, mais de 12 vezes a média nacional.
O Brasil é signatário da Declaração do Milênio, que foi aprovada pelos países membros da ONU em setembro de 2000 e que estabeleceu um compromisso com a sustentabilidade do planeta. No seu sexto objetivo, todos se comprometem a combater a tuberculose, o HIV/aids, a malária e outras doenças. Uma das metas é reduzir à metade, em relação ao ano de 1990, a incidência e a mortalidade por tuberculose até 2015 (o Brasil certamente atingirá sua meta antes do período determinado). Como meta de longo prazo, eliminar a tuberculose como problema de saúde pública até o ano 2050.
Desde 2007 está em execução no Brasil, um projeto de controle da tuberculose apoiado pelo Fundo Global contra a Tuberculose, a Aids e a Malária. No plano de ação de controle da tuberculose no Brasil, estão contempladas todas as estratégias da iniciativa STOP- Tuberculose da OMS, com metas bem definidas de redução do número de casos e da aceleração do ritmo de queda da incidência. Estima-se chegar a 2011 com menos de 70.000 casos novos e, para 2015, 45 mil casos novos anuais.
O STOP-Tuberculose/Brasil ou Parceria Brasileira contra a Tuberculose reúne mais de 80 entidades dos mais variados segmentos sociais que unem seus esforços nesse desafio. Estão sendo investidos esforços e recursos para a ampliação da participação da sociedade civil, como o engajamento de grupos de pacientes, ex-pacientes, outros ativistas na saúde pública, bem como a discussão que se amplia nos espaços de controle social; o Conselho Nacional e os conselhos estaduais e municipais de saúde já contemplam o controle da tuberculose na sua pauta de discussões e de prioridades.
A mobilização comunitária é fundamental para que:
- O diagnóstico seja feito o mais precocemente possível;
- A adesão ao tratamento seja melhorada, reduzindo o abandono a menos de 5% dos casos;
- O percentual de cura dos pacientes alcance pelo menos 85% dos casos.
Por isto todo esforço que objetive dar visibilidade à questão, pode resultar no incremento nesses índices. Para tanto, jornalistas editores de saúde dos principais veículos de comunicação se engajaram no processo, sendo pautados com informações corretas e transparentes. Recentemente o Brasil foi citado, pelo diretor do Programa de Tuberculose da OMS, Dr. Mario Raviglione, como um país que trilha o caminho certo para uma efetiva resposta à tuberculose, comparando com a articulação nacional já formada em torno da resposta nacional à epidemia do HIV/AIDS.
Cresce a participação de representações do Brasil em fóruns de discussão de tuberculose e co-infecção com o HIV no exterior. Recentemente o STOP-Tuberculose Brasil (Parceria Brasileira contra a Tuberculose) foi eleita para representar a região das Américas no Conselho do Stop TB Partnership.
Clique e conheça a doença
O que é?
Doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).
Qual a causa?
Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose. São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti.
Quais os sintomas?
Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparen- temente simples que são ignorados durante alguns anos (ou meses). Contudo, na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) - se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.
Como se transmite?
A transmissão é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resis- tência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.
Como tratar?
O tratamento à base de antibióticos é 100% eficaz, no entanto, não pode haver abandono. A cura leva seis meses, mas muitas vezes o paciente não recebe o devido esclarecimento e acaba desistindo antes do tempo. Para evitar o abandono do tratamento é importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e visitadores devidamente preparados.
Como se prevenir?
Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, e não utilizar objetos de pessoas contaminadas.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, MS e G1.
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