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Substância usada em tatuagens de hena pode provocar alergia e manchas
Tatiana Pronin
Do UOL Ciência e Saúde
Novela das oito sempre inspira manias e modismos. Desta vez, o motivo é a Índia, que tem feito muitas mulheres adotarem o vestuário e a maquiagem típicos. As tatuagens de hena, que já eram comuns nas praias e em algumas clínicas de tatuadores, agora fazem ainda mais sucesso. Apesar de ser temporária - os pigmentos desaparecem após alguns banhos, a pintura não é inócua: pode provocar reações alérgicas bem desagradáveis em algumas pessoas.
O problema associado à hena em geral ocorre porque alguns tatuadores adicionam um agente chamado parafenilenodiamina à tintura, para deixá-la negra e facilitar a secagem. "É um agente que costuma causar alergias conhecidas, como de tintas de cabelo, do couro, de impressão, de fotografias e da borracha vulcanizada", explica a especialista em cosmiatria e pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Érica Monteiro.
A reação, chamada dermatite alérgica, começa com coceira, vermelhidão e calor local, podendo ocorrer a elevação do relevo no desenho da tatuagem. A intensidade pode variar de leve a intensa, inclusive com a formação de bolhas. Os sintomas podem desaparecer espontaneamente depois que a tatuagem sai, mas quase sempre é preciso procurar o médico e tratar a área afetada com cremes anti-inflamatórios e antialérgicos.
"Algumas pessoas, principalmente as morenas, podem ficar com manchas mais claras que a pele por algum tempo", acrescenta, ainda, a especialista.
Nos Estados Unidos, onde o adorno também é utilizado por quem não quer levar a tatuagem no corpo pelo resto da vida, um caso de reação à hena turbinada foi tema de artigo na revista científica "New England Journal of Medicine", em agosto do ano passado.
Uma cidadã do Kuwait, de 19 anos, ficou com bolhas nas mãos durante uma semana e marcas que levariam seis meses ou mais para desaparecer, segundo o dermatologista Colby Evans, coautor do artigo.
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), em Portugal, chegou a divulgar um alerta para que a população evitasse a aplicação dessa tatuagem, mais conhecida como "black henna", ou "hena negra".
No Brasil, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há regulamentação para uso de hena em tatuagens, apenas em tinturas para cabelo.
Em 2005, a Prefeitura de Porto Seguro, na Bahia, proibiu a aplicação de tatuagens temporárias na cidade, após várias pessoas terem buscado atendimento em postos de saúde com irritações ou manchas na pele.
A dermatologista Meire Brasil Parada, colaboradora da unidade de cosmiatria da Unifesp, diz que já atendeu uma paciente com reação provocada por tatuagem de hena feita em praia. "O recomendável é que, antes de fazer, a pessoa aplique a tintura em uma área pequena da pele e aguarde entre 24 e 72 horas para ver se não acontece nada", aconselha. Mas ela lembra também que, como qualquer alergia, os sintomas podem aparecer apenas no segundo contato do pigmento com a pele.
A tatuadora e artista plástica Rosana Araújo, que está ajudando na caracterização dos personagens da novela "Caminho das Índias", esclarece que a hena natural, cujo nome científico é Lawsonia inermis, pode ser usada praticamente sem restrições, até mesmo por gestantes e crianças.
"A contraindicação é para quem sofre de deficiência da enzima G6PD, hiperbilirrubinemia e outras doenças do sistema imune ou hematológico", avisa. Nesse caso, pode haver alergia, falta de ar e queda de pressão. "Mas tais doenças são raríssimas e normalmente as pessoas sabem quando as têm", diz.
A dica, portanto, seria a pessoa se informar sobre o produto utilizado antes de fazer a tatuagem temporária e desconfiar quando a tintura for muito escura, já que a hena natural tem uma cor marrom-avermelhada. Mas, como lembra a dermatologista, há quem tenha alergia a produtos naturais também. Ou seja: por via das dúvidas, faça o teste.
Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br
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Tabagismo no mundo
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).
Tabagismo no Brasil
No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo (OPAS, 2002). De acordo com o Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, realizado em 2002 e 2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Em Porto Alegre, encontram-se as maiores proporções de fumantes, tanto no sexo masculino quanto no feminino, e em Aracaju, as menores. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. Em relação à prevalência de experimentação e uso de cigarro entre jovens, de acordo com estudo realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002-2003 a prevalência da experimentação nessas cidades variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, enquanto a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.
Fonte: Instituto Nacional do Câncer
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HPV, um problema mundial
Dados revelam que em todo mundo 25% da população aparentemente saudável está infectada pelo HPV. Isso significa que além de sujeitas ao aparecimento dos primeiros sintomas das doenças (verrugas genitais e tumores malignos) estas pessoas atuam como transmissores do vírus, ampliando o número de infectados.
HPV é a sigla utilizada para nomear os vírus da família Papovavindae que possui mais de 200 subtipos de vírus, conhecidos como papilomavírus humano. São causadas por estes vírus lesões de pele, verrugas genitais e tumores malignos como, por exemplo, o câncer de colo do útero.
Os homens também podem ser vítimas do HPV, apresentando verrugas genitais, câncer de pênis e ânus. Estima-se que, no Brasil, de cada 100 mil homens, 5 apresentem algum tipo de câncer causado pelo HPV, enquanto de cada 100 mil mulheres, serão registrados entre 20 a 30 casos de câncer de colo do útero.
Qual a solução?
A transmissão do HPV ocorre por contato direto com a pele infectada, em especial, durante as relações sexuais. O uso da camisinha reduz o risco de contaminação em até 80%. Para combater de maneira mais eficaz o HPV foi desenvolvida uma vacina capaz de prevenir a infecção pelos tipos de vírus mais comuns, responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais e por 70% dos casos de câncer de colo do útero.
A vacina é indicada para homens e mulheres sexualmente ativos e deve ser ministrada em três doses, em intervalos de dois e seis meses. A Alergo ar já dispõe de vacina contra HPV em suas unidades no Centro, Tijuca, Madureira e Niterói, com pagamento facilitado.
Informe-se pelo telefone: 21 3515-0808.
Alergo ar - Há mais de 20 anos trabalhando por sua saúde
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