Como dialogar com adolescentes sobre os malefícios do cigarro eletrônico

02/03/2018

Pneumoblog

Psicóloga orienta pais e educadores sobre as melhores formas de conduzir um debate mais produtivo com os jovens sobre vaporizadores, cigarros e outras drogas. Confira as cinco dicas.

Um relatório recente divulgado pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina mostrou evidências de que os vaporizadores podem induzir os jovens a consumir cigarros convencionais.

Mas, ainda que o uso de cigarro eletrônico não leve ao interesse por outros produtos fumígenos, os pais devem se preocupar com o impacto da nicotina no cérebro em desenvolvimento do jovem e com os potenciais riscos para a saúde associados à inalação de produtos químicos aromatizados nos vaporizadores.

Portanto, seguem dicas para abordar o assunto e aconselhar o adolescente de maneira mais efetiva:

1 – Exponha os fatos

O conhecimento sobre o assunto não leva, necessariamente, a escolhas inteligentes, porque é natural do ser humano tomar decisões sabidamente insalubres, como se esquecer do protetor solar ou comer Fast food.

Porém, é importante garantir que o adolescente entenda os fatos e pense sobre os perigos potenciais de vaporizar, ter relações sexuais desprotegidas, usar drogas e assim por diante. Ainda assim, deve-se ter em mente que apenas a informação não é suficiente.

2- Se interesse pela perspectiva do jovem

Considere começar a conversa como uma curiosidade genuína. Deixando o julgamento de lado, pergunte: “Qual é a sua opinião sobre cigarro eletrônico?” ou “Seus colegas e conhecidos costumam vaporizar?”.

Descobrir o que ele já sabe sobre qualquer comportamento de risco é uma boa maneira de iniciar o debate e aumenta as chances de ele querer ouvir o que o você tem a dizer.

3 – Pergunte por que, antes de sugerir porque não

Os jovens têm suas razões para vaporizar, seja para contrariar a autoridade, ultrapassar os limites estabelecidos pelos adultos, entre outros motivos. Se a conversa abordar apenas as desvantagens do consumo, o adolescente vai facilmente descartar as opiniões contrárias.

É mais eficaz sugerir que ele reavalie suas opções e se auto protejam. Para remodelar esta abordagem, pode-se dizer: “Não é que eu não goste das suas maneiras de diversão, mas é que eu te amo”.

4 – Compartilhe suas preocupações

Para manter a confiança dos jovens, é recomendado ser honesto sobre o que se sabe e o que ainda não está claro com relação ao assunto.

Em vez de dizer “a nicotina é altamente viciante”, pode-se falar “mesmo que você não se vicie, isso pode afetar a forma como seu cérebro está se desenvolvendo. Ainda não se sabe quais são os impactos a longo prazo da inalação de produtos químicos e partículas de metal, então por que arriscar?”.

5 – Reconheça os limites de seu poder

Para não gerar incômodos e debates infrutíferos, os pais podem revelar suas expectativas ao mesmo tempo em que reconhecem seus limites de autoridade. Por exemplo, “vaping não é inofensivo, por isso eu espero que você se afaste disso. Dito isto, não tenho o poder de fazer essa escolha por você. É algo que você decidirá por si mesmo”.

Não é fácil sensibilizar os adolescentes sobre os perigos que enfrentam, mas eles se importam com o que seus pais pensam e assumem menos riscos quando as linhas de comunicação se mantêm abertas.

Texto por: Lisa Damour (@LDamour) – Psicóloga em Shaker Heights, Ohio, e autora de “Untangled: Guiding Teenage Girls Through the Seven Transitions Into Adulthood”.

Fonte: Pneumoblog, NY Times

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